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segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Galeria Fernando Santos ou o caleidoscópio contemporâneo




por Lusa27 Novembro 2009 DIÁRIO DE NOTICIAS PT


A Galeria Fernando Santos, Porto, apresenta uma exposição composta por artistas fundamentais na arte portuguesa contemporânea. Patente de 7 Novembro a 23 Dezembro 2009.

Exposição constituída por artistas contemporâneos de referência na arte portuguesa contemporânea, desde a referência da Neo-vanguarda, com trabalhos entre neo-figuração e Pop Arte, com Nikias Skapinakis e Jorge Martins, passando pela arte conceptual, pela escultura e instalações de Pedro Cabrita Reis e Rui Sanches, passando por Pedro Portugal, Gerardo Burmester, Manuel Botelho, José Loureiro, Pedro Quintas e Avelino Sá. Artistas da Galeria, um caleidoscópio da estética das artes plásticas e suas contaminações disciplinares e técnicas da arte contemporânea em Portugal.

sábado, 28 de novembro de 2009

V Mostra de Dança Afro movimenta Armazém 14

imagem sapo pt
V Mostra de Dança Afro movimenta Armazém 14
Publicado em 27.11.2009, às 08h37
Do JC Online

Cerca de 700 estudantes de 30 escolas da rede municipal de ensino do Recife participarão, neste sábado (28), da V Mostra de Dança Afro das Escolas da Rede Municipal do Recife.

O evento, que acontecerá das 9h às 18h, no Armazém 14 (Recife Antigo), é realizado em parceria entre o Grupo de Trabalho em Educação das Relações Etnicos-Raciais (GTERÊ) e a Gerência de Animação Cultural (GAC).

A mostra integra as ações dos Grupos Culturais de dança do Programa de Animação Cultural, que tem a coordenação do Gerente de Grupos Culturais, Genivaldo Francisco.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

BUENOS AIRES RESPIRA AINDA ARTE


SÃO NAS RUAS , PRAÇAS, LOJAS CARTAZES E BANNERS.
A CIDADE É COMO SE FORA MINHA SEGUNDA CASA.
CHAMOU-ME ATENÇÃO UM JORNAL DE POESIAS GUACHA.
FIQUEM ATENTOS, BOM, MUITO BOM

Fadista Mariza

O álbum "Fado Curvo" da fadista Mariza foi eleito pelo jornal "The Times" o sexto melhor disco dos últimos dez anos, na categoria de world music

EXPRESSO PT


O álbum "Fado Curvo", da fadista Mariza , foi eleito pelo jornal "The Times" como um dos melhores trabalhos musicais dos últimos dez anos. A portuguesa surge na sexta posição da categoria "world music" (música do mundo), entre artistas como Youssou N Dour , Orchestra Baobab , Lhasa, Amadou e Mariam ou Tinariwen .
Editado em 2003, "Fado Curvo" foi o segundo álbum da fadista, que alcançou com este trabalho quatro discos de platina. Diz o "The Times" que Mariza "pegou numa música antiga, desacreditada e tornou-a contemporânea e sexy, vendendo-a a uma audiência que antes a ignorava".
O jornal britânico lembra ainda a participação da fadista no programa "Later with Jools Holland" , onde numa única aparição se "tornou logo numa estrela".
No primeiro lugar do ranking do "The Times" surge Tinariwen, com "The Radio Tisdas Sessions".

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Recorde de público na Bienal de Veneza

Recorde de público na Bienal de Veneza

Hoje

Evento que terminou no domingo teve 375 mil visitantes

A 53.ª Bienal de Arte de Veneza bateu este ano o seu recorde de público ao receber 375 702 visitantes, superando a edição anterior da mostra, quando tinha recebido 319 332 pessoas.

Os números foram divulgados ontem pela organização da bienal em Itália. A edição 2009 foi inaugurada a 6 de Junho e terminou no domingo passado. Neste ano, a Bienal de Veneza contou com a participação de 77 países e teve 44 eventos paralelos.

O evento recebeu uma média de 2223 visitantes por dia. Mas, como é óbvio, aos fins-de-semana o número de visitantes era bastante superior, chegando a registar o recorde de 9 761 visitantes num só dia. Apesar da crise económica, estes números revelam que a arte continua em alta.

Tags: Artes

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Filme de Michael Moore fora da lista do Óscar de Documentário


http://bit.ly/39QH89

MICHEL MOORE E A PERSEGUIÇÃO AO SEU PENSAMENTO CRÍTICO AO CAPITALISMO AMERICANO PAULO VASCONCELOS

Títulos de peso como 'Tyson' ou 'The September Issue' também não constam no rol dos 15 pré-seleccionados

O novo documentário militante de Michael Moore, Capitalism: A Love Story, que se estreia no dia 26 em Portugal, não surge na lista dos 15 documentários escolhidos pela Academia de Hollywood como candidatos à nomeação ao Óscar de Melhor Documentário de Longa-Metragem, que foi ontem divulgada.

Destes 15, serão seleccionados os cinco candidatos finais à estatueta da categoria. Havia 89 filmes concorrentes no total.

Entre outros títulos igualmente ausentes desta pré-selecção, estão também Tyson, de James Toback, sobre a ascensão e queda do famoso pugilista, que teve estreia comercial em Portugal; e The September Issue, de R. J. Cutler, que documenta a feitura do número de Setembro da revista Vogue, o mais importante e mais volumoso do ano, e foi exibido há poucos dias no Estoril Film Festival.

Da lista constam documentários como The Cove, que denuncia a matança clandestina de golfinhos no Japão; Mugabe and the White African, sobre a luta dos fazendeiros brancos do Zimbabwe contra a ocupação ilegal e destruição das suas quintas, perante a inacção do Governo de Robert Mugabe; Valentino: The Last Emperor, que faz a crónica dos últimos dias do famoso estilista italiano à frente da casa de moda que fundou; Burma VJ, composto por imagens feitas clandestinamente, dos protestos contra o Governo militar da Birmânia; ou ainda o autobiográfico As Praias de Agnès, de Agnès Varda, já exibido em Portugal.

As nomeações para os Óscares serão anunciadas no dia 2 de Fevereiro de 2010. A cerimónia de entrega das estatuetas está marcada para 7 de Março.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Filme brasileiro denuncia massacre de mendigos nos anos 60 no país

RETIRADO DE YAHOO..http://bit.ly/5qZRLr

Viña del Mar (Chile), 20 nov (EFE).- O Festival Internacional de Cinema de Viña del Mar exibiu hoje a estreia mundial de "Topografia de um desnudo", obra prima da brasileira Teresa Aguiar, que denúncia uma operação de extermínio de mendigos pela polícia no Brasil nos anos 60.

Baseado no roteiro homônimo do dramaturgo chileno Jorge Díaz, o filme retrata a "operação mata-mendigos", como foi denominada na época, como um processo de limpeza social às vésperas da visita da rainha Elizabeth II da Inglaterra ao Brasil.

O saldo da operação, prévia ao golpe de estado de 1964 que derrubou o presidente João Goulart, foi de mais de dez indigentes torturados e assassinados, que dias depois apareceram flutuando nos rio Guandu e Guarda.

O encontro da diretora com a obra do chileno ocorreu em 1972, quando Aguiar visitou Manizales, na Colômbia, para fazer um espetáculo teatral, e onde, por sua vez, estava sendo apresentada também a "Topografia de um desnudo".

"Para nós foi uma surpresa. Não conhecíamos esses casos. Falei várias vezes com Jorge Díaz por telefone e perguntei a ele: como o senhor ficou sabendo disso? Ele só encolheu os ombros", relatou Aguiar em entrevista à Agência Efe antes de partir a São Paulo, onde nesta mesma sexta-feira estreia o filme no Brasil.

"Quando chegamos ao Brasil, o traduzimos. O texto foi retido pela censura durante 15 anos. Depois começou a luta contra a censura econômica, que é a que nos impede fazer tudo na vida", explicou Aguiar, quem demorou 25 anos para levar a obra à telona.

Diante dos preparativos para a realização do Mundial de Futebol e das Olimpíadas no Brasil, Aguiar criticou que está ocorrendo uma situação parecida nas ruas, de onde, segundo conta, "a Polícia recolhe os mendigos quando os responsáveis internacionais por estes eventos circulam pelas capitais".

"Nosso grito de guerra é o seguinte: com mendigos na rua não há Olimpíadas nem Mundial de Futebol. Falarei em 22 de dezembro, em um ato em que fui convidada e em que estará Lula (o presidente Luiz Inácio Lula da Silva) assinará um documento para que os direitos das pessoas que vivem na rua sejam preservados", assinalou a cineasta.

"Não sei qual será meu futuro depois disto, mas eu direi bem claro", acrescentou.

Como professora de arte dramática, a diretora levou inicialmente a obra aos palcos teatrais de São Paulo, mas finalmente decidiu transferi-la para o cinema com uma "grande motivação": "discutir esse problema com mais pessoas".

É protagonista no filme o ator Lima Duarte, que após a projeção do filme destacou a necessidade de divulgar fatos como estes para que não voltem a ser repetidos.

Na introdução do texto de Díaz, homenageado no Chile com o Prêmio Nacional de Artes Audiovisuais e da Representação em 1993, o dramaturgo assinala que "a obra está baseada em um fato real ocorrido no Brasil na década de 60, e que os jornais informaram na época".

"É um testemunho livremente concebido que não pretende reproduzir rigorosamente os personagens nem os detalhes do ocorrido, mas os fatos poderiam ocorrer em qualquer país onde se encontre injustiça, repressão e violência", adverte o também autor de "El cepillo de Dientes (A escova de dentes, em livre tradução)". EFE

domingo, 22 de novembro de 2009

Telas de Luiz Áquila são roubadas a caminho de Brasília

Está tornando-se corriqueiro no Brasil, o que acontece no resto do mundo, em especial na Europa o roubo de obras de Artes ;será que há conexão desta máfia com o mundo ou é caso isolado?PVasconcelos

A pintura e o abraço da pintura: obra levada pelos ladrões durante assalto - (Arquivo Pessoal )by Correio Brasiliense leia mais

Nahima Maciel
Publicação: 20/11/2009 10:19 Atualização: 20/11/2009 10:36
Um caminhão carregado com 30 obras do pintor carioca Luiz Áquila foi roubado na madrugada de terça-feira, no bairro de Bonsucesso, na saída do Rio de Janeiro. O caminhão saía da capital fluminense em direção a Brasília com pinturas e desenhos da exposição Minhas aventuras na arte, prevista para ser inaugurada na próxima quinta-feira na Galeria Vitrine da Caixa Cultural.


