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quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Times diz que 'O Código da Vinci' é pior livro da década


Times diz que 'O Código da Vinci' é pior livro da década

por DN.ptHojehttp://bit.ly/2ObJWB
Times diz que 'O Código da Vinci' é pior livro da década

Foi o grande 'best-seller' dos últimos anos, mas o suplemento de literatura do 'The Times' não fez concessões aos sucessos de vendas: 'O Código da Vinci', de Dan Brown, foi considerado o pior livro da década. O melhor é 'A Estrada', de Cormac McCarthy.

Em todo o mundo, 'O Código da Vinci' vendeu mais de 70 milhões de exemplares e catapultou para a ribalta o seu autor, o americano Dan Brown, cujos 'thrillers' se debruçam sobre temas que têm tanto de polémico como de esotérico. Há quem o considere brilhante, para outros não passa de um escritor banal. Para os críticos do The Times, 'O Código da Vinci', publicado em 2003, tropeça logo na introdução, que se assemelha a uma notícia de tablóide.

O segundo entre os cinco piores é 'O Segredo', 'best-seller' de auto-ajuda de Rhonda Byrne, que ensina a atingir o sucesso através do pensamento positivo. Mas o painel que o classificou considera que as referências a Jesus, Newton, Beethoven e Einstein tornam o guia "insuportável".

Em terceiro surge 'Being Jordan', a autobiografia da modelo inglesa Katie Price; o livro é considerado influente, mas não da forma mais positiva. O quarto entre os piores é 'Vernon God Little' ('Vernon Little, o Bode Expiatório' em português) de DBC Pierre. Apesar de ter vencido o 'Man Booker Prize em 2003', o romance que tem como protagonista um adolescente sarcástico e procura reflectir a atracção e o medo que exercem os Estados Unidos da América não convenceu o The Times, insensível aos elogios feitos à obra.

A finalizar a lista, 'Dylan's Visions of Sin', sem tradução para português, um livro do britânico Christopher Ricks, académico e crítico literário que analisa as letras das canções de Bob Dylan. O painel considerou que esta 'carta de amor a Dylan é tão embaraçosa de ler quanto a de um adolescente, se não estiver envolvido na relação".

No sentido inverso, a lista dos 100 melhores títulos da década é encabeçada pela obra de Cormac McCarthy, 'A Estrada', considerada uma "expressão perfeita dos terrores do início do século XXI". Segue-se 'Persepolis, um livro de banda desenhada que dá conta da infância da autora, Marjane Satrapi, durante a Revolução Islâmica no Irão; em terceiro surge 'Dreams From My Father', em português 'A Minha Herança', a autobiografia de Barack Obama que revela - segundo o jornal - que o autor "não é apenas um político ambicioso, mas também um escritor eloquente e pensador profundo".

Tags: Artes, Livros

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Zona da Mata vira palco de cultura e educação no Festival Canavial

Do JC Online
Foto: Alexandre Belém/JC Imagem
Leia mais no J Comércio Recife Pe http://bit.ly/2bzgRA

Jorge Mautner (D) e Mestre Zé Duda, do Maracatu Estrela de Ouro, vão lançar o CD Maracatu Atômico Kaosnavial
Publicado em 17.11.2009, às 14h38
Do JC Online
Foto: Alexandre Belém/JC Imagem

Uma das regiões culturais mais ricas do Estado será palco durante 15 dias do Festival Canavial 2009, realizado nas cidades de Nazaré da Mata, Vicência, Goiana, Condado e Aliança, todas na Zona da Mata. O evento, que abrange ações de cultura e de educação, será realizado entre os dias 20 de novembro e 5 de dezembro. Na programação, encontros de coco de roda, maracatus e caboclinhos; oficinas, aulas-espetáculo e seminários de formação de cultura popular, além do lançamento dos CDs Maracatu Atômico – Kaosnavial, de Jorge Mautner e Maracatu Estrela de Ouro, e Pretinhas do Congo, de Goiana [escute áudios abaixo]

Durante o festival, será realizado o projeto itinerante Caminhos do Canavial, ônibus-biblioteca que irá circular em engenhos, assentamentos e comunidades rurais das cinco cidades.

