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quarta-feira, 31 de outubro de 2012
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
OWALDO FRANÇA JUNIOR
UM ESCRITOR MEMORÁVEl.
A mídia leva a esquecê-lo, mas não podemos fazê-lo é preciso revisitá-lo.
Clique no título e leiam mais
sábado, 27 de outubro de 2012
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
terça-feira, 23 de outubro de 2012
M E L.. D A .. P A L A V R A: LUIZ RUFFATO por Antonio MIranda
M E L.. D A .. P A L A V R A: LUIZ RUFFATO por Antonio MIranda: O RIO APASCENTA A NOITE (segunda versão) à noite o rio/ se torna de vidro/. como uma serpente/ digere a esc...
domingo, 21 de outubro de 2012
Altamiro Borges: Soninha xinga Haddad. Surtou de vez!
Altamiro Borges: Soninha xinga Haddad. Surtou de vez!: Por Altamiro Borges Soninha Francine, candidata que obteve 2,6% dos votos no primeiro turno da eleição para a prefeitura de São Paulo...
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
Carla Guagliardi – Os cantos do canto’
A artista expõe oito trabalhos recentes e inéditos, incluindo uma nova versão de uma grande instalação aérea apresentada na Alemanha, “O lugar do ar”.
Na gávea Rio até amanhã
VITRINES DO MASP NO METRO SP
Anne Cartault d´Olive
Transitar em Suspensão
Letícia Rita
SUBORDINADO.K.K.K.K.K.K.K.K.K.K.K.K.K.
CLIQUE NO TÍTULO E VÁ ATÉ A PÁGINA ORIGINAL
MASP EXPOSIÇÕES
CARAVAGGIO E SEUS SEGUIDORES traz 20 obras do mestre barroco e de artistas por ele influenciados. Até 30/9, no MASP.
MICHELANGELO MERISI, dito CARAVAGGIO
CARAVAGGIO E SEUS SEGUIDORES
Período:
02 de agosto a 30 de setembro de 2012
Passando por diversas fases da vida do gênio, a mostra pode ser divida em três grandes blocos: trabalhos consagrados e conhecidos; novas descobertas; e obras “problema”, que ainda são objeto de estudo. Com curadoria de Fábio Magalhães no Brasil e Giorgio Leone na Itália, a exposição foi idealizada por Rossella Vodret, uma das principais autoridades em Caravaggio na Itália e chefe da Superintendência Especial para o Patrimônio Histórico, Artístico e Etnoantropológico e para o Pólo Museológico da Cidade de Roma.
Pela primeira vez fora da Itália, a famosa Medusa Murtola (recentemente identificada como a “Medusa original”) e oRetrato do Cardeal poderão ser vistos de 02 de agosto a 30 de setembro de 2012 no 1º andar do MASP. Para o curador italiano Giorgio Leone essa será oportunidade única para o público brasileiro: “Das obras produzidas por Caravaggio em seus 38 anos de vida, apenas 62 chegaram aos nossos dias”, diz.
Caravaggio usava sua técnica para impressionar o espectador: temática do cotidiano italiano de sua época; formato “ao natural” das figuras, à semelhança do espectador; a cena toda retratada em primeiro plano, para envolver emocionalmente quem a olha; fundo neutro ou escuro, destacando o tema representado, contrastando com o forte feixe de luz que iluminava o objeto principal da obra, evidenciando sua técnica do claro-escuro, que tornava tudo mais “real”, mais vivo.
No MASP também poderão ser vistos 14 artistas que foram influenciados por Caravaggio. Conhecidos como caravaggescos, cada um deles, utilizava o chiaroscuro de uma maneira particular, de acordo com sua própria cultura. “Dos caravaggescos sempre digo que era uma grande desventura para os artistas da época viver no mesmo período de um gênio. Eram grandes pintores, mas quando se tem o gênio, tudo fica obscurecido. Foi isso o que aconteceu. E é importante contextualizar para que o público compreenda a relação dos artistas da época com Caravaggio”, explica Vodret.
Caravaggio tinha um temperamento explosivo. Encrenqueiro, envolveu-se em uma série de brigas e processos jurídicos ao longo de sua vida, tendo que fugir de diversas cidades, inclusive Roma, onde sua cabeça tinha sido posta a prêmio. A despeito de sua vida conturbada, sua técnica ímpar e a maestria com que retratava as cenas e os personagens de suas obras preservam até hoje o encantamento e emoção que causavam no século XVII.
Serviço Educativo
Como para as demais exposições temporárias e mostras de obras do acervo realizadas pelo MASP, Caravaggio e seus seguidores tem um programa educativo elaborado especialmente para atender aos visitantes, professores e alunos de escolas públicas e privadas. As visitas orientadas são realizadas por uma equipe de profissionais especializados.