A pintura e o abraço da pintura: obra levada pelos ladrões durante assalto
Do total de obras destinadas à mostra, 12 acabaram roubadas. São pinturas sobre papel, desenhos e uma tela intitulada Canteiro de obra, sobre a qual o artista interfere a cada nova exposição. As pinturas em grande formato foram deixadas para trás e serão expostas em Brasília. "É muito triste, a perda de uma obra não tem como reparar, não é como um produto industrializado que você compra outro e substitui. Felizmente, não roubam o que está dentro de mim", lamenta o artista.

Minhas aventuras na arte seria a primeira exposição em Brasília depois de 22 anos sem mostrar obras na cidade. Filho do arquiteto Alcides da Rocha Miranda, um dos fundadores da Universidade de Brasília (UnB), Áquila morou e estudou na capital nos anos 1960. Realizar a mostra na cidade era uma maneira de contar aos amigos brasilienses o que o artista produziu nas duas últimas décadas. "É uma pena porque essa exposição é muito importante para mim."

No lugar dos desenhos roubados, o artista decidiu colocar reproduções fotográficas em tamanho original e em preto e branco. Também vai retomar o conceito da pintura Canteiro de obra e começar uma nova tela. "É para não ficar com cara de velório. Não vou deixar uns bandidinhos miseráveis me abaterem. Mantenho o pincel em riste", diz. "Não vou fazer as reproduções a cores porque não quero fazer imitação e para ter uma dose de tristeza."

As obras têm seguro e estão avaliadas em R$ 600 mil. Foram roubadas de um caminhão da transportadora Pontual junto com outras cargas que incluíam material hospitalar. Áquila não acredita que o alvo tenha sido suas obras. "Foi roubo de carga", garante. Todas as galerias do Rio de Janeiro já foram avisadas e receberam fotografias das pinturas e desenhos roubados.

sábado, 21 de novembro de 2009

Roban otra litografía de Edvard Munch en Oslo

SEPARACION II, la litografía del pintor expresionista noruego Edvard Munch.
RETIRADO DA REVISTA Ñ AR...http://bit.ly/2OH7Zi




La litografía Separación II, del pintor expresionista noruego Edvard Munch, fue robada a mediados de junio de una galería de Oslo. La semana pasada en la misma ciudad habían robado otra pintura del artista.
SEPARACION II, la litografía del pintor expresionista noruego Edvard Munch.
La Policía confirmó a NRK que la obra fue sustraída entre el 12 y el 25 de junio y que el robo no fue descubierto hasta que la galería se mudó de local y trasladó su colección a la nueva sede.

El robo había sido mantenido en secreto por deseo expreso del dueño de la galería, pero NRK lo descubrió al encontrar el nombre del cuadro en una lista de obras de arte robadas de la Interpol.

"Separación II", valorada en unos 2,5 millones de coronas noruegas (unos 300.000 euros), muestra un motivo conocido en la obra de Munch: un hombre y una mujer separándose, con una playa de fondo.

La Policía noruega sigue buscando a los autores del robo de "Historia", otra litografía de Munch sustraída de una galería de Oslo el pasado día 12 y valorada en 2 millones de coronas noruegas (unos 240.000 euros).

No se trata de los únicos cuadros del pintor expresionista robados en los últimos años en Noruega: el 22 de agosto de 2004, dos enmascarados penetraron en el Museo Munch, en el centro de Oslo, en pleno día y amenazaron con una pistola a los guardas y a los visitantes para llevarse "El grito" y "La Madonna".

La Policía noruega recuperó las obras dos años después, aunque con daños irreparables, en una operación desarrollada en los alrededores de la capital.
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sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Mujer fumando' de Botero, vendido en Christie's por más de un millón de dólares


http://bit.ly/3B6Fox


La figura, que contrasta la dureza del bronce y la suavidad de sus formas, es ejemplo icónico de la debilidad de este artista por las formas voluptuosas.
¿FUMANDO? La escultura vendida en un millón de dólares apunta a un hábito que pierde adeptos. AP.
Mujer fumando, una enorme escultura de bronce del artista colombiano Fernando Botero, fue adquirida en Nueva York por más de un millón de dólares durante una subasta de arte latinoamericano organizada por Christie's.
La casa de subastas acabó exultante tras tras vender casi todas las obras de arte latinoamericano que sacó a puja.
En la primera y más importante sesión, celebrada esta noche en las galerías de Christie's en el Rockefeller Center de Manhattan, uno de los artistas más presentes fue Botero, del que se ofrecieron desde obras en papel y pinturas hasta alguna de sus carismáticas esculturas. Ése es el caso de Mujer fumando, realizada en bronce y con pátina marrón oscura, que tiene unas dimensiones superiores a los 3,5 metros de largo y 1,5 metros de ancho y alto, y que salió a la venta por 1.142.500 dólares.
Christie's había calculado que la vendería por entre 800.000 dólares y 1,2 millones de dólares y efectivamente el precio de martillo fue de 950.000 dólares, aunque una vez añadidas las comisiones y demás gastos, quedó en la citada cifra.
La figura, en la que la dureza del bronce en que está realizada contrasta con las suavidad de sus formas, es un ejemplo icónico de los temas que prefiere este artista, así como de su debilidad por las formas voluptuosas.
El artista colombiano, nacido en 1932 en Medellín, es uno de los creadores latinoamericanos más cotizados del momento, algo que quedó hoy patente en una velada en que también se vendieron otras piezas suyas como Horse with saddle (338.500 dólares), Reclining Woman (242.500) El Milagro de San Hilarión (290.500), "Dancers" (56.250) y Vida de San Zenobio (242.500).
También se adjudicó la pintura Mother and Child, de 1990, considerada una de las obras más exquisitas de Botero en este medio, salía a la venta por entre 450.000 y 650.000 dólares y finalmente se adjudicó por 614.500 dólares.
Sin embargo, quedó sin venderse The Patio, una pintura de llamativos colores realizada en 2000, que salía a la venta por entre 500.000 y 700.000 dólares. Junto a las obras de Botero, un grupo de pinturas de la década de los 40 y 50 del chileno Matta (1911-2002) atrajeron también gran atención entre los compradores potenciales, ya que era la primera vez que se ofrecían en una subasta, y "Crucisphere" se vendió por 398.500 dólares.
También se vendieron de él Eupure (1944) por 386.500 dólares, Horror is not Truth (1948) por 146.500, Qui insuffle le printemps (1952-1958) por 494.500, y Sketch-Etude au temps du Le forçat de la lumière por 338.500, entre otras muchas piezas suyas. Del también chileno Claudio Bravo, nacido en 1936, destacó la venta de White, Blue and Yellow Papers, que superó los 722.500 dólares y fue la obra procedente de ese país más cotizada.
En cuanto a los artistas mexicanos, destacaron las ventas de Rufino Tamayo (1899-1991), entre ellas Mujeres, una obra maestra pintada en París en 1960 en la que se observan claramente sus influencias expresionistas y abstractas y que fue adquirida por 698.500 dólares.
Su potente pintura Pájaros, realizada durante la Segunda Guerra Mundial y en un una de sus etapas más creativas, se vendió por 586.500 dólares, al tiempo que su Adán y Eva se colocó por 386.500 dólares, mientras que Retrato de Olga y Hombre en el espacio quedaron sin vender.
Otra de las piezas más cotizadas fue un cuadro sin título de Wifredo Lam (1902-1982) realizado entre 1946 y 1947, en el que se pueden observar una de las figuras antropomórficas que caracterizan la obra de este artista cubano y que se adjudicó por 662.500 dólares. También suya es Les Jumeaux, que se vendió por 236.500.
Desde Uruguay, el Navío constructivo realizado por Joaquín Torres-García en 1934 se vendió por 362.500. Entre las piezas que también superaron hoy los 300.00 dólares destacaron igualmente Cuatro pescados del mexicano Francisco Toledo (nacido en 1940) y Tríptico con amarillo del venezolano Jesús Rafael Soto (1923-2005).

Clarice como você nunca viu Cosac


Clarice Lispector por Claudia Andujar

retirado da Cosac

Publicada nos Estados Unidos em agosto de 2009, a nova biografia de Clarice Lispector, escrita pelo norte-americano Benjamin Moser, conquistou um destaque a que a literatura brasileira não está acostumada. Para citar apenas os grandes jornais, Clarice foi notícia no New York Times (em duas resenhas), The Times, Economist, Los Angeles Times, e chegou a ser comparada a James Joyce, Jorge Luis Borges, Virginia Woolf e Franz Kafka. Eleito o livro do mês na Amazon.com, já teve duas reimpressões. Aquela escritora misteriosa, de um país distante, com uma obra vasta escrita numa língua estranha, caiu no gosto dos leitores.

Se não é novidade que a obra de Clarice tem vocação internacional, a recente projeção que ela ganhou deve muito ao trabalho de seu jovem biógrafo, um obstinado que aprendeu português e ficou cinco anos imerso na vida e na obra de Clarice para apresentá-la ao leitor não lusófono. Não só alcançou o seu objetivo, mas impôs seu livro no Brasil como um marco nos estudos sobre essa escritora já tão bem estudada. Com o título Clarice, (lê-se “Clarice vírgula”), chega às livrarias brasileiras como o livro mais esperado deste final de ano, pelas mãos de um tradutor também clariciano, José Geraldo Couto. A obra dá continuidade à linha de biografias e memórias da Cosac Naify, que no ano passado lançou O santo sujo – A vida de Jayme Ovalle, de Humberto Werneck. A edição da biografia de Clarice conta com apoio da Suzano de Papel e Celulose, representada pelo papel Pólen®.


