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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

ARTE BRASILEIROS


A Galeria Nikon apresenta a
mostra Um Nome, do fotógrafo Paulo
Fridman. A exposição traz uma
série de fotos de trabalhadores
dos mais diversos tipos e culturas. 


Serviço – Um Nome
Até 05 de março
Galeria Nikon – Rua Aspicuelta, 153
Vila Madalena- São Paulo/Brasil
(11) 2592-7922


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O MAC USP recebe mostra do
artista futurista italiano Fortunato
Depero, exposto no Brasil
pela primeira vez. A exposição
reúne 65 trabalhos do artista.

Serviço – Depero Futurista
e Artista Global

Até 27 de março
MAC USP Ibirapuera – Avenida
Pedro Álvares Cabral, 1301
Parque do Ibirapuera – São Paulo, SP
(11) 2648-0254

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A exposição Espaço-tempo, na
Galeria Mezanino, traz uma face
pouco conhecida do artista Rubens
Gerchman. São 20 obras raras,
muito pouco vistas em décadas,
produzidas entre 1970 e 2008. 


Serviço – Exposição de
Rubens Gerchman

Até 17 de março
Mul.ti.plo Espaço Arte
Rua Dias Ferreira, 417
Leblon – Rio de Janeiro/RJ
(11) 2259-1952


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A coleção de arte contemporânea de
Sérgio Carvalho, que conta com
obras de artistas como Nelson Leirner,
Antonio Dias, Farnese de Andrade
e José Rufino, é objeto da mostra
Vértice, pertencente a série Coleções.


Serviço – Vértice
Até 27 de março
Centro Cultural dos Correios de
São Paulo – Avenida São João, s/n
Centro – São Paulo/SP
(11) 3227-9461


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Fundada em 2002, a feira de arte 
Zona Maco chega em 2016 à sua
15º edição. Ao todo, a feira reúne
123 galerias de 25
países, entre eles o Brasil. 


Serviço – Zona Maco
De 03 a 07 de fevereiro
Centro Banamex – Avenida
Conscripto, 311 – Lomas de Sotelo
Cidade do México/DF
zsonamaco.com


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A galeria britânica Cecilia Brunson
Projects recebe individual do artista
Claudio Tozzi. A mostra é a primeira de
uma série de três que tem como
objetivo levar a arte contemporânea
brasileira para o público britânico.


Serviço – Claudio Tozzi: New
Figuration The Rise of
Pop Art 1967-1971

Até 24 de março
Cecilia Brunson Projects
Royal Oak Yard, Bermondsey Street
Londres, SE1 3GD
(44) 20 7357-9274


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O Arquivo Municipal de São Paulo
abriga a exposição Memória da
Amnésia
. A mostra apresenta alguns
restos de monumentos da capital
que estavam fora de circulação e
discute as políticas de
preservação para os mesmos.


Serviço – Memória da Amnésia
Até 02 de abril
Arquivo Municipal de São Paulo
Praça Coronel Fernando Prestes,
152 – São Paulo/SP
(11) 3396-6060


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Na primeira exposição da série
Da Banalidade” – parte do Programa
Arte Atual do Instituto Tomie Ohtake – os artistas Ana Elisa Egreja, Julia Kater e
Cabelo apresentam pinturas,
serigrafias, instalações e vídeos.


Serviço – Da Banalidade
Até 6 de março
Instituto Tomie Ohtake – Avenida Faria
Lima, 201 – Pinheiros – São Paulo
(11) 2245-1900


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A Anita Schwartz Galeria de Arte
recebe a exposição Silêncio Impuro.
A mostra reúne 16 obras dos artistas:
Arthur Lescher, Waltercio Caldas,
Nuno Ramos, Tatiana Blass, Otavio
Schipper, Cadu e Carla Guagliardi.