"Grande parte da programação desenvolvida para o Festival Canavial se apresenta através de projetos premiados pelo Ministério da Cultura e pela Fundarpe (Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco), discussões, seminários, oficinas artísticas, consolidando uma política para a Zona da Mata Norte”, esclarece Afonso Oliveira, um dos organizadores do projeto.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Clarice Lispector, o sol escuro do Brasil




http://bit.ly/1FlajK retirado da UOL, LEIA MAIS LÁ
16/11/2009
Clarice Lispector, o sol escuro do Brasil
The New York Times
Tomás Eloy Martinez



Há pouco mais de meio século, a força de transformação da literatura da América Latina assombrava os países centrais, que haviam alcançado a modernidade graças ao desenvolvimento de suas indústrias, suas descobertas tecnológicas, suas redes de comunicação, seus trens e aviões. Mas sua linguagem e sua capacidade de narrar a sociedade estavam apergaminhadas, cansadas, e supriam a falta de ideias e sangue novos com jogos teóricos que não levavam a lugar nenhum. Na América Latina, o afã de criar esse mundo novo expresso pela revolução cubana parece ter se concentrado na literatura.

Clarice Lispector, em foto de 1976

* Folha Imagem

Enquanto os países do Rio da Prata, México e Colômbia respiravam a plenos pulmões os novos ares, o gigante Brasil mantinha-se impermeável a tudo o que não vinha de si mesmo. O Brasil mudava de pele, mas se alimentava de sua própria música e de sua própria herança literária. Certa vez perguntaram a João Gilberto por que ele fazia tão poucos shows no estrangeiro, onde sua música tinha um sucesso clamoroso.

"Para quê?", respondeu. "No Brasil meu público é tão numeroso como no resto do mundo e, além disso, ele me escuta com mais felicidade".

Em meados do século 20, o grande nome da literatura brasileira continuava sendo o de Joaquim Maria Machado de Assis (1839-1908), que escreveu uma sucessão de obras mestras mediante o simples recurso de observar atentamente a paisagem interior dos pensamentos e dos sentimentos para contá-los de uma maneira incomum, inesperada. Um de seus maiores herdeiros é João Guimarães Rosa, que impressiona mais do que tudo por seu virtuosismo verbal e pelo ouvido finíssimo com que capta a música das vozes do sertão, no nordeste profundo de seu gigantesco país.

Entretanto, a única filha direta e legítima de Machado de Assis é Clarice Lispector, cuja obra misteriosa começa a difundir-se nos Estados Unidos com tanto ímpeto quanto a de Roberto Bolaño. O chileno foi consagrado pela revista The New Yorker, e o influente The New York Review of Books rendeu tributo a Lispector com um ensaio extenso de Lorrie Moore, a jovem deusa do minimalismo.

Moore adverte que a fama magnética de Lispector se deve em parte aos estudos sobre sua obra reunidos por Hélène Cixous, a quem as universidades francesas devem o apogeu dos estudos sobre a mulher. Na França, recorda Cixous, a extraordinária abstração da prosa de Lispector fez com que a vissem como uma filósofa. Quando ela assistiu a um encontro de teóricos sobre sua obra, abandonou a sala na metade da homenagem, dizendo que não entendia uma só palavra do jargão.

Uma das primeiras vezes que se ouviu falar de Lispector em Buenos Aires foi no final dos anos 70, quando circulou a lenda de que ela havia se queimado viva em sua casa no Rio de Janeiro.

Em 1969 o mítico editor argentino Paco Porrúa havia publicado na editora Sudamericana alguns de seus livros: os romances "A Maçã no Escuro", "A Paixão Segundo G.H." e "Uma Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres", assim como os admiráveis contos de "Laços de Família". Lispector rompia com todas as convenções da arte de narrar e arrancava de cada palavra um tremor secreto, enigmático. Suas revelações eram como as de um teólogo oriental participando de uma dança ritual africana.

Quando a lemos, deslumbrados, na revista "Primera Plana", pensamos que era imperativo viajar para o Rio de Janeiro para decifrar seus segredos. Sara Porrúa, que na época era mulher de Paco, quis ser a primeira nessa busca.

As primeiras notícias que enviou dissipavam a fábula de que Lispector fora queimada viva. Sua cama havia se incendiado acidentalmente quando dormiu com um cigarro aceso. Mas a haviam resgatado a tempo. Sua estranha beleza tártara (os olhos amendoados e rasgados, as maçãs do rosto salientes, a constante expressão de angústia de seu rosto) havia desaparecido quando queimou o lado direito do corpo, imobilizando-lhe o braço. Nada, entretanto, apagava sua paixão por narrar o mundo.

Sara a encontrou mais algumas vezes e, com sua imagem intensa, inesquecível, perdeu-se nas selvas da Guatemala e transformou-se em personagem de Cortázar.