PESQUISA INÉDITA

Numa pesquisa inédita, o autor percorreu todos os lugares por onde os Lispector passaram, da agreste Podólia (região da Ucrânia) ao célebre apartamento no Leme onde a escritora viveria o resto da vida, passando pelo Recife da infância e as cidades onde Maury Gurgel Valente, seu marido diplomata, serviu.

Outro ponto alto do livro é a escrita de Benjamin Moser, que soube encadear numa narrativa envolvente trechos de textos de Clarice, de seus contemporâneos, depoimentos e documentos inéditos. Postas lado a lado, duas citações já conhecidas muitas vezes ganham um novo e inesperado sentido. Revelam-se, assim, aspectos desconhecidos da vida da escritora.

A habilidade narrativa de Moser também é visível nas relações que ele tece entre vida e obra. Como não poderia deixar de ser, o relato da vida de Clarice é pontuado por seus escritos. Não se trata de explicar de maneira reducionista a vida pela obra ou vice-versa; mas fazer com que uma funcione como caixa de ressonância de outra. Assim, a cada capítulo o narrador se volta para o livro que Clarice estava escrevendo ou publicando naquele momento, o que faz da biografia também um guia de leitura, uma porta de entrada para o universo clariciano.


JUDAÍSMO, DIÁSPORA E LITERATURA

Uma das principais chaves de leitura propostas pelo autor é a filiação de Clarice Lispector à tradição literária da mística judaica. Muitos já observaram que sua literatura não parecia “brasileira”, e que até mesmo em português guarda um raro sotaque. Benjamin propõe que o judaísmo, muitas vezes tido pela própria escritora como um dado circunstancial, seja posto no centro de sua escrita. Como afirmou ao repórter Rafael Cariello, “para os judeus, tradicionalmente, a experiência mística se dá sempre por meio da palavra escrita. Os judeus são místicos escritores. Não existe místico judeu que não escreveu livros. Ao escrever, Deus aparece porque, em hebraico, não é apenas a palavra de Deus que é sagrada, o próprio alfabeto é sagrado”. Para Moser, essa matriz judaica é “óbvia”, mas sempre foi menosprezada ou relegada ao segundo plano.

Segundo a leitura de Moser, ela teria herdado dos escritores da cabala como Abraham Abulafia um tipo de busca espiritual ou subjetiva que, desprovida do caráter essencialmente religioso, cria um poderoso efeito estético. Esse procedimento literário também já foi apontado, por exemplo, na obra de Kafka. Moser localiza não só na obra, mas na história de vida da biografada, pontos em comum com a tradição judaica: assim como o dela, os nomes que dominaram a literatura norte-americana no século XX, como Saul Bellow, Philip Roth e tantos outros, têm uma história familiar semelhante, de migração da Europa em condições adversas.

A FUGA DA EUROPA

Entre os documentos a que Moser teve acesso, está um livro inédito de Elisa Lispector, a irmã mais velha, também escritora, que já tematizara a história familiar em seus livros No exílio (1948) e Além da fronteira (1945). O inédito Retratos antigos foi a passagem que permitiu ao biógrafo enxergar os dramáticos episódios vividos pelos Lispector durante os pogroms que assolaram a Ucrânia na virada da década de 1910 para 1920. A partir dele, Moser reconstituiu, com base em relatos de sobreviventes, entrevistas feitas em campo e também com familiares da escritora, um quadro de horror comparável ao que se veria na Europa durante a Segunda Guerra. No entanto, as vítimas dos pogroms, como a família de Clarice – e em especial sua mãe – são menos lembradas que as do Holocausto. Outra irmã de Clarice, Tania Lispector Kaufmann, também foi uma importante interlocutora do biógrafo. O relato das andanças de Pinkhas (Pedro, o pai), Mania (a mãe), Elisa, Tania e a bebê Chaya (futura Clarice) por uma Ucrânia miserável (e depois por Alagoas), feito em cores muito vivas, é um dos momentos de grande impacto do livro.

Com base nessa pesquisa, Benjamin formulou uma tese: a de que Clarice sentia-se predestinada a salvar a mãe da doença adquirida durante a violência do pogrom. O peso dessa falha – Mania passou o final da vida inválida e morreria ainda jovem – ecoaria ao longo de toda sua vida e obra. O outro grande revés que enfrentou – a doença psiquiátrica de um dos filhos, num tempo em que isso representava um estigma fortíssimo e um tratamento doloroso para todos – completa o componente trágico identificado pelo biógrafo. Compreender sua dor como filha e como mãe ajuda a entender a escritora, mas sobretudo a humanizar o “monstro sagrado”.

O MISTÉRIO CLARICE

Não é de hoje que críticos, biógrafos, pesquisadores, jornalistas, artistas de cinema e teatro tentam decifrar Clarice Lispector. Seu rosto é reproduzido à exaustão em livros, na internet, em selos postais e até em literatura de cordel, tornando-se um ícone da cultura brasileira. O mistério estampado no rosto da escritora, no entanto, permaneceu renitente. Por isso é que, na edição brasileira, Benjamin Moser e a Cosac Naify apostaram não em imagens, mas numa narrativa, para dar conta desse mistério. O livro contém apenas uma imagem de Clarice: e mesmo assim seu rosto não aparece na capa, apenas na lombada do livro e numa foto interna, em projeto gráfico de Luciana Facchini. O título do livro em português – Clarice, – remete à proverbial vírgula que abre Uma aprendizagem ou O livro dos prazeres.


VIDA LITERÁRIA

Para o leitor brasileiro é interessante conhecer a visão de um estrangeiro sobre o Brasil. Benjamin Moser aponta, por exemplo, o estigma que havia no país dos anos 50 e 60 em relação à psicanálise. Desde quando morou em Berna, Clarice teve diferentes terapeutas e psicanalistas; Moser procura reconstituir essas experiências, especialmente importantes numa escritora que fez da subjetividade a principal matéria de sua ficção.

Também é de grande interesse o retrato do mundo intelectual em que Clarice viveu. Sem ser exatamente enturmada na boemia intelectual ou “esquerda festiva” que fez a fama do Rio de Janeiro nos anos 50 e 60 – a ponto de ter sido “enterrada” pelo cartunista Henfil, que lhe cobrava engajamento político, em seu “Cemitério dos Mortos-Vivos”, no Pasquim –, ela cultivou sólidas amizades literárias, sobretudo entre os jovens escritores mineiros, como Fernando Sabino, Otto Lara Resende, Hélio Pellegrino e Paulo Mendes Campos. Na correspondência com eles – especialmente o autor de O encontro marcado – revela-se muito de Clarice, seu cotidiano e as questões literárias e editoriais em que se envolvia. Também aí a singularidade de Clarice pesou: a pecha de hermética fechara-lhe as portas em muitas editoras do país, e Sabino atuou como uma espécie de agente literário informal, ajudando-a a encontrar editor para seus livros.

Além dos amigos, as paixões da escritora pelo poeta e cronista Paulo Mendes Campos, com quem teve uma relação amorosa marcante, por Lúcio Cardoso, que não chegou a se concretizar, também são, em muitos aspectos, narradas pela primeira vez no livro de Benjamin Moser. Sem alarde ou sensacionalismo, ele sublinha a importância dessas relações que mal chegaram a se consumar para a vida de uma mulher que se separou antes da legalização do divórcio. Surge, na narrativa, uma dimensão trágica da geração de Paulo e Lúcio (e Clarice), uma das mais poderosas do ponto de vista criativo, mas que também enfrentou o alcoolismo, a repressão sexual e as agruras de produzir literatura numa cultura e numa língua periféricas.

A DONA DE CASA QUE ESCREVIA

Se hoje Clarice é um ícone no Brasil e uma descoberta no exterior, durante sua vida ela teve dificuldades para se inserir até mesmo no meio literário brasileiro. Vivendo no exterior, viu-se obrigada a negociar à distância a publicação de seus livros. Longe das irmãs, com quem se correspondia intensamente, e dos amigos mais próximos, via-se dividida entre as exigências do mundo diplomático, acompanhando o marido, e a liberdade da escrita, a pulsação da vida interior que muitas vezes se mostrava conflitante com os protocolos sociais.

Já separada de Maury e tendo que criar os dois filhos, ela passou a escrever para jornais e revistas, firmando-se também como uma de nossas grandes cronistas. Sob pseudônimo, assinou colunas de dicas de beleza e moda reveladoras de sua personalidade. Essa rotina jornalística, no entanto, não era facilmente enfrentada pela pessoa singular que foi Clarice Lispector.

Benjamin Moser faz uma viva reconstituição da rotina doméstica no apartamento do Leme, às voltas com empregadas, solicitações de leitores e fãs, um cachorro que tomava uísque e mascava bitucas de cigarro, uma secretária impotente diante do caos que lhe cabia organizar, os filhos, os amigos que fazia – e não raro logo perdia de vista, dada a intensidade que significava ser amigo de Clarice Lispector. Até mesmo o cabeleireiro e maquiador dela está entre figuras que gravitavam a seu redor – em seu depoimento, ele declara ter atendido Clarice enquanto ela dormia. São dessa época o incêndio de que foi vítima, durante o sono, e a participação acidental num congresso de bruxaria em Bogotá, episódios que contribuíram para certa imagem de extravagância.

Sem dúvida, a mais marcante das figuras que estiveram ao lado de Clarice no final da vida é Olga Borelli, que a ajudou a estruturar e consolidar seus últimos livros. Impressiona a reconstituição do método um tanto caótico como Clarice fazia suas anotações, e como Olga lhes deu forma. Foi Olga que a definiu como “a dona de casa que escrevia”.


PARCERIA COM A SUZANO

Seguindo sua estratégia de criar maior sinergia com o mercado editorial, a Suzano Papel e Celulose fechou parceria com a Cosac Naify para o livro Clarice,. A obra de Benjamin Moser foi impressa em papel Pólen Soft 80g, um dos produtos da linha de Papéis Não Revestidos da Suzano.