Serviço – Silêncio Impuro
Até 6 de fevereiro
Anita Schwartz Galeria de Arte
Rua José Roberto Macedo Soares, 30
Rio de Janeiro/RJ
(21) 2274-3873


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O uruguaio Marco Maggi ganha mostra
na Galeria Nara Roesler, em São Paulo. Maggi é conhecido por sua obra
que tem como matéria-prima o papel.


Serviço – Marco Maggi
Até 13 de fevereiro
Galeria Nara Roesler- Avenida
Europa, 655 – Jardim Europa
São Paulo/SP
(11) 3063-2344


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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

EM BUSCA DA "MASSA CHEIROSA"

by-http://militanciaviva.blogspot.com.br/2012/06/como-e-nojenta-essa-burguesia.html 







A burguesia paulista é oligárquica e elitista numa sociedade construída pelo trabalho de negros, nordestinos e imigrantes; apoiou o golpe militar, a ditadura e o Doi-CODI por causa do "milagre econômico"; acha o Serra o máximo e o Lula um analfabeto corrputo e ambicioso, embora seus modelos de líderes tenham sido bandoleiros  como Domingos Jorge Velho, Adhemar de Barros, Jânio Quadros e Paulo Maluf; viaja a Paris, Madri e Roma, mas se esbalda mesmo em Las Vegas, Miami e Orlando; fica indignada porque suas antigas empregadas estão virando cabeleireiras e enchendo os aeroportos; aplaude a violência da Rota contra bandidos pobres mas convive com gângsters de colarinho branco. E essa mentalidade fascista foi inteiramente assimilada pela classe média alta. Aqui, uma radiografia da burguesia paulista pelo prof. Emir Sader:       



O dedo de Lula


Do Blog do Emir Sader

A sociedade brasileira teve sempre a discriminação como um dos seus pilares. A escravidão, que desqualificava, ao mesmo tempo, os negros e o trabalho – atividade de uma raça considerada inferior – foi constitutiva do Brasil, como economia, como estratificação social e como ideologia.


Uma sociedade que nunca foi majoritariamente branca, teve sempre como ideologia dominante a da elite branca.  Sempre os brancos presidiram o país, ocuparam os cargos mais importantes nas FFAA, nos bancos, nos ministérios, na direção das grandes empresas, na mídia, na direção dos clubes – em todos os lugares em que se concentra o poder na sociedade.
Retirantes, de Cândido Portinari
A elite paulista representa melhor do que qualquer outro setor, esse ranço racista. Nunca assimilaram a Revolução de 30, menos ainda o governo do Getúlio. Foram derrotados sistematicamente por Getúlio e pelos candidatos que ele apoiou. Atribuíam essa derrota aos “marmiteiros”- expressão depreciativa que a direita tinha para os trabalhadores, uma forma explícita de preconceito de classe.


A ideologia separatista de 1932 – que considerava São Paulo “a locomotiva da nação”, o setor dinâmico e trabalhador, que arrastava os vagões preguiçosos e atrasados dos outros estados – nunca deixou de ser o sentimento dominante da elite paulista em relação ao resto do Brasil. Os trabalhadores imigrantes, que construíram a riqueza de Sao Paulo, eram todos “baianos” ou “cabeças chatas”, trabalhadores que sobreviviam morando nas construções – como o personagem que comia gilete, da música do Vinicius e do Carlos Lira, cantada pelo Ari Toledo, com o sugestivo nome de pau-de-arara, outra denominação para os imigrantes nordestinos em Sao Paulo.


A elite paulista foi protagonista essencial nas marchas das senhoras com a igreja e a mídia, que prepararam o clima para o golpe militar e o apoiaram, incluindo o mesmo tipo de campanha de 1932, com doações de joias e outros bens para a “salvação do Brasil”- de que os militares da ditadura eram os agentes salvadores.
Terminada a ditadura, tiveram que conviver com o Lula como líder popular e o Partido dos Trabalhadores, para o qual canalizaram seu ódio de classe e seu racismo. Lula é o personagem preferencial desses sentimentos, porque sintetiza os aspectos que a elite paulista mais detesta: nordestino, não branco, operário, esquerdista, líder popular.