Dar uma ideia de sua imaginação só é possível através de algumas citações. O começo do romance "Uma Aprendizagem..." (1969) é uma frase que vem do nada. A porta de entrada desse livro é uma vírgula: ", estando tão ocupada, viera das compras de casa que a empregada fizera às pressas porque cada vez mais matava o serviço, embora só viesse para deixar almoço e jantar prontos...".

Antes desse comentário doméstico e trivial, Lispector surpreendeu o leitor com uma advertência que é também uma afirmação de seu ser:

"Este livro se pediu uma liberdade maior que tive medo de dar. Ele está muito acima de mim. Humildemente tentei escrevê-lo. Eu sou mais forte que eu. C.L."

E no final de "Água Viva", ergue a voz: "Não vou morrer, ouviu, Deus? Não tenho coragem, ouviu? Não me mate, ouviu? Porque é uma infâmia nascer para morrer não se sabe quando nem onde. Vou ficar muito alegre, ouviu? Como resposta, como insulto".

Seu desmedido desafio à morte impregna muitas das crônicas reunidas em "Revelación del Mundo", que incluem todas as que escreveu para o Jornal do Brasil entre 1967 e 1973. Outras, inéditas, serão publicadas no ano que vem em espanhol sob o título de "Descubrimientos".

Lispector continua sendo um enigma velado que assombra em cada frase, em cada desvio da vida. Morreu aos 57 anos de um câncer nos ovários, depois de ter passado os últimos anos fechada na solidão de sua casa do Leme, perto das areias de Copacabana.

Seu autorretrato cabe em uma frase: "Olhar-se ao espelho e dizer-se deslumbrada: Como sou misteriosa".
Tomás Eloy Martínez

Analista político e escritor, o argentino Tomás Eloy Martínez é autor de livros como "Vôo da Rainha" e "O Cantor de Tango".

domingo, 15 de novembro de 2009

REVISÃO DA MPB EM PORTUGAL

http://bit.ly/4kpxUt
Retirado do Diário de Notícias PT


Depois de se apresentar em Cabo Verde e Guiné-Bissau, o espectáculo criado pelo embaixador Lauro Moreira chega a Portugal.

Começa hoje em Borba a digressão do grupo musical Solo Brasil, que traz a Portugal um espectáculo que apresenta um panorama histórico da música popular brasileira ao longo de mais de um século. Pela voz da cantora Maria Eugênia passam mais de 50 canções, desde Chiquinha Gonzaga até aos sons do chorinho, do samba, do frevo e da bossa nova.

Num projecto de divulgação cultural, apoiado pelos ministérios das Relações Exteriores e da Cultura do Brasil, pela Fundação Inatel e pelas câmaras municipais locais, o show Solo Brasil - Uma viagem através da música do Brasil foi criado em 1999 por Lauro Moreira, actual embaixador do Brasil junto à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

"Este será o culminar da extensa programação cultural promovida pela Missão do Brasil em Portugal em 2009", disse Lauro Moreira, que dirige o espectáculo e actua como narrador, contextualizando as várias épocas e fases da música popular brasileira.

O espectáculo é composto também por narrativas e referências visuais através de imagens de época dos maiores cantores e compositores do Brasil.

O grupo Solo Brasil já se apresentou em 16 países - como Argentina, Jamaica, Alemanha, Marrocos, Espanha, França, Estados Unidos etc. -, confirmando que a música brasileira encontra eco em variadas culturas.

Para assinalar os dez anos deste grupo musical brasileiro, a actual digressão teve início em Cabo Verde, passou por Guiné-Bissau e a partir de hoje inicia a rota por terras portuguesas de sul a norte.

Os espectáculos terão lugar em Borba (hoje), Évora (18), Portel (19), Gouveia (20), Águeda (21), Almada (22), Oeiras (30) e Guimarães (03/12).

Em Lisboa, o grupo apresentar--se-á no Teatro da Trindade nos próximos dias 26, 27, 28 e 29; no Porto, decorrerá na Casa da Música a 4, 5 e 6 de Dezembro.

sábado, 14 de novembro de 2009

Geraldo Azevedo lança DVD com show no Teatro da UFPE


http://bit.ly/2vOu9z
Do JC Online

Só após 35 anos de carreira, Geraldo Azevedo resolveu registrar seus sucessos num DVD. Uma geral do Azevedo, registrado ano passado, no Circo Voador (RJ), é uma coletânea das melhores e mais pedidas músicas do pernambucano que chega ao Recife neste sábado, para lançar a obra. O palco do show será o Teatro da UFPE, às 21h.