Os papéis da linha Pólen®, produzidos pela Suzano, compõem a primeira linha de papéis off-white desenvolvida para atender as necessidades específicas do mercado editorial e possui tonalidade diferenciada, refletindo menos luz e, assim, proporcionando uma leitura mais agradável.

Oprah Winfrey vai encerrar seu programa e criar uma emissora de TV

Publicado em 20.11.2009, às 10h41http://jc.uol.com.br/canal/lazer-e-turismo/celebridades/noticia/2009/11/20/oprah-winfrey-vai-encerrar-seu-programa-e-criar-uma-emissora-de-tv-206084.php

A popular apresentadora norte-americana Oprah Winfrey planeja encerrar seu programa na televisão em setembro de 2011. A informação foi divulgada por ela ontem à equipe da atração, segundo uma fonte próxima do assunto. Oprah pretende voltar suas atenções para uma nova emissora a cabo que ela planeja lançar em parceria com a Discovery Communications. O anúncio oficial deve ser feito por ela hoje durante seu talk show, segundo uma porta-voz.

O programa "The Oprah Winfrey Show" é feito por uma produtora e comercializado para diferentes emissoras. Lançada nesse esquema em 1986, a atração teve uma média de 6,6 milhões de telespectadores, na semana encerrada em 8 de novembro, segundo a Nielsen. Emissoras locais de TV, que geralmente veiculam a atração durante o dia, podem sofrer com a mudança. O programa dela foi um dos poucos cujos níveis de publicidade não caíram durante a crise econômica, segundo uma fonte do meio publicitário.

A decisão também é um revés para a CBS, que distribui a atração a outras emissoras. Oprah deve se concentrar em sua própria emissora, a The Oprah Winfrey Network (OWN), que ela anunciou em parceria com a Discovery Communications em janeiro de 2008. O novo canal é uma joint venture dividida em partes iguais com a emissora a cabo, e inclui o site Oprah.com.

Fonte: Agência Estado

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Times diz que 'O Código da Vinci' é pior livro da década


Times diz que 'O Código da Vinci' é pior livro da década

por DN.ptHojehttp://bit.ly/2ObJWB
Times diz que 'O Código da Vinci' é pior livro da década

Foi o grande 'best-seller' dos últimos anos, mas o suplemento de literatura do 'The Times' não fez concessões aos sucessos de vendas: 'O Código da Vinci', de Dan Brown, foi considerado o pior livro da década. O melhor é 'A Estrada', de Cormac McCarthy.

Em todo o mundo, 'O Código da Vinci' vendeu mais de 70 milhões de exemplares e catapultou para a ribalta o seu autor, o americano Dan Brown, cujos 'thrillers' se debruçam sobre temas que têm tanto de polémico como de esotérico. Há quem o considere brilhante, para outros não passa de um escritor banal. Para os críticos do The Times, 'O Código da Vinci', publicado em 2003, tropeça logo na introdução, que se assemelha a uma notícia de tablóide.

O segundo entre os cinco piores é 'O Segredo', 'best-seller' de auto-ajuda de Rhonda Byrne, que ensina a atingir o sucesso através do pensamento positivo. Mas o painel que o classificou considera que as referências a Jesus, Newton, Beethoven e Einstein tornam o guia "insuportável".

Em terceiro surge 'Being Jordan', a autobiografia da modelo inglesa Katie Price; o livro é considerado influente, mas não da forma mais positiva. O quarto entre os piores é 'Vernon God Little' ('Vernon Little, o Bode Expiatório' em português) de DBC Pierre. Apesar de ter vencido o 'Man Booker Prize em 2003', o romance que tem como protagonista um adolescente sarcástico e procura reflectir a atracção e o medo que exercem os Estados Unidos da América não convenceu o The Times, insensível aos elogios feitos à obra.

A finalizar a lista, 'Dylan's Visions of Sin', sem tradução para português, um livro do britânico Christopher Ricks, académico e crítico literário que analisa as letras das canções de Bob Dylan. O painel considerou que esta 'carta de amor a Dylan é tão embaraçosa de ler quanto a de um adolescente, se não estiver envolvido na relação".

No sentido inverso, a lista dos 100 melhores títulos da década é encabeçada pela obra de Cormac McCarthy, 'A Estrada', considerada uma "expressão perfeita dos terrores do início do século XXI". Segue-se 'Persepolis, um livro de banda desenhada que dá conta da infância da autora, Marjane Satrapi, durante a Revolução Islâmica no Irão; em terceiro surge 'Dreams From My Father', em português 'A Minha Herança', a autobiografia de Barack Obama que revela - segundo o jornal - que o autor "não é apenas um político ambicioso, mas também um escritor eloquente e pensador profundo".

Tags: Artes, Livros

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Zona da Mata vira palco de cultura e educação no Festival Canavial

Do JC Online
Foto: Alexandre Belém/JC Imagem
Leia mais no J Comércio Recife Pe http://bit.ly/2bzgRA

Jorge Mautner (D) e Mestre Zé Duda, do Maracatu Estrela de Ouro, vão lançar o CD Maracatu Atômico Kaosnavial
Publicado em 17.11.2009, às 14h38
Do JC Online
Foto: Alexandre Belém/JC Imagem

Uma das regiões culturais mais ricas do Estado será palco durante 15 dias do Festival Canavial 2009, realizado nas cidades de Nazaré da Mata, Vicência, Goiana, Condado e Aliança, todas na Zona da Mata. O evento, que abrange ações de cultura e de educação, será realizado entre os dias 20 de novembro e 5 de dezembro. Na programação, encontros de coco de roda, maracatus e caboclinhos; oficinas, aulas-espetáculo e seminários de formação de cultura popular, além do lançamento dos CDs Maracatu Atômico – Kaosnavial, de Jorge Mautner e Maracatu Estrela de Ouro, e Pretinhas do Congo, de Goiana [escute áudios abaixo]

Durante o festival, será realizado o projeto itinerante Caminhos do Canavial, ônibus-biblioteca que irá circular em engenhos, assentamentos e comunidades rurais das cinco cidades.

"Grande parte da programação desenvolvida para o Festival Canavial se apresenta através de projetos premiados pelo Ministério da Cultura e pela Fundarpe (Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco), discussões, seminários, oficinas artísticas, consolidando uma política para a Zona da Mata Norte”, esclarece Afonso Oliveira, um dos organizadores do projeto.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Clarice Lispector, o sol escuro do Brasil




http://bit.ly/1FlajK retirado da UOL, LEIA MAIS LÁ
16/11/2009
Clarice Lispector, o sol escuro do Brasil
The New York Times
Tomás Eloy Martinez



Há pouco mais de meio século, a força de transformação da literatura da América Latina assombrava os países centrais, que haviam alcançado a modernidade graças ao desenvolvimento de suas indústrias, suas descobertas tecnológicas, suas redes de comunicação, seus trens e aviões. Mas sua linguagem e sua capacidade de narrar a sociedade estavam apergaminhadas, cansadas, e supriam a falta de ideias e sangue novos com jogos teóricos que não levavam a lugar nenhum. Na América Latina, o afã de criar esse mundo novo expresso pela revolução cubana parece ter se concentrado na literatura.

Clarice Lispector, em foto de 1976

* Folha Imagem

Enquanto os países do Rio da Prata, México e Colômbia respiravam a plenos pulmões os novos ares, o gigante Brasil mantinha-se impermeável a tudo o que não vinha de si mesmo. O Brasil mudava de pele, mas se alimentava de sua própria música e de sua própria herança literária. Certa vez perguntaram a João Gilberto por que ele fazia tão poucos shows no estrangeiro, onde sua música tinha um sucesso clamoroso.

"Para quê?", respondeu. "No Brasil meu público é tão numeroso como no resto do mundo e, além disso, ele me escuta com mais felicidade".

Em meados do século 20, o grande nome da literatura brasileira continuava sendo o de Joaquim Maria Machado de Assis (1839-1908), que escreveu uma sucessão de obras mestras mediante o simples recurso de observar atentamente a paisagem interior dos pensamentos e dos sentimentos para contá-los de uma maneira incomum, inesperada. Um de seus maiores herdeiros é João Guimarães Rosa, que impressiona mais do que tudo por seu virtuosismo verbal e pelo ouvido finíssimo com que capta a música das vozes do sertão, no nordeste profundo de seu gigantesco país.

Entretanto, a única filha direta e legítima de Machado de Assis é Clarice Lispector, cuja obra misteriosa começa a difundir-se nos Estados Unidos com tanto ímpeto quanto a de Roberto Bolaño. O chileno foi consagrado pela revista The New Yorker, e o influente The New York Review of Books rendeu tributo a Lispector com um ensaio extenso de Lorrie Moore, a jovem deusa do minimalismo.

Moore adverte que a fama magnética de Lispector se deve em parte aos estudos sobre sua obra reunidos por Hélène Cixous, a quem as universidades francesas devem o apogeu dos estudos sobre a mulher. Na França, recorda Cixous, a extraordinária abstração da prosa de Lispector fez com que a vissem como uma filósofa. Quando ela assistiu a um encontro de teóricos sobre sua obra, abandonou a sala na metade da homenagem, dizendo que não entendia uma só palavra do jargão.

Uma das primeiras vezes que se ouviu falar de Lispector em Buenos Aires foi no final dos anos 70, quando circulou a lenda de que ela havia se queimado viva em sua casa no Rio de Janeiro.

Em 1969 o mítico editor argentino Paco Porrúa havia publicado na editora Sudamericana alguns de seus livros: os romances "A Maçã no Escuro", "A Paixão Segundo G.H." e "Uma Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres", assim como os admiráveis contos de "Laços de Família". Lispector rompia com todas as convenções da arte de narrar e arrancava de cada palavra um tremor secreto, enigmático. Suas revelações eram como as de um teólogo oriental participando de uma dança ritual africana.