Informações: agendamento.caravaggio@masp.art.br
Informações Gerais
CARAVAGGIO E SEUS SEGUIDORES
Mostra com 20 obras-primas do mestre barroco e artistas por ele influenciados, os caravaggescos.
De 02 de agosto de 2012, quarta-feira, a 30 de setembro de 2012, domingo, no MASP.
Av. Paulista, 1578. Acesso a deficientes. Horários: De 3ªs a domingos e feriados, das 10h às 18h. Às 5ªs: das 10h às 20h. A bilheteria fecha meia hora antes. Ingresso: R$ 15,00. Estudante: R$ 7,00. Até 10 anos e acima de 60 anos. Às 3ªs feiras: acesso gratuito.
Informações ao público:
www.masp.art.br
www.twitter.com/maspmuseu
www.facebook.com/maspmuseu
Tel.: (11) 3251.5644
Informações à imprensa:
InterComunique Assessoria de Comunicação
Renata Assumpção (masp@comunique.srv.br)
Fone: (11) 3812.2780 / 8469.0176
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
Vilma Arêas e seus espaços, ventos e terra
Fluminense, estreou na ficção com Partidas (contos, Francisco Alves, 1976). Posteriormente, Aos trancos e relâmpagos (literatura infantil, Scipione, 1988) e A terceira perna (contos, Brasiliense, 1992) mereceram o prêmio Jabuti. Em 2002, Trouxa frouxa (contos) recebeu o prêmio Alejandro José Cabassa (44º aniversário da União Brasileira de Escritores) e, em 2005, Clarice Lispector com a ponta dos dedos (ensaio) recebeu o prêmio APCA, na categoria literatura.
Professora titular de literatura brasileira na Unicamp, Vilma Arêas vive há muitos anos em São Paulo .
Não sou crítico literário, nem tenho intenções; escrevo sobre o que gosto. Crítico sou de mim e do mundo que me rodeia, mas não da Literatura. Esta, mesmo sendo vida, é um tricô mais complicado. Enfim, vamos ao que nos interessa aqui, o caso de Vilma Arêas, ainda pouco conhecida pelo grande público, o que é uma pena.
A professora Vilma Arêas me impressionou com seu livro de contos Vento Sul - Cia das Letras, 2011 - como que trazendo uma nova onda de boa literatura: madura, firme e densa. Esse livro me chega às mãos pelo amigo Fábio Silvestre Cardoso que, junto com Rogério Pereira, fez uma entrevista sobre ela, na revista Rascunho - Curitiba-PR (http://bit.ly/zdvPAJ), por sinal excelente revista de Literatura, senão a melhor que temos.
Antes de ler o autor indicado, especulo, cavo, mexo, remexo, busco informações, vou ao “o senhor é meu pastor nada me faltará”, nome dado pelos alunos ao Google, enfim, cato e, daí, me chegam informações importantes como: a autora organizou poemas de uma diva minha, Sophia de Mello B. Andresen, escreveu sobre Clarice Lispector e gosta de Graciliano Ramos!
Em seguida, flagro, no Suplemento do Diário Oficial de Pernambuco, uma matéria sobre ela, assinada por Ronaldo Bressane (http://bit.ly/KjE63j), na qual a autora despeja o verbo sobre a literatura como um todo e também sobre si.
Muito bem, leio, então, o livro, numa tacada só, num dia de semana à noite. Impressiona-me. Chama-me a atenção seu imaginário, a poesia embutida em sua escrita e seu jeito urbano-rural, coisas, aliás, afastadas dos temas da prosa (refiro-me ao meio rural). Há um não sei quê que me junta a ela, faz-me celebrar com ela suas estórias, chego mesmo a sentir cheiros e texturas em sua escrita.
Às vezes, penso que estou lendo uma nordestina das boas, mas qual o quê! Ela é fluminense, de Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro, e há um cheiro de interior brasileiro em sua escrita... Aí, sim, tudo fica mais claro para mim, e quero vê-la, ouvi-la. Apelo para o YouTube e encontro um pequeno trecho de uma entrevista com Cadão Volpato – Metrópolis, TV Cultura – na qual o entrevistador titubeia alarmantemente frente à simplicidade de Vilma, mas diante do que ouço e do que vejo, apaixono-me por ela. Sou assim... há que me passar o fascínio, como assim também foi com Clarice, Nélida Piñon, Maria do Carmo Barreto Campelo, Sergio Santana, João Gilberto Noll, João Cabral, Guillermo Arriaga, o saudoso Carlos Fuentes e tantos outros.
Parto, então, para a leitura de outras obras suas, contos como A Trouxa (2005) e A terceira Perna (1998), em que encontro uma mesma tessitura textual, mas com maturidade diferente. De todo modo, desliza, em sua escritura, a poesia que ela tece opacamente, e em que risca o bordado de sua escrita de ponta a ponta.