O set list da apresentação traz cerca de 25 sucessos do cantor - entre eles Moça bonita, Taxi lunar, Bicho de 7 cabeças e Dia branco. Apenas duas canções soarão novas para o público: É o frevo, parceria com Geraldo Amaral, e É minha vida, que recebeu letra do poeta José Carlos Capinam.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Nélida Piñón

Piñón vive entre la realidad y lo que la imaginación le sugiere.- CARLOS ROSILLO
Leia mais em El pais http://www.elpais.com/articulo/ultima/Hay/ONG/todo/salvo/mejorar/politica/elpepiult/20091112elpepiult_2/Tes


La pasión por el conocimiento de Nélida Piñón (Río de Janeiro, 1937) no se agota en la lectura del Antiguo y Nuevo Testamento, el Corán, los clásicos, y todo lo publicado sobre la vida y la condición humana. La escritora brasileña de origen gallego, incondicional del pulpo y del bacalao desde que les hincó el diente, vibra con Kant y la Grecia de Esquilo, pero también con los cogollos de ventresca, las coquinas y los callos a la madrileña.






La escritora carioca cree que alemanes o japoneses vibrarán olímpicamente en Río

"Disfruto comiendo", dice la autora de Corazón andariego (Alfaguara), una obra que combina memoria y creación en la feliz evocación de la saga familiar. "Mire, ése es del PP, ¿no?". Efectivamente, el secretario de Comunicación del Grupo Popular, Esteban González Pons, se sienta cerca, en un comedor abundante en políticos. La sabia nacida en Río de Janeiro no les tiene simpatía: "Hay ONG para todo menos para mejorar la política y a los políticos".

Miembro de la Academia Brasileña de las Letras y de la Academia de Filosofía, hubiera querido vivir en los siglos que siguieron al cristianismo, cuando aún pervivían los restos paganos. Nélida Piñón es fecunda y tiene una imaginación carburada por el conocimiento que le ordena viajar, salir de casa, recorrer el mundo, y, de paso, comprar tres periódicos en cada capital. "Oscilo entre lo que la realidad me obliga y lo que la imaginación me sugiere".

La exaltación gastronómica le sugiere interesarse por las croquetas caseras y lentejas, y la curiosidad, por la bronca interna en el PP. "¿Quién cree usted que va a ganar entre Rajoy, Gallardón y Aguirre? Soy muy curiosa". "El gallego es muy zorro", le digo. Nélida Piñón quiere saber tanto sobre todo que cuando era niña se sentaba cerca de los ancianos para escucharles. Nunca se daba por satisfecha. "Cuando acababan yo les decía: 'Cuénteme más".

Enamorada de España, brasileña hasta el tuétano, devota del abuelo Daniel, y de sus adorados padres, la novelista de La república de los sueños (1999) es una mujer alegre, tremendamente organizada y proclive a emocionarse con la miseria africana y el maltrato a los animales. "Nunca me he comprado una prenda confeccionada con piel".

Y Río sede olímpica. ¿Cómo se sentirán finlandeses, japoneses o alemanes, en una ciudad tan caliente y desaforada? La autora lo adivina sin asomo de duda: "En estado de gracia. El carioca tiene vocación universal. Carioca no es quien nace, es quien vive. Si te quedas ya lo eres. Río es una ciudad maravillosa".

Lo sabe bien esta mujer con casa en Lagoa, al pie del Cristo, no lejos de Ipanema, donde sus amigos degustarán la próxima Nochebuena un bacalao con pasas cocinado por la anfitriona, y algunas de las exquisiteces y caprichos comprados en España. "Estas sardinillas me han costado 0,90 euros en una tienda de barrio". Nélida Piñón saca la lata de un bolso que contiene una libreta compañera de viaje, el cuaderno de datos e impresiones presente en una obra extensa y profunda, merecedora de varios premios, entre ellos el Príncipe de Asturias 2005.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Eunice Muñoz interpreta o comovente monólogo 'O Ano do Pensamento Mágico', de Joan Didion

http://bit.ly/vDN98
d noticias pt
A actriz Eunice Muñoz interpreta o comovente monólogo 'O Ano do Pensamento Mágico', de Joan Didion. O espectáculo encenado por Diogo Infante estreia-se amanhã no Teatro Nacional D. Maria II, onde há também uma exposição dedicada a Eunice, e fica em cena até 20 de Dezembro

"A gente senta-se para jantar e a vida, tal como a conhecemos, acaba. Num instante muda tudo." Sentada no centro do palco do Teatro Nacional D. Maria II, no meio da escuridão, Eunice Muñoz dirige--se à plateia para contar a sua história. Começa com um aviso: isto também vai acontecer--vos, podem não saber quando nem como, mas vai acontecer-nos, acontece a todos sentirem a perda de alguém que amam.