Quando a lemos, deslumbrados, na revista "Primera Plana", pensamos que era imperativo viajar para o Rio de Janeiro para decifrar seus segredos. Sara Porrúa, que na época era mulher de Paco, quis ser a primeira nessa busca.

As primeiras notícias que enviou dissipavam a fábula de que Lispector fora queimada viva. Sua cama havia se incendiado acidentalmente quando dormiu com um cigarro aceso. Mas a haviam resgatado a tempo. Sua estranha beleza tártara (os olhos amendoados e rasgados, as maçãs do rosto salientes, a constante expressão de angústia de seu rosto) havia desaparecido quando queimou o lado direito do corpo, imobilizando-lhe o braço. Nada, entretanto, apagava sua paixão por narrar o mundo.

Sara a encontrou mais algumas vezes e, com sua imagem intensa, inesquecível, perdeu-se nas selvas da Guatemala e transformou-se em personagem de Cortázar.

Dar uma ideia de sua imaginação só é possível através de algumas citações. O começo do romance "Uma Aprendizagem..." (1969) é uma frase que vem do nada. A porta de entrada desse livro é uma vírgula: ", estando tão ocupada, viera das compras de casa que a empregada fizera às pressas porque cada vez mais matava o serviço, embora só viesse para deixar almoço e jantar prontos...".

Antes desse comentário doméstico e trivial, Lispector surpreendeu o leitor com uma advertência que é também uma afirmação de seu ser:

"Este livro se pediu uma liberdade maior que tive medo de dar. Ele está muito acima de mim. Humildemente tentei escrevê-lo. Eu sou mais forte que eu. C.L."

E no final de "Água Viva", ergue a voz: "Não vou morrer, ouviu, Deus? Não tenho coragem, ouviu? Não me mate, ouviu? Porque é uma infâmia nascer para morrer não se sabe quando nem onde. Vou ficar muito alegre, ouviu? Como resposta, como insulto".

Seu desmedido desafio à morte impregna muitas das crônicas reunidas em "Revelación del Mundo", que incluem todas as que escreveu para o Jornal do Brasil entre 1967 e 1973. Outras, inéditas, serão publicadas no ano que vem em espanhol sob o título de "Descubrimientos".

Lispector continua sendo um enigma velado que assombra em cada frase, em cada desvio da vida. Morreu aos 57 anos de um câncer nos ovários, depois de ter passado os últimos anos fechada na solidão de sua casa do Leme, perto das areias de Copacabana.

Seu autorretrato cabe em uma frase: "Olhar-se ao espelho e dizer-se deslumbrada: Como sou misteriosa".
Tomás Eloy Martínez

Analista político e escritor, o argentino Tomás Eloy Martínez é autor de livros como "Vôo da Rainha" e "O Cantor de Tango".

domingo, 15 de novembro de 2009

REVISÃO DA MPB EM PORTUGAL

http://bit.ly/4kpxUt
Retirado do Diário de Notícias PT


Depois de se apresentar em Cabo Verde e Guiné-Bissau, o espectáculo criado pelo embaixador Lauro Moreira chega a Portugal.

Começa hoje em Borba a digressão do grupo musical Solo Brasil, que traz a Portugal um espectáculo que apresenta um panorama histórico da música popular brasileira ao longo de mais de um século. Pela voz da cantora Maria Eugênia passam mais de 50 canções, desde Chiquinha Gonzaga até aos sons do chorinho, do samba, do frevo e da bossa nova.

Num projecto de divulgação cultural, apoiado pelos ministérios das Relações Exteriores e da Cultura do Brasil, pela Fundação Inatel e pelas câmaras municipais locais, o show Solo Brasil - Uma viagem através da música do Brasil foi criado em 1999 por Lauro Moreira, actual embaixador do Brasil junto à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

"Este será o culminar da extensa programação cultural promovida pela Missão do Brasil em Portugal em 2009", disse Lauro Moreira, que dirige o espectáculo e actua como narrador, contextualizando as várias épocas e fases da música popular brasileira.

O espectáculo é composto também por narrativas e referências visuais através de imagens de época dos maiores cantores e compositores do Brasil.

O grupo Solo Brasil já se apresentou em 16 países - como Argentina, Jamaica, Alemanha, Marrocos, Espanha, França, Estados Unidos etc. -, confirmando que a música brasileira encontra eco em variadas culturas.

Para assinalar os dez anos deste grupo musical brasileiro, a actual digressão teve início em Cabo Verde, passou por Guiné-Bissau e a partir de hoje inicia a rota por terras portuguesas de sul a norte.

Os espectáculos terão lugar em Borba (hoje), Évora (18), Portel (19), Gouveia (20), Águeda (21), Almada (22), Oeiras (30) e Guimarães (03/12).

Em Lisboa, o grupo apresentar--se-á no Teatro da Trindade nos próximos dias 26, 27, 28 e 29; no Porto, decorrerá na Casa da Música a 4, 5 e 6 de Dezembro.

sábado, 14 de novembro de 2009

Geraldo Azevedo lança DVD com show no Teatro da UFPE


http://bit.ly/2vOu9z
Do JC Online

Só após 35 anos de carreira, Geraldo Azevedo resolveu registrar seus sucessos num DVD. Uma geral do Azevedo, registrado ano passado, no Circo Voador (RJ), é uma coletânea das melhores e mais pedidas músicas do pernambucano que chega ao Recife neste sábado, para lançar a obra. O palco do show será o Teatro da UFPE, às 21h.

O set list da apresentação traz cerca de 25 sucessos do cantor - entre eles Moça bonita, Taxi lunar, Bicho de 7 cabeças e Dia branco. Apenas duas canções soarão novas para o público: É o frevo, parceria com Geraldo Amaral, e É minha vida, que recebeu letra do poeta José Carlos Capinam.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Nélida Piñón

Piñón vive entre la realidad y lo que la imaginación le sugiere.- CARLOS ROSILLO
Leia mais em El pais http://www.elpais.com/articulo/ultima/Hay/ONG/todo/salvo/mejorar/politica/elpepiult/20091112elpepiult_2/Tes


La pasión por el conocimiento de Nélida Piñón (Río de Janeiro, 1937) no se agota en la lectura del Antiguo y Nuevo Testamento, el Corán, los clásicos, y todo lo publicado sobre la vida y la condición humana. La escritora brasileña de origen gallego, incondicional del pulpo y del bacalao desde que les hincó el diente, vibra con Kant y la Grecia de Esquilo, pero también con los cogollos de ventresca, las coquinas y los callos a la madrileña.






La escritora carioca cree que alemanes o japoneses vibrarán olímpicamente en Río

"Disfruto comiendo", dice la autora de Corazón andariego (Alfaguara), una obra que combina memoria y creación en la feliz evocación de la saga familiar. "Mire, ése es del PP, ¿no?". Efectivamente, el secretario de Comunicación del Grupo Popular, Esteban González Pons, se sienta cerca, en un comedor abundante en políticos. La sabia nacida en Río de Janeiro no les tiene simpatía: "Hay ONG para todo menos para mejorar la política y a los políticos".

Miembro de la Academia Brasileña de las Letras y de la Academia de Filosofía, hubiera querido vivir en los siglos que siguieron al cristianismo, cuando aún pervivían los restos paganos. Nélida Piñón es fecunda y tiene una imaginación carburada por el conocimiento que le ordena viajar, salir de casa, recorrer el mundo, y, de paso, comprar tres periódicos en cada capital. "Oscilo entre lo que la realidad me obliga y lo que la imaginación me sugiere".

La exaltación gastronómica le sugiere interesarse por las croquetas caseras y lentejas, y la curiosidad, por la bronca interna en el PP. "¿Quién cree usted que va a ganar entre Rajoy, Gallardón y Aguirre? Soy muy curiosa". "El gallego es muy zorro", le digo. Nélida Piñón quiere saber tanto sobre todo que cuando era niña se sentaba cerca de los ancianos para escucharles. Nunca se daba por satisfecha. "Cuando acababan yo les decía: 'Cuénteme más".

Enamorada de España, brasileña hasta el tuétano, devota del abuelo Daniel, y de sus adorados padres, la novelista de La república de los sueños (1999) es una mujer alegre, tremendamente organizada y proclive a emocionarse con la miseria africana y el maltrato a los animales. "Nunca me he comprado una prenda confeccionada con piel".

Y Río sede olímpica. ¿Cómo se sentirán finlandeses, japoneses o alemanes, en una ciudad tan caliente y desaforada? La autora lo adivina sin asomo de duda: "En estado de gracia. El carioca tiene vocación universal. Carioca no es quien nace, es quien vive. Si te quedas ya lo eres. Río es una ciudad maravillosa".

Lo sabe bien esta mujer con casa en Lagoa, al pie del Cristo, no lejos de Ipanema, donde sus amigos degustarán la próxima Nochebuena un bacalao con pasas cocinado por la anfitriona, y algunas de las exquisiteces y caprichos comprados en España. "Estas sardinillas me han costado 0,90 euros en una tienda de barrio". Nélida Piñón saca la lata de un bolso que contiene una libreta compañera de viaje, el cuaderno de datos e impresiones presente en una obra extensa y profunda, merecedora de varios premios, entre ellos el Príncipe de Asturias 2005.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Eunice Muñoz interpreta o comovente monólogo 'O Ano do Pensamento Mágico', de Joan Didion

http://bit.ly/vDN98
d noticias pt
A actriz Eunice Muñoz interpreta o comovente monólogo 'O Ano do Pensamento Mágico', de Joan Didion. O espectáculo encenado por Diogo Infante estreia-se amanhã no Teatro Nacional D. Maria II, onde há também uma exposição dedicada a Eunice, e fica em cena até 20 de Dezembro

"A gente senta-se para jantar e a vida, tal como a conhecemos, acaba. Num instante muda tudo." Sentada no centro do palco do Teatro Nacional D. Maria II, no meio da escuridão, Eunice Muñoz dirige--se à plateia para contar a sua história. Começa com um aviso: isto também vai acontecer--vos, podem não saber quando nem como, mas vai acontecer-nos, acontece a todos sentirem a perda de alguém que amam.