Getúlio, o vilão; Jorge Velho, o herói
Não bastasse sua imagem de nordestino, de trabalhador, sua linguagem, seu caráter, está sua mão: Lula perdeu um dedo não em um jet-sky, mas na máquina, como operário metalúrgico, em um dos tantos acidentes de trabalho cotidianos, produto da super exploração dos trabalhadores. O dedo de uma mão de operário, acostumado a produzir, a trabalhar na máquina, a viver do seu próprio trabalho, a lutar, a resistir, a organizar os trabalhadores, a batalhar por seus interesses. Está inscrito no corpo do Lula, nos seus gestos, nas suas mãos, sua origem de classe. É insuportável para o racismo da elite paulista.


Essa elite racista teve que conviver com o sucesso dos governos Lula, depois do fracasso do seu queridinho – FHC, que saiu enxotado da presidência – e da sua sucessora, a Dilma. Tem que conviver com a ascensão social dos trabalhadores, dos nordestinos, dos não brancos, da vitória da esquerda, do PT, do Lula, do povo.
O ódio a Lula é um ódio de classe, vem do profundo da burguesia paulista e de setores de classe média que assumem os valores dessa burguesia. O anti-petismo é expressão disso. Os tucanos são sua representação política.
Da discriminação, do racismo, do pânico diante das ascensão das classes populares, do seu desalojo da direção do Estado, que sempre tinham exercido sem contrapontos. Os Cansei, a mídia paulista, os moradores dos Jardins, os adeptos do FHC, do Serra, do Gilmar, dos otavinhos – derrotados, desesperados, racistas, decadentes.

Memorias de un fotógrafo brujo

By Revista El Clarin

Entrevista. Daniel Mordzinski prepara su muestra más ambiciosa: 250 fotos de escritores, en su mayoría nuevas o inéditas, que viajarán por Cuba, México y EE.UU.