Esta mulher - que é, na verdade, a autora do texto, Joan Didion - perdeu o marido, repentinamente, e perdeu a filha após dois anos de luta de hospital para hospital. Perdeu, sofreu e sobreviveu. "Pensavam que eu estava louca. Estive louca durante uns tempos mas agora já não estou."

Sobreviveu, primeiro, através de um pensamento mágico: apesar de saber que o marido, o também o escritor John Gregory Dunne, tinha morrido, alimentava uma secreta esperança de que ele voltasse. "Se eu não deitar fora os seus sapatos, talvez ele volte." Se autorizasse a autópsia. Se continuasse com a sua vida. Se. Este foi O Ano do Pensamento Mágico.

E sobreviveu, depois, através do discurso. Escrevendo e contando aos outros como sentiu estes acontecimentos e como foi na geologia que encontrou o significado das palavras do Testamento: "Como foi no início, como é agora e será sempre. Mundo sem fim." Haverá algo mais reconfortante do que saber que esta é a lei do mundo? Vivemos e morremos enquanto outros continuarão a viver. Agora e para sempre.

A par do espectáculo, que se estreia amanhã e estará em cena até 20 de Dezembro, o Teatro D. Maria II apresenta uma exposição dedicada a Eunice Muñoz. Aos 81 anos, a actriz regressa ao palco onde se estreou fará no próximo dia 23 exactamente 67 anos para interpretar um texto que já foi dito por Vanessa Redgrave. Diogo Infante, director do teatro e encenador do espectáculo, escolheu esta peça propositadamente para aquela que considera "a maior actriz do século XX": "Não se trata de dirigi-la, mas sobretudo de acompanhá-la num processo de criação". Eunice "está constantemente a questionar-se, vive desta inquietação", diz o encenador, elogiando "a sua capacidade para atacar um texto e viver uma história de tal forma pungente".

E a verdade é que a tímida e franzina Eunice Muñoz, que não gosta muito de falar sobre o seu trabalho e se assume, com humildade, uma actriz "muito obediente", que faz tudo o que o encenador lhe pede, se transforma completamente quando está em cena. Ali está uma mulher forte, emocionada e dorida, mas forte, que não se deixa dominar pela autopiedade. "Vai ficar tudo bem", repete. Mesmo quando sabe que não será exactamente assim.

Quatro escritores portugueses e seis brasileiros disputaram, na fase final, o conceituado Prémio PT. Nuno Ramos convenceu o júri com o livro 'Ó'

http://dn.sapo.pt/inicio/artes/interior.aspx?content_id=1416779&seccao=Livros

Nervosismo. Este foi o sentimento dominante entre os finalistas na 7.ª edição do Prémio Portugal Telecom (PT) de Literatura, um dos mais importantes prémios para a escrita atribuídos no Brasil. Entre os nervosos estavam quatro escritores portugueses e seis brasileiros num processo que envolveu centenas de obras e que, em várias etapas e igual número de júris, foi pondo de lado os livros a concurso até serem apenas 50 as obras em análise e, na derradeira fase, apenas dez os seleccionados.

A cerimónia de entrega do prémio decorreu em São Paulo e galardoou o escritor brasileiro Nuno Ramos, com o livro 'Ó', que ainda não está publicado em Portugal. Os nomes foram retirados de dentro de um envelope e mantiveram-se até ao último momento em segredo, sendo só do conhecimento da empresa que auditou a votação.

Mais uma vez, o debate ocorrido ontem pela manhã entre os membros do júri foi bastante aceso devido à defesa até ao fim das posições de cada um dos dez membros nas suas apostas literárias.