Esta mulher - que é, na verdade, a autora do texto, Joan Didion - perdeu o marido, repentinamente, e perdeu a filha após dois anos de luta de hospital para hospital. Perdeu, sofreu e sobreviveu. "Pensavam que eu estava louca. Estive louca durante uns tempos mas agora já não estou."

Sobreviveu, primeiro, através de um pensamento mágico: apesar de saber que o marido, o também o escritor John Gregory Dunne, tinha morrido, alimentava uma secreta esperança de que ele voltasse. "Se eu não deitar fora os seus sapatos, talvez ele volte." Se autorizasse a autópsia. Se continuasse com a sua vida. Se. Este foi O Ano do Pensamento Mágico.

E sobreviveu, depois, através do discurso. Escrevendo e contando aos outros como sentiu estes acontecimentos e como foi na geologia que encontrou o significado das palavras do Testamento: "Como foi no início, como é agora e será sempre. Mundo sem fim." Haverá algo mais reconfortante do que saber que esta é a lei do mundo? Vivemos e morremos enquanto outros continuarão a viver. Agora e para sempre.

A par do espectáculo, que se estreia amanhã e estará em cena até 20 de Dezembro, o Teatro D. Maria II apresenta uma exposição dedicada a Eunice Muñoz. Aos 81 anos, a actriz regressa ao palco onde se estreou fará no próximo dia 23 exactamente 67 anos para interpretar um texto que já foi dito por Vanessa Redgrave. Diogo Infante, director do teatro e encenador do espectáculo, escolheu esta peça propositadamente para aquela que considera "a maior actriz do século XX": "Não se trata de dirigi-la, mas sobretudo de acompanhá-la num processo de criação". Eunice "está constantemente a questionar-se, vive desta inquietação", diz o encenador, elogiando "a sua capacidade para atacar um texto e viver uma história de tal forma pungente".

E a verdade é que a tímida e franzina Eunice Muñoz, que não gosta muito de falar sobre o seu trabalho e se assume, com humildade, uma actriz "muito obediente", que faz tudo o que o encenador lhe pede, se transforma completamente quando está em cena. Ali está uma mulher forte, emocionada e dorida, mas forte, que não se deixa dominar pela autopiedade. "Vai ficar tudo bem", repete. Mesmo quando sabe que não será exactamente assim.

Quatro escritores portugueses e seis brasileiros disputaram, na fase final, o conceituado Prémio PT. Nuno Ramos convenceu o júri com o livro 'Ó'

http://dn.sapo.pt/inicio/artes/interior.aspx?content_id=1416779&seccao=Livros

Nervosismo. Este foi o sentimento dominante entre os finalistas na 7.ª edição do Prémio Portugal Telecom (PT) de Literatura, um dos mais importantes prémios para a escrita atribuídos no Brasil. Entre os nervosos estavam quatro escritores portugueses e seis brasileiros num processo que envolveu centenas de obras e que, em várias etapas e igual número de júris, foi pondo de lado os livros a concurso até serem apenas 50 as obras em análise e, na derradeira fase, apenas dez os seleccionados.

A cerimónia de entrega do prémio decorreu em São Paulo e galardoou o escritor brasileiro Nuno Ramos, com o livro 'Ó', que ainda não está publicado em Portugal. Os nomes foram retirados de dentro de um envelope e mantiveram-se até ao último momento em segredo, sendo só do conhecimento da empresa que auditou a votação.

Mais uma vez, o debate ocorrido ontem pela manhã entre os membros do júri foi bastante aceso devido à defesa até ao fim das posições de cada um dos dez membros nas suas apostas literárias.

Com a presença naquela cidade brasileira da maior parte dos autores - marcaram ausência António Lobo Antunes e João Gilberto Noll - num almoço com a presença do presidente da PT, Zeinal Bava, o dia começou cedo e acabou tarde. O escritor José Luís Peixoto, que já tem três livros editados no Brasil, assumiu ao DN que estava nervoso e aguardava com grande expectativa o anúncio. A razão, explica, deve-se ao empurrão que o prémio da PT promove na carreira do autor que o ganha e no aumento de vendas do livro em escrutínio, o que, no seu caso, "é sempre importante". Considera que tem tido mais êxito junto da crítica que do público e este poderá ser o momento para alterar tal realidade. Por seu lado, Gonçalo M. Tavares estava mais distendido e garante que não gasta a sua energia numa situação destas, apesar de não descurar os efeitos do galardão: "Os prémios são sempre importantes mas o correcto é manter o percurso e agradecer o que aparece de bom." Também Inês Pedrosa aguardava calmamente o anúncio, após ter vindo com os dois portugueses do festival literário de Porto Galinhas.

As obras dos autores portugueses eram romances, enquanto os brasileiros distribuíam-se por três géneros literários: conto, por Nuno Ramos; poesia, por Eucanãa Ferraz; e romances de Lourenço Mutarelli, João Gilberto Noll, Silviano Santiago e Maria Esther Maciel.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

'Entre mujeres solas' de Cesare Pavese

http://www.papelenblanco.com/

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Fausto Beneroso 11 de noviembre de 2009

Entre mujeres solas

Este libro no estaba destinado a ser uno de los que leyera inmediatamente, había en teoría muchos otros por delante en la lista, sin embargo, en esa para mí difícil tarea de decidir lo próximo que leeré (suelo pasar un buen rato frente a la estantería hasta que me viene la inspiración…), se coló este Entre mujeres solas de Cesare Pavese. Me pareció una novela genial para esa tarde de domingo.

No había leído nada anteriormente de él, se trata de una novelita bastante corta, de hecho originalmente fue publicada en 1949 junto con otras dos novelas breves. Sin embargo, este primer acercamiento al escritor italiano no ha sido del todo satisfactorio. Me ha dejado una especie de sensación de frialdad. No cuesta nada leerla, sólo un ratito y de un tirón, pero te queda la impresión de que tampoco pierdes nada si no lo haces.

‘Entre mujeres solas’ nos cuenta la historia de Clelia y el regreso a su Turín natal, después de hacer su vida en Roma, con la intención de abrir una tienda de modas. Estamos en la posguerra y se encontrará con que apenas quedan retazos del Turín de su infancia. Para su cometido no le quedará más remedio que tomar contacto con la alta burguesía de la época.

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terça-feira, 10 de novembro de 2009

Museu do Gonzagão ainda está em discussão



Editor Marcelo Pereira Editor-assistente Flávia de Gusmão

JORNAL DO COMERCIO RECIFE http://bit.ly/31uj6a




A construção de um museu e complexo cultural dedicado à obra e à história de Luiz Gonzaga no Recife continua ainda em discussão no âmbito do Ministério da Cultura. Um dos entusiastas da ideia é o pernambucanos mais ilustre no poder: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que estimulou a iniciativa e cobrou um projeto urgente ao governador Eduardo Campos e ao ministro da Cultura, Juca Ferreira.

A estimativa extra-oficial é de que o governo poderia investir até R$ 25 milhões no complexo, que seguiria a linha de museus interativos, como o da Língua Portuguesa e o Museu do Futebol, em São Paulo. “Queremos fazer um grande museu com novas tecnologias”, diz Juca Ferreira. O Museu do Gonzagão deverá seguir a política do MinC de investir na diversidade cultural no país. “Queremos construir grandes equipamentos culturais fora do eixo Rio-São Paulo”, complementa o ministro.

O projeto, que tem como base texto propositivo do antropólogo Antônio Risério, deve ser realizado pelo governo federal em esquema de parceria com o governo de Pernambuco. A data para a apresentação do projeto e início das obras ainda não está definida, assim como os responsáveis pelo desenvolvimento da concepção arquitetônica. Juca Ferreira diz esperar resolver a questão ainda neste mês. A presidente da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), Luciana Azevedo, foi contactada pela reportagem, mas somente ficou de se pronunciar hoje sobre o projeto, segundo sua assessoria.

Pernambuco já tem dois equipamentos culturais dedicados à Luiz Gonzaga. O Parque Aza Branca, em Exu, onde nasceu o Rei do Baião, estava precisando de reparos urgentes no telhado, que corria o risco de desabar. A Fundarpe assinou um convênio com a ONG que o administra para fazer um levantamento do acervo e das necessidades de obras físicas. No Recife, fica o Memorial Luiz Gonzaga, no Pátio de São Pedro, que mantém cursos e promove eventos, mas dispõe de poucos recursos da Prefeitura.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

MAM recebe exposição do artista Carlos Vergara


MAM recebe exposição do artista Carlos Vergara

Por Redação, com Agência Rio de Notícias - do Rio de Janeiro
http://bit.ly/22Xts2



O Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro abre ao público carioca no dia 13 de novembro a exposição Carlos Vergara: A dimensão gráfica – uma outra energia silenciosa. A mostra traz um conjunto de mais de 200 trabalhos realizados pelo artista dos anos 1960 até hoje, onde a linguagem gráfica é o fio condutor.

A exposição tem curadoria do colecionador George Kornis, que por mais de um ano pesquisou os arquivos do ateliê do artista, com intuito de reunir os trabalhos produzidos por Carlos Vergara que tornasse visível ao público a linguagem gráfica que perpassa sua produção, há quase 50 anos.

George Kornis destaca que a produção de Vergara se expressa por diversas linguagens, e esta exposição no MAM pretende dar visibilidade à linguagem gráfica, presente em toda a sua trajetória, de diversas maneiras: monotipias, gravuras, desenhos, 3D, fotografias, filmes.

– Vergara não é somente um pintor, como ele costuma ser apresentado –, comenta Kornis. –Sempre me incomodou que na boa e vasta bibliografia sobre ele há uma fixação em torno de sua obra pictórica –, diz.

A mostra terá trabalhos nunca mostrados, além de obras inéditas no Rio, como a instalação que fez para a Capela do Morumbi, em São Paulo, em 1992, ou o conjunto completo de monotipias da série Gávea. O célebre painel de desenhos de 20 metros de comprimento, feito para a Bienal de Veneza, em 1980, também estará na mostra do MAM.