POR DIEGO ERLAN

Hemos visto una imagen en blanco y negro de César Aira metido en la bañadera, a Roberto Bolaño sentado entre las plantas, a Andrés Neuman piloteando un avión de pasajeros, a Michel Houellebecq fumando en un café de París, a Mario Bellatin exhibiendo su garfio con el torso desnudo en un balcón, a Gabriel García Márquez, de perfil, sentado en una cama prolijamente tendida, con sus ojos puestos en la ventana. Hemos visto muchas imágenes de este fotógrafo pero el mexicano Juan Villoro ha sido testigo de su procedimiento. “He asistido a numerosas sesiones fotográficas con este maestro de la táctica suasoria. Nunca lo he visto forzar a nadie a quitarse la camisa o subirse en un banquito. Después de hablar con él, sus modelos hacen por cuenta propia y con repentino entusiasmo lo que en principio les parecía raro”. Se refiere a Daniel Mordzinski, ese fotógrafo de modos elegantes que, con el tiempo, supo domar egos superlativos y timideces exasperantes.
Hace unos días, en un viaje fugaz por Buenos Aires para visitar a la familia, Mordzinski, que vivió desde los años setenta en París pero ahora se radicó en Madrid, consiguió por Internet una Kodak Fiesta igual a la que tenía de chico. Fue su primera cámara. Tenía ocho años cuando se la regalaron sus padres. Quería volver a tenerla entre sus manos y con ella retratar lugares y personas importantes en su biografía. En eso anda. Y además tiene el impulso secreto de escribir sus recuerdos. No con la idea de publicarlos sino de capturar otra vez esas sensaciones, conversaciones y trastienda de sus sesiones en estos casi cuarenta años de trayectoria. La necesidad de preservar la memoria tiene un sentido: en marzo de 2013, Mordzinski ingresó a su despacho en el séptimo piso de la redacción del diario Le Monde, donde guardaba su archivo de negativos y diapositivas, y encontró que habían tirado todo lo que había allí. “Lo peor es que por falta de medios nunca había podido digitalizar mis archivos y el 99 % se perdió para siempre”, decía por mail en aquel entonces. Aunque todavía le duele el recuerdo, pudo levantarse, volvió a sacar su cámara y siguió con ese mapa visual de los escritores del mundo que había empezado a sus dieciocho años. En ese viaje interminable, en marzo Mordzinski inaugurará en el Museo de Arte de San Juan de Puerto Rico su exposición más ambiciosa hasta ahora, que luego saldrá de gira por Cuba, México y Estados Unidos. Son 250 fotografías de las cuales la mayoría son nuevas o inéditas.
Las imágenes de Mordzinski, entiende Mario Vargas Llosa, son en verdad una interpretación profunda y respetuosa de la personalidad de los autores, tal como aparece reflejada en sus rasgos, semblantes y expresiones. Mordzinski, escribió el Nobel peruano, “no se sirve de quienes posan para él a fin de exhibir su talento y gratificarse a sí mismo sino que él sirve a quienes retrata esforzándose en aprisionar su verdad profunda y tratando de desaparecer él mismo detrás de su cámara”. 
Estas imágenes se ganaron el sustantivo de “fotinskis”. “Son travesuras visuales, imágenes singulares, divertidas a veces, respetuosas siempre”, explica su autor. “Pienso que la mejor manera de sacar a un escritor de su pose de escritor es proponerle una nueva pose que se aleje de lugares comunes asociados a la literatura como los libros y las bibliotecas.”
–¿Quién fue el primero? 
–Borges. Lo retraté durante el rodaje de una película en 1978 y había mucha gente y mucho ruido. Podría haberlo fotografiado de lejos pero preferí acercarme y pedirle permiso. El poeta ciego se dirigió a mí con sorpresa y me agradeció por hacerlo. Se interesó por mí y me hizo preguntas. Sonrojo al recordar que respondí con torpeza y monosílabos, y a pesar de eso Borges festejaba mis respuestas como si el erudito fuese yo.
–Sontag escribió que la fotografía es un rito social, una protección contra la ansiedad y un instrumento de poder, ¿con cuál de estas tres características se siente más cómodo? 