Em A terceira perna, seu olhar lispectoriano é comprovado já nas citações iniciais, “uma nova terceira perna que em mim renasce fácil como capim” (Clarice Lispector), mas Vilma vai além e convulsiona em destreza nos contos Dó de peito e Seda Pura.
No todo dela, admiro seu jeito de falar e suas opiniões face aos grandes da Literatura, que ela traça de modo inteligente, direto e reto, mas densamente, passando por Clarice Lispector - sobre a qual tem uma obra - e fazendo críticas pertinentes a B. Moser, indo a P. Roth, Coetzee etc.
Suas imagens, esculpidas nas palavras, no meu imaginário, passam uma serenidade de gente que tem bom faro, que se esfrega ao solo para retirar o fermento de sua escrita e existência. Ela confessa isso nas entrevistas, em sua história, em seu caminhar como pessoa de bom tato e olho fino. Seus contos têm um ar de terra, vindo desses ventos que se espalham em nossas vidas e de que não nos damos conta, o seu tal Vento Sul.
Vilma corre manso e largo na sua escrita, sem rococós maiores, mas com estupefaciente exatidão do léxico, do ambiente no qual pinta e põe seus personagens e enredo. A estrutura do seu conto é breve como gosto e, no entanto, ao final, pensamos que lemos um romance, ela dá látex para isso na sua textualidade avantajada. As vozes polifônicas perfilam-se em amontoados de um brilho memorável.
Seus contos têm um quê do conto tradicional, na estrutura temporal, mas sem grandes delongas; na verdade, seu conto é uma pintura com bordas de arte abstrata, o que me lembra Sophia de M. Breyner Andresen, que ela tão bem conhece.
O livro Vento Sul encontra-se divido em quatro partes que, aliás, não compreendo o porquê, mas, enfim, percebo que nele se misturam contos e quase ensaios, ou poemas de um ar lispectoriano, já que nossa memória é associativa. Confesso que não gosto de tais comparativos, mas, enfim, saiu, está aí!
De cara, deparo-me com dois contos seus, Thereza e República Velha, contos que me deixam “embeiçado” pelo estilo, propriedades léxicas e concisão. Há uma poética do rompante que me eletriza na descrição do feminino, do lugar da mulher historicamente neste país, do ideal de amor e companheirismo; mesmo em passagens alucinantes, a autora tece filigranas poéticas com uma malha estética muito poderosa e de fauna inusitada, por sóis, ventos, bichos, gritos.
Se, em Thereza, tais fatos exalam as relações maritais, em República Velha, ela retorna para mais poetar: ela enverga o macho e torce-lhe, pelo amor e companhia. A puta não é uma qualquer, é aquela mulher eleita, que tantos querem como a verdadeira puta da vivência, do chamego, do objeto do desejo, da mulher, do homem puto que necessita de outro de sua laia e que, por vezes, não enxergamos, não queremos, ou não podemos. Sei lá o quê: Vilma insinua-me essas questões para o que convier, entre companheiros, é necessário nada e tudo.
O macho atende a si e, depois que desmascara a mulher com outro, passado algum tempo, conclui:
“[...] Dentro do silêncio que se fez, só quebrado por uns latidos de cachorro ao longe, completou já de pé:
-- Puta por puta, fico com ela que já estou acostumado”.
Não posso deixar de ler o silêncio cortado por latidos de cachorros, sim, cachorros que a autora nos oferece - leiam como quiserem - e a decisão do outro.
Em Habitar, outro conto, a autora é bachelardiana. Lembrei-me da Poética do Espaço, de Gaston Bachelard (1977): “[...] este é o ponto frágil da fantasia, que funda o absurdo, porque no íntimo ele sabe que a vida não vive. Negando a verdade cristalina, fingindo que não vê, parece que respira por um gargalo”.
Mas não está só aqui, neste conto. Perfila-se em todos os contos da obra, como antes já anunciei, e isso faz uma trilha com outros contos como: Encontro, Canto noturno de peixes, Zeca e Dedeco e, por fim, um grande conto-poema, O vivo o morto: anotações de uma etnógrafa: ‘[...] A seta está cravada no vazio.... neste ponto se esboça o gesto, abrindo espaço à poesia...”
Vilma é uma poeta e tanto e, lembrando minha saudosa Sophia de M. B. Adresen,
“Perfeito é não quebrar
A imaginária linha
Exacta é a recusa
E puro é o nojo”
(Mar Novo, 1958).
Paulo A C Vasconcelos- PauloVas
SOCIEDADE INTERAMERICANA DE IMPRENSA
O que faz a senhora e atriz Regina Duarte,bem como a senhora MARINA LIMA SILVA nesta reunião?
Junto a isto tem EL CLARIN, E LÁ NACION de Buenos Aires,será que vieram fazer propaganda da lei dos meios audiovisuais da Argetina e que não querem engolir, e o Estadão está dando força?
E Dona Regina ,representa Serra?
Será?
Será?
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