As 200 obras são provenientes do ateliê do artista e de coleções privadas, como a de, Gilberto Chateaubriand e do próprio George Kornis, além de outros acervos. Para se chegar a esse universo, o curador pesquisou por mais de um ano o Acervo Carlos Vergara, para mapear a produção do artista.

– O acervo está muito bem organizado, então foi possível visualizar, em toda sua extensão, as múltiplas linguagens e os interesses que atravessam sua trajetória.

Serviço:
Exposição “Carlos Vergara: a dimensão gráfica – uma outra energia silenciosa”
Museu de Arte Moderna, Rio de Janeiro
Visitação pública: 13 de novembro de 2009 a 14 de março de 2010
De terça a sexta, das 12h às 18h
Sábado, domingo e feriado, das 12h às 19h
A bilheteria fecha 30 min antes do término do horário de visitação
Ingresso: R$ 8 (estudantes maiores de 12 anos pagam R$ 4 e maiores de 60 anos, R$ 4)
Amigos do MAM e crianças até 12 anos entrada gratuita
Domingos ingresso família, para até 5 pessoas: R$8,00
Endereço: Av. Infante Dom Henrique, 85
Parque do Flamengo
Telefone: 21.2240.4944
www.mamrio.org.br

'Um Profeta' e 'Quem Quer Ser Bilionário'

http://bit.ly/1rdisc
retirado correio da Manhã
Prémios do Cinema Europeu
'Um Profeta' e 'Quem Quer Ser Bilionário' lideram nomeações
A Academia do Cinema Europeu já tinha avisado que este ano teria muito por onde escolher. A grande batalha nos Prémios de Cinema Europeu dá-se entre ‘Um Profeta’, do francês Jacques Audiard, e o já multigalardoado ‘Quem Quer Ser Bilionário’, do britânico Danny Boyle.



E se o Mundo inteiro já viu a trama do jovem indiano que ganha o concurso milionário – que arrebatou oito dos dez Óscares para que estava nomeado este ano –, Portugal espera ainda a estreia do filme de Audiard, presente no Estoril Film Festival por estes dias, precisamente para apresentar ‘Um Profeta’, que chegará aos cinemas nacionais no próximo dia 26.

Na competição pelo galardão principal, de Melhor Filme Europeu, estão três filmes já galardoados em Cannes – ‘O Laço Branco’ (Michael Haneke), ‘Fish Tank’ (Andrea Arnold) e ‘Um Profeta’ –, a fita de Boyle, um filme de vampiros, ‘Let the Right One In’ (Tomas Alfredson) e ‘O Leitor’.

Entre os nomeados destaque ainda para Lars Von Trier (‘O Anticristo’), Alexandre Desplat (‘Coco Avant Chanel’) – o compositor francês é jurado no Estoril Film Festival – e Pedro Almodóvar e Penélope Cruz (‘Abraços Desfeitos). Os prémios serão conhecidos na cidade alemã de Bochum, a 12 de Dezembro.

"Não sou uma actriz nem quero estar a recriar a Piaf"

http://bit.ly/4xPQv0
LEIA MAIS DN PT
por NUNO GALOPIMHoje

O novo álbum de Martha Wainwright é um tributo a Edith Piaf. A cantora celebra assim a voz que mais admira desde a sua infância.

A sua mãe e tia formam um dos mais históricos duos da folk canadiana (as McGarrigle Sisters). O seu pai, Loudon Wainwright III, é voz com carreira veterana na country. O irmão, Rufus, é uma das figuras mais aclamadas da música popular dos últimos dez anos... Ela chama-se Martha e, ao terceiro álbum, a que chamou Sans Fusils, Ni Souliers, à Paris (a editar na próxima semana entre nós) grava versões de canções de Edith Piaf, uma voz que descobriu em criança e que cedo aprendeu a admirar.

"Era muito miúda e foi o meu irmão [Rufus Wainwright] quem me mostrou os discos dela. Tinha uns sete ou oito anos e rapidamente tornou-se numa das minhas cantoras preferidas", confessa Martha Wainwright ao DN. Sentia-se encantada pela intensidade da voz. E então cantava por cima dos discos de Piaf, "com toda a força que tinha nos pulmões"... Foi por essa altura que se interessou também "por vozes que cantam com emoção". E aponta Nina Simone como outro exemplo formador.

O disco que agora apresenta começou a nascer como um concerto, que projectou na companhia de Hal Wilner, com quem havia já colaborado numa homenagem a Leonard Cohen que entretanto chegou ao cinema no documentário I'm Your Man, de Lian Lunson. Este encontro com Piaf, descreve-o como "mais desafiante" e "mais pessoal", no sentido que sentiu que "precisava de encontrar um caminho" seu para "chegar a esta música". Martha é clara nas palavras: "Não canto como a Piaf. Nem queria soar como a Piaf. Seria mesmo impossível. Não sou uma actriz nem queria estar a recriar a Piaf. Esta ideia teve mais a ver com uma tentativa de ver o que conseguia trazer de novo a estas canções", explica.

Chegou a ter dúvidas sobre se deveria fazer este disco. "Porque é uma voz famosa. E depois houve o filme... E toda a gente poderia pensar que estaria a saltar para um comboio em andamento", reflecte. "Mas mandaram-me mais de 200 canções. E apercebi-me da existência de uma obra... Com muitas canções incríveis que ninguém conhecia." E, acrescenta, "A poesia naquelas canções é linda."

Ainda recentemente Rufus Wainwright editou um álbum de homenagem a Judy Garland. Mas Martha sublinha que há diferenças entre este seu álbum e o do irmão. "O disco do Rufus era muito um tributo a Judy Garland numa escala que se ajusta a ele, que é com aquela dimensão... E com os arranjos originais. Este é diferente... Escolhemos canções que não são famosas", descreve. Canções como La Foule, Le Brun et le Blond, Les Grognards ou L'Accordéoniste surgem num alinhamento de 15 temas que, no próximo ano, Martha quer levar para a estrada. Entretanto pensa já numa possível versão em inglês destas canções para quem não fala francês, porque, explica, "há ali sentimentos que falam a uma plateia dos dias de hoje".

domingo, 8 de novembro de 2009

Raimundo Carrero na Fliporto 2009


Raimundo por quem tenho uma enorme admiração, aiías foi meu aluno, dá depoimento sobre a lteratura na Fliporto, vale a pena ver.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Cinema brasileiro recente para ver em Lisboa

Imagem PVasconcelos
retirdo do D Notícias PThttp://www.prensaescrita.com/diarios.php?codigo=POR&pagina=http://www.jn.pt
JOÃO ANTUNES


O actor e realizador Matheus Nachtergaele é o convidado de honra da 4ª Mostra de Cinema Brasileiro, que decorre de hoje até depois de amanhã, domingo, no Cinema S. Jorge, em Lisboa. Abre com "Romance", de Guel Arraes, às 16 horas.

Pelo quarto ano consecutivo, são apresentados alguns filmes contemporâneos e são homenageadas algumas personalidades do meio cinematográfico brasileiro.

O programa, que inclui um total de 12 filmes, está dividido em três segmentos, um por dia. Assim, hoje, estará em destaque, de forma genérica, a produção mais recente, com o grande destaque para a exibição, às 23 horas, de "Meu nome não é Johnny", de Mauro Lima, o filme brasileiro mais visto no ano passado. Antes, poder-se-ão ver o já referido "Romance", "Santiago", documentário de João Moreira Salles (18.30 horas), e "Chega de saudade", de Lais Bodanzky (21).

O dia de amanhã será ocupado com a homenagem ao realizador Domingos de Oliveira, que não estará presente entre nós, como fora inicialmente anunciado. Um veterano da televisão brasileira, onde dirigiu, por exemplo, a série "Confissões de adolescentes", tem também uma obra variada no cinema, como se poderá verificar pela exibição de quatro dos seus filmes, tocando géneros tão distintos como a comédia ou o drama: "Feminices" (16 horas), "Separações" (18.30), "Juventude" (21) e "Carreiras" (23).

A mostra termina, em beleza, no domingo, com a presença do actor Matheus Nachtergaele, que estará junto do público na sessão da noite a apresentar o seu primeiro trabalho como realizador, "A festa da menina morta".

Exibido na secção Un Certain Regard e considerado um dos grandes filmes de Cannes em 2008, o filme aborda com crueza e frontalidade a questão da fé, na região amazónica.

Durante o dia, serão ainda exibidos outros trabalhos em que Nachtergaele participou como actor: "O auto da compadecida", (16 horas), "Tapete vermelho" (18.30) e "A concepção" (23).

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Cesaria Evora retorna com um novo álbum

foto pour Le liberation Paris
Leia mais em http://monlibe.liberation.fr/avantages/detail/47
Texto traduzido e adaptado por Paulo Vasconcelos

Após três anos de espera, Cesaria Evora retorna com um novo álbum :"Nha Sentimento",ao mesmo tempo com canções graves e leves. Ele executa coladeras, canções catchy feita para dançar, os blues de Cabo Verde, sua voz diferenciada leva o ouvinte inexoravelmente ao prazer da escuta

Gravado na primavera de 2009 entre o Mindelo, na ilha de São Vicente, onde ela começou sua carreira, em Paris o álbum é produzido por José da Silva e arranjado por Nando Andrade, pianista e maestro de Cesaria. No Nha Sentimento sentimentos Nando tem trabalhado para encontrar essa maneira de tocar instrumentos de percussão peculiar aos músicos do Mindelo, nos anos 50 e 60, muito antes da música de Cabo Verde começar a ser exportada e ser influenciado por novas formas musicais.
Para mornas, José da Silva queria destacar as influências árabes reivindicada por alguns autores, incluindo Manuel Novas ou Vasco Martins,foi pedido Fathy Salama para escrever os arranjos de cordas, gravado no Cairo, com a Orquestra de Cairo, dirige. Esta langor oriental dá uma voz particularmente nostálgica de Cesaria.

Nha Sentimento carrega-lhe emoções profundas que não pode dissipar as peças , mas muitas vezes graves em seus temas, onde a alegria da vida muitas vezes superam a tristeza, e desejo. Quando isso não for o caso, as letras refletem um fatalismo....