–Sin duda con un rito social. Ella decía que la fotografía era un pasaporte. En mi caso un pasaporte que me permite viajar y retratar. El 17 de enero de 2005 fui el único fotógrafo presente en el entierro de Susan Sontag. Juan Cruz me alertó por teléfono: “Te espero en el cementerio de Montparnasse, vamos a enterrar a Sontag”. Me pidió discreción y que no contara nada. Entré al cementerio como para visitar a Julio Cortázar y me choqué con un grupo muy pequeño de famosos: reconocí a Annie Leibovitz, Salman Rushdie, Ian McEwan, Patti Smith. Mientras intentaba recuperar la respiración buscaba a otros colegas. Parecía increíble: yo, fotógrafo de escritores, admirador de Susan Sontag “era la única cámara” y tenía entre mis manos la posibilidad de dejar un testimonio de ese adiós. Dudé qué hacer. Por un lado respetar la intimidad de una ceremonia en secreto, al mismo tiempo me decía que estábamos despidiendo a la gran dama de la fotografía, a la escritora que –de alguna manera– había reescrito la gramática fotográfica. Me alejé del grupo para buscar en mi memoria algún pasaje suyo que me confortara y me ayudara a tomar una buena decisión y recordé esos textos sobre la fotografía de prensa y de dolor, donde Sontag se interroga sobre lo que se puede y no se puede mostrar en una foto. Finalmente di un paso al frente, como diciendo: aquí estoy, si alguien tiene algo que decir, éste es el momento. Y comencé a fotografiar todo. Recuerdo la música de Debussy, la voz quebrada de su hijo David Rieff, los versos de Baudelaire leídos por Isabelle Huppert y el abrazo apretado de mi amigo Juan Cruz diciéndome: “Qué bueno que hiciste las fotos, Sontag también las hubiera hecho”. 
–Juan Villoro advierte de sus capacidades suasorias, ¿acaso se considera un hipnotizador?
–Más que hipnotizar, los embrujo (se ríe). No tengo recetas ni fórmulas mágicas, tampoco una varita; a veces sale mal. Si tengo un mérito es el de no invadir los territorios vedados, lo cual no me impide retratar zonas oscuras que a veces ellos mismos desconocen. Pero lo que nunca haría sería traicionarlos y publicar una foto hecha con mala intención o agresiva hacia su dignidad. Leer me ayuda a tener una actitud con los autores que no es mejor ni peor que la de otros colegas, pero que es diferente, una suerte de sintonía con quien es capaz de escribir.
–¿Cuáles fueron los retratos más difíciles de hacer? 
–Digamos que no hubo una foto más difícil que otra a la hora de disparar pero sí a la hora de decidir enseñarlas. Por ejemplo tuve recelos si debía “desnudar” algunas imágenes de la última vez que fotografié a Gabriel García Márquez en su casa de Cartagena. Llevaba más de una hora a solas con él, salí a buscar a Mercedes Barcha, su mujer, y me perdí en la casa. Cuando volví al cuarto de Gabo lo encontré acostado en la cama. Hice unas fotos y después, en mi computadora, me di cuenta de que parecía muerto. Cuando falleció decidí no publicar esas fotos en la prensa. Lo hice un año después en mi libro Gabo, siempre. No se trata de que haya gente difícil de fotografiar, es que hay días y hasta momentos en que el retratado –y el fotógrafo, que también es humano– no encuentran ese momento de diálogo, invisible y creativo, que es una buena foto. Por eso además hay que tener mucha paciencia en este oficio: trabajamos con un material muy sensible, que es la vida real, los sentimientos más íntimos del alma humana.
–Enrique Vila-Matas admira su rara constancia obsesiva de perseguir a seres raros y obsesivos, ¿se está persiguiendo a usted mismo? 
–Los argentinos llegamos al mundo con alguien persiguiéndonos detrás. O son los milicos o son nuestras propias obsesiones. No soy una excepción. Cuanto más escritores retrato más me quedan por retratar. Es un trabajo infinito e imposible. Eso, en el fondo, me gusta y me da libertad: nunca será completo. Me gustan las cosas imperfectas.
–Aquel marzo de 2013, cuando desaparecieron todas las fotos de su archivo en su oficina de Le Monde, ¿qué le pasó por la cabeza? 
–Me cuesta mucho hablar de ello. Desde que sucedió rechacé decenas de entrevistas. Me dolía demasiado para hablar. Los escritores fueron los portavoces de mi dolor. Más que un accidente diría que se trata de una mutilación no sólo de una parte de mi vida y de mis sueños de fotógrafo, sino también una amputación de la memoria colectiva de mi generación.