Com a presença naquela cidade brasileira da maior parte dos autores - marcaram ausência António Lobo Antunes e João Gilberto Noll - num almoço com a presença do presidente da PT, Zeinal Bava, o dia começou cedo e acabou tarde. O escritor José Luís Peixoto, que já tem três livros editados no Brasil, assumiu ao DN que estava nervoso e aguardava com grande expectativa o anúncio. A razão, explica, deve-se ao empurrão que o prémio da PT promove na carreira do autor que o ganha e no aumento de vendas do livro em escrutínio, o que, no seu caso, "é sempre importante". Considera que tem tido mais êxito junto da crítica que do público e este poderá ser o momento para alterar tal realidade. Por seu lado, Gonçalo M. Tavares estava mais distendido e garante que não gasta a sua energia numa situação destas, apesar de não descurar os efeitos do galardão: "Os prémios são sempre importantes mas o correcto é manter o percurso e agradecer o que aparece de bom." Também Inês Pedrosa aguardava calmamente o anúncio, após ter vindo com os dois portugueses do festival literário de Porto Galinhas.

As obras dos autores portugueses eram romances, enquanto os brasileiros distribuíam-se por três géneros literários: conto, por Nuno Ramos; poesia, por Eucanãa Ferraz; e romances de Lourenço Mutarelli, João Gilberto Noll, Silviano Santiago e Maria Esther Maciel.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

'Entre mujeres solas' de Cesare Pavese

http://www.papelenblanco.com/

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Fausto Beneroso 11 de noviembre de 2009

Entre mujeres solas

Este libro no estaba destinado a ser uno de los que leyera inmediatamente, había en teoría muchos otros por delante en la lista, sin embargo, en esa para mí difícil tarea de decidir lo próximo que leeré (suelo pasar un buen rato frente a la estantería hasta que me viene la inspiración…), se coló este Entre mujeres solas de Cesare Pavese. Me pareció una novela genial para esa tarde de domingo.

No había leído nada anteriormente de él, se trata de una novelita bastante corta, de hecho originalmente fue publicada en 1949 junto con otras dos novelas breves. Sin embargo, este primer acercamiento al escritor italiano no ha sido del todo satisfactorio. Me ha dejado una especie de sensación de frialdad. No cuesta nada leerla, sólo un ratito y de un tirón, pero te queda la impresión de que tampoco pierdes nada si no lo haces.

‘Entre mujeres solas’ nos cuenta la historia de Clelia y el regreso a su Turín natal, después de hacer su vida en Roma, con la intención de abrir una tienda de modas. Estamos en la posguerra y se encontrará con que apenas quedan retazos del Turín de su infancia. Para su cometido no le quedará más remedio que tomar contacto con la alta burguesía de la época.

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terça-feira, 10 de novembro de 2009

Museu do Gonzagão ainda está em discussão



Editor Marcelo Pereira Editor-assistente Flávia de Gusmão

JORNAL DO COMERCIO RECIFE http://bit.ly/31uj6a




A construção de um museu e complexo cultural dedicado à obra e à história de Luiz Gonzaga no Recife continua ainda em discussão no âmbito do Ministério da Cultura. Um dos entusiastas da ideia é o pernambucanos mais ilustre no poder: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que estimulou a iniciativa e cobrou um projeto urgente ao governador Eduardo Campos e ao ministro da Cultura, Juca Ferreira.

A estimativa extra-oficial é de que o governo poderia investir até R$ 25 milhões no complexo, que seguiria a linha de museus interativos, como o da Língua Portuguesa e o Museu do Futebol, em São Paulo. “Queremos fazer um grande museu com novas tecnologias”, diz Juca Ferreira. O Museu do Gonzagão deverá seguir a política do MinC de investir na diversidade cultural no país. “Queremos construir grandes equipamentos culturais fora do eixo Rio-São Paulo”, complementa o ministro.

O projeto, que tem como base texto propositivo do antropólogo Antônio Risério, deve ser realizado pelo governo federal em esquema de parceria com o governo de Pernambuco. A data para a apresentação do projeto e início das obras ainda não está definida, assim como os responsáveis pelo desenvolvimento da concepção arquitetônica. Juca Ferreira diz esperar resolver a questão ainda neste mês. A presidente da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), Luciana Azevedo, foi contactada pela reportagem, mas somente ficou de se pronunciar hoje sobre o projeto, segundo sua assessoria.

Pernambuco já tem dois equipamentos culturais dedicados à Luiz Gonzaga. O Parque Aza Branca, em Exu, onde nasceu o Rei do Baião, estava precisando de reparos urgentes no telhado, que corria o risco de desabar. A Fundarpe assinou um convênio com a ONG que o administra para fazer um levantamento do acervo e das necessidades de obras físicas. No Recife, fica o Memorial Luiz Gonzaga, no Pátio de São Pedro, que mantém cursos e promove eventos, mas dispõe de poucos recursos da Prefeitura.

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