Vítima de um derrame em 2008, durante sua turnê australiana, Cesaria continua seu caminho. Ela entrou no palco na última primavera. Sua saúde está muito bem: ela perdeu peso, o que não quer desagradar a ele, e é obrigada a seguir uma dieta rigorosa, mas ainda fumo, incluindo a fase em que ela pode!

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

A Literatura Agentina Bons Tempos



En la última Feria del Libro de Frankfurt, Mempo Giardinelli ofreció una mirada en perspectiva de la literatura nacional en un discurso que tituló “La Argentina en su literatura”. Bajo la idea central de que la literatura argentina goza de un momento extraordinario en los últimos años a pesar de no contar con figuras excluyentes o por eso mismo, se repasan aquí los caminos de la prosa, la poesía y hasta la literatura infantil.
Por Mempo Giardinelli
Desde la recuperación de la democracia, la literatura argentina pasa por uno de sus mejores momentos. Las últimas dos décadas han sido extraordinarias, si bien no tuvimos (y acaso por eso mismo) ninguna figura excluyente. Muertos Borges, Cortázar, Bioy Casares y Silvina Ocampo, y con personalidades emblemáticas más cercanas como Manuel Puig, Osvaldo Soriano, Olga Orozco y otros grandes narradores y poetas, quienes venimos a representar a esa literatura en esta Feria pertenecemos a una literatura que no vacilo en definir como mucho más plural y abarcativa.

Me agrada decir aquí en Alemania, una de las cunas del romanticismo, que la literatura argentina fue fundada por nuestro primer romántico –Esteban Echeverría– quien llevó de Europa a América las ideas que conmovían el pensamiento occidental de la época y sembró esas ideas en el Río de la Plata.

Su poema La cautiva y su cuento “El matadero” constituyen a Echeverría no sólo en iniciador de la literatura moderna en mi país, sino también en pionero del romanticismo social. Línea que confirmaron después López, Mitre, Mármol, Sarmiento, Hernández, Lugones, Arlt, Borges, Cortázar y muchos más, incluso hasta hoy. Podría decirse que la literatura de toda Latinoamérica nació bajo la impronta del romanticismo. El social y el sentimental.

Desde entonces la ciudad de Buenos Aires impuso su sello a toda esa literatura, como escenario total, casi único de la poesía, el cuento, la novela y el ensayo. Es la ciudad letrada, la ciudad europea transplantada por los inmigrantes, la ciudad civilizada que se impone a la barbarie gaucha. Eugenio Cambaceres y Lucio Vicente López primero; Lucio Victorio Mansilla, Miguel Cané y Fray Mocho después, afirman literariamente a una ciudad orgullosa de sí misma, que se autoconvence de su destino de capital cultural americana, y cuyas expresiones son decididamente urbanas, aunque representativas de un enorme territorio que casi todos creen vacío. Sobre los apenas cuatro millones de habitantes censados que tiene la República Argentina al empezar el siglo XX, un millón se concentra en el único puerto, y su gentilicio, “porteño”, será sinónimo de “argentino” en todo el siglo que viene.

El compadrito que luego consagró Borges en los años ‘20 y ‘30, el guapo y el malevo, son productos de la mixtura de sangres. Emanan de ese fervoroso mestizaje que consagra su propio ritmo, el tango, una de las pocas músicas populares del mundo (si no la única) que no nace en el campo, ni en cafetales o algodonales; que no se origina en paisajes bucólicos ni junto al mar; que no se refugia en las montañas ni es parida por los dolores de la explotación o la esclavitud, y que ni siquiera conoce cabalmente su verdadero origen.....
Leia mais em Página 12 http://www.pagina12.com.ar/diario/suplementos/libros/10-3588-2009-11-04.html

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Gerald Martin, biógrafo de Gabriel Gacía Márquez, diz acreditar que o escritor colombiano não publicará mais livros

Imagem P Vasconcelos

Retirado http://bit.ly/PgwLK ZERO HORA PORTO ALEGRE
Segundo seu biógrafo,Gerald Martin, através de depoimento durante uma entrevista à agência France Presse, face ao lançamento mexicano de Gabriel García Márquez - Uma Vida, obra que é fruto de 18 anos de pesquisas.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Bogotá será a sede da Sétima Cúpula(forum) Mundial das Telenovelas

http://www.livablestreets.com/streetswiki/bogota-colombia
retirado de http://bit.ly/1Z5sqc
El Tiempo Colômbia
Como parte da programação, também será realizado o encontro de escritores latino-americanos.


Haverá também uma homenagem ao roteirista colombiano Bernardo Romero, que morreu em 2005.

De 18 a 20 de Novembro próximo, Bogotá será a anfitriã do Sétimo
Global Industry Summit da Telenovela e Ficção, que terá como convidado especial o escritor Fernando Gaitán, autor de sucessos como Café con aroma de mujer y Yo Soy Betty La Fea.

Outro convidado especial será o produtor mexicano Pedro Torres, por série Mulheres, Assassinas e que realizará uma palestra na presente Convenção.

O evento é realizado na capital colombiana Bogotá, porque se tornou uma localização estratégica para produção de televisão, a ponto de muitos produtores internacionais têm vindo a operar no país, como revelado pela NBC, Telemundo parceria, RTI-Telemundo Telecolombia Fox, Sony e Disney-MTV Teleset.

Como parte deste evento, também será realizado o encontro de escritores latino-americanos, por isso é planejado para prestar homenagem ao escritor colombiano Bernardo Romero, que morreu em 2005 e criador de hits como Lady Elizabeth, vamos cortar a casca, o Joans e Sangue lobos, entre outros.
Entre os temas que será abordado no Forum incluem-se adaptadores de histórias, de televisão versus a literatura, as semelhanças entre os romances e best-sellers e para contar uma história bem contada.

"Incentivo à arte". É assim que os jovens que participaram no sábado passado no primeiro concurso de grafiti de Almada



Retirado do DN PT http://www.prensaescrita.com/diarios.php?codigo=POR&pagina=http://www.jn.pt

"Incentivo à arte". É assim que os jovens que participaram no sábado passado no primeiro concurso de grafiti de Almada qualificam a decisão do município de legalizar espaços para que possam trabalhar.

Para Ricardo Pereira, "Skran", 27 anos, a pintar há seis, "ao legalizar espaços para a prática de grafiti, a Câmara incentiva os jovens a fazerem boa arte. A trabalharem sobre um projecto bem definido, bem pensado".

"Também este concurso", considerou, "faz parte do tipo de eventos que obrigam os jovens a fazer melhores desenhos", afirmou à Lusa, frente ao muro da Escola Secundária Francisco Simões, no Laranjeiro, onde os artistas desenharam os grafiti a concurso na prova final. "Ao estares a pintar, estás a partilhar esse teu mundo interior e a pô-lo cá para fora", considerou. "É uma arma contra a automatização crescente do dia-a-dia".

Diogo Talaia, 19 anos, "Cria", pinta desde os 12. A concurso, trouxe "um mural alusivo à limpeza das ruas e à recolha do lixo": "O grafiti é uma forma de me expressar e melhorar a estética da cidade", defende. Para ele, "quanto mais sítios forem legalizados para a prática de grafiti, melhor".

O vereador da Cultura da Câmara, António Matos, explicou que o concurso foi concebido a partir de alguns pressupostos. "Pensámos em realizar uma acção criativa que pudesse disponibilizar à cidade, em local de grande visibilidade, a expressão do grafiti. Queremos projectar esta arte". Para o vereador, é importante que "nesta relação com os grafiters se faça alguma coisa para que este fenómeno criativo enriqueça a cidade e não a empobreça, centrando-se nos espaços onde pode ser feito (cerca de 20 locais no concelho) e nunca danificando património público e privado". O concurso tem assim, de acordo com o autarca, "uma preocupação cultural, educativa e de cidadania".

O júri atribuiu o primeiro prémio, no valor de 600 euros, a Davi Campos. "O grafiti faz parte da cidade, nasceu com ela. Quanto mais grafiti, mais cidade ela parece", disse o jovem, à agência Lusa.

domingo, 1 de novembro de 2009

China procura os seus tesouros "perdidos"

As quatro cabeças de bronze do Museu Poly de Pekín.-

obs- É incrível como a explosão Chinesa na Economia diante do mundo expressa-se também em outros vários setores como o das artes , por exemplo, em que pese sua população, no geral, sobretudo, os mais pobres não terem acesso ao seu patrimônio cultural nem muito menos a educação que é algo alarmante Paulo Vasconcelos




Pequim envia equipes de pesquisadores em todo o mundo para procurar bens saqueados durante as invasões coloniais e distribuídos por 2.000 museus

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"Eu realmente não sei quantos objetos foram saqueados porque o catálogo de tesouros gravados queimaram-se numa catástrofe, mas estima-se que cerca de um milhão e meio de unidades em mais de 2.000 museus em 47 países", disse Chen Mingjie imprensa chinesa ,diretor Yuan Yuanming

Chen diz que o objetivo das visitas, que deverão incluir, entre outros, o Museu Britânico em Londres e o Palácio de Fontainebleau (França), não está reivindicando os itens roubados, mas o desenvolvimento de um banco de dados. Talvez porque as leis e acordos internacionais como a Convenção da UNESCO de 1970 e 1995, protege os seus atuais proprietários. Chen não descartou a missão principal, com o repatriamento de um determinado bem, porque veio à luz peças previamente ausente.

O projeto não estava isento de propaganda nacionalista, foi saudado por muitos cidadãos chineses. Mas foi recebido com frieza por alguns especialistas, que acreditam que, em muitos casos, será impossível encontrar objetos ou provar a sua origem. "A primeira coisa a saber é como eles sairam da China. Foram roubadas ou compradas e por isso deve começar com os ativos do antigo Palácio de verão? Não deve ser usado para a política do patrimônio cultural", diz Wu Zuolai, editor da teoria e crítica de arte e literatura..............
Retirado do El Pais http://bit.ly/CrVRd