Mar del Plata tiene arte

By Revista N

Verano. Varias galerías exhiben obras de artistas contemporáneos. Hay una muestra de arte argentino en el Museo Castagnino y, en Villa Victoria, una sobre Gardel y otra sobre Victoria Ocampo y el tango.

POR MERCEDES PEREZ BERGLIAFFA

En Mar del Plata la rambla, el puerto y el Lobo Marino –esas dos enormes y emblemáticas figuras realizadas en piedra por José Fioravanti en los años 40– son los custodios de un movimiento artístico intenso que pocos imaginan que existe en la ciudad. Salvo por los museos más conocidos, el resto de los espacios culturales se mueve con tiempos y dinámicas propias, muchas veces de manera subterránea y autogestionada. Entonces, los circuitos y públicos son otros, y las lógicas de funcionamiento también.
Variado e intergeneracional, el mapa del sistema de arte de la ciudad turística más importante del país abarca un espectro amplio: desde galerías que llevan 35 años de existencia –como Casa de Madera, en donde actualmente puede verse la exposiciónDisplacement , de Claudio Roveda–, hasta otras que funcionan de manera temporal en diferentes espacios, como por ejemplo la pared del bar La guagua (el caso de la joven Cocktail, Galería de arte mutante, ahora con una muestra de Ignacio Mendía y Fernanda Laguna). O la exquisita galería Yoshimi en medio del Pasaje Lanfranconi: en exposición, las fotografías en blanco y negro de Daniel Batisttón. Aunque también pueden encontrarse en Yoshimi fanzines de artistas de la zona, ediciones de libros alternativos, CD vintage y objetos únicos. Pegado a esta galería existe un “club de costura” y más allá, la peluquería “Me mataste, loca”: todo es parte de un movimiento alternativo gestado en el Pasaje.
Pero es sabido, en la ciudad también pueden encontrarse museos importantes, con exposiciones y colecciones interesantes. Quizás el de mayor tamaño –y de apertura relativamente reciente, tiene tan sólo dos años–, sea el MAR. Con la escultura permanente de Marta Minujín ubicada en la explanada, el “Lobo Marino de Alfajores” (realizada con 50 mil envoltorios de Havanna), actualmente también pueden verse allí las muestras El museo de los mundos imaginarios, con curaduría de Rodrigo Alonso –aquí no deje de visitar “El silencio de las sirenas”, la hermosa e inquietante obra de Eduardo Basualdo– eIncorporaciones. Museo para armar . Esta última exposición presenta las obras que comienzan a formar, de a poco, la colección permanente del MAR, como “Prueba de tensión” de Luciana Lamothe (una gigantesca estructura móvil de caños y madera, interactiva); o la serie de pinturas “Playing the game” de Cintia Cohen, entre otros trabajos de Mariano Molina, Edgardo Giménez, Diana Aisenberg, Manuel Archain y Sofía Malamute.
Otro museo importante de la ciudad es el Municipal de Bellas Artes Juan Carlos Castagnino. Durante el verano expone Historia de colección. Arte argentino, una muestra organizada en conjunto con la Fundación OSDE, basada en trabajos pertenecientes a la colección del museo. Reunidos bajo un relato curatorial guiado por Florencia Suárez Guerrini, presenta importantes obras de Antonio Berni, Raquel Forner, Benito Quinquela Martín, Eugenio Daneri, Carlos Alonso, Alfredo Gramajo Gutiérrez, Enrique Policastro, Prilidiano Pueyrredón y Horacio Butler, entre muchos otros. La exposición abarca especialmente al arte argentino del siglo XX, y está organizada por núcleos, algunos de ellos son Entre la tradición y el arte nuevo (1865-1930) , expone los primeros intentos de los artistas nacionales de generar una imagen con una identidad moderna y nacional;Academia, maestros y salones (1940-1950 ), que reúne los trabajos de los artistas que representaban los estilos que se enseñaban en las academias y se premiaban en los salones oficiales; La modernidad. Hacia 196 0, núcleo en el que puede verse artistas que intentaron una renovación de lenguaje plástico, especialmente quienes siguieron la vía de la abstracción lírica y sus derivados; Figuras y agrupaciones. Década del 60 selecciona las obras de artistas interesados en la figuración (Grupo Litoral, Grupo Espartaco, Artistas de La Boca, Artistas del Pueblo). La muestra se enmarca dentro del magnífico edificio del museo, la villa de verano que pertenecía a la aristocrática familia Ortiz Basualdo. Creada en 1909 con un proyecto de los arquitectos Luis Dubois y Pablo Pater, sigue el estilo de los castillos de la Loire francesa (aunque una reforma de 1919 varió su estilo hacia el anglonormando). Todo el mobiliario de la casa también es una obra de arte: es art nouveau y fue diseñado por el belga Gustave Serrurier. Son objetos únicos, pensados exclusivamente para esta casa.
En Villa Victoria, el exquisito Centro Cultural Victoria Ocampo, puede verse, además de la exposición permanente sobre la escritora, la muy buena muestra Carlos Gardel. Del hombre al mito . El vestuario del cantor, cartas a su madre, su guitarra, la pelota con la que jugaba de niño y hasta su “estufa de bolsillo”, dan cuenta de características personales no tan conocidas de Gardel. El recorrido por la casa de madera –comprada en Gran Bretaña y traída en barco, en 1912– es un plus. La visita a los magníficos jardines –pensados por la escritora especialmente para leer libros– es una delicia. Como complemento, un nuevo espacio dedicado al arte contemporáneo funciona donde era la casa del personal. Expone una pequeña muestra sobre Victoria Ocampo y su vínculo con el tango.
No muy lejos de Villa Victoria, cerca del puerto, se encuentra uno de los espacios más legendarios para el arte contemporáneo marplatense y nacional: Mundo Dios . Lugar de residencias de artistas, talleres, exposiciones y viviendas de artistas, el lugar –gestionado por los artistas Daniel Basso, Juan José Souto y Marcela Baltar– funciona en el gran edificio en que vivían los constructores franceses e ingleses del puerto de Mar del Plata, y en donde después existió el cabaret “My dary”, propiedad de Pepita la Pistolera. Siempre pasar por Mundodios es asegurarse un encuentro con artistas, críticos y curadores interesantes. Un micro-sistema en sí mismo, totalmente autogestionado.

Ai Weiwei criará em Berlim obra dedicada a imigrantes

By Jornal do Comercio Recife Pe.

Ele usará coletes salva-vidas deixados pelas pessoas na ilha grega de Lesbos

Publicado em 03/02/2016, às 10h24

AFP

Ai Wei Wei multiplicou nos últimos meses suas iniciativas para denunciar as políticas europeias que, segundo ele, põem em risco a vida das pessoas que tentam chegar ao seu território / Patrick Kovarik/AFP

Ai Wei Wei multiplicou nos últimos meses suas iniciativas para denunciar as políticas europeias que, segundo ele, põem em risco a vida das pessoas que tentam chegar ao seu território

Patrick Kovarik/AFP

por imigrantes na ilha grega de Lesbos para criar, em Berlim, uma obra dedicada a este êxodo e às suas vítimas - anunciaram autoridades locais, na terça-feira (3/2).
A prefeitura de Lesbos, que se tornou o principal ponto de entrada dos imigrantes na Europa, "doou 14 mil coletes salva-vidas" para este projeto, de acordo com nota divulgada pelo governo local.
"O objetivo da obra é mobilizar a comunidade internacional contra o crime cometido diariamente no mar Egeu pelos traficantes de pessoas", completou o texto.
Os coletes salva-vidas carregados pelos refugiados e imigrantes, que migram em massa para a Europa depois de cruzarem o mar Egeu entre Turquia e Grécia, tornaram-se o símbolo deste êxodo e de seus perigos.
A maioria é fabricada na Turquia e não oferece qualquer proteção em caso de naufrágio.
Nos últimos meses, o artista dissidente chinês multiplicou suas iniciativas para denunciar as políticas europeias que, segundo ele, põem em risco a vida das pessoas que tentam chegar ao seu território.
Em janeiro, ele anunciou sua intenção de criar um memorial em Lesbos, em homenagem àqueles que se afogaram durante a travessia.
Segundo as últimas estatísticas publicadas pela Organização Internacional para as Migrações (OIM), 272 pessoas faleceram no mar Egeu somente em janeiro de 2016.
Nesta terça-feira (2/2), nove imigrantes, entre eles dois recém-nascidos, morreram afogados perto da costa turca, quando tentavam chegar à Grécia.