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terça-feira, 30 de março de 2010

Curador do Prêmio Jabuti recebe Prêmio Laura Russo

Curador do Prêmio Jabuti recebe Prêmio Laura Russo



O Conselho Regional de Biblioteconomia entregou, em 12 de março (Dia do Bibliotecário), o IX Prêmio Laura Russo a José Luiz Goldfarb. Curador do Prêmio Jabuti há 20 anos, com doutorado em História da Ciência, o multidisciplinar José Luiz Goldfarb foi indicado para receber a láurea por relevantes trabalhos que tem realizados na área social e cultural. É, entre outros, coordenador de diversos programas de incentivo à leitura, como "São Paulo, um Estado de Leitores", da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo; "Letras de Luz", da Fundação Victor Civita/Energias de Portugal, nos estados do Tocantins, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul e São Paulo; e "Rio: uma cidade de Leitores", da Secretaria de Educação da prefeitura da cidade do Rio de Janeiro.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Português desenha capa para o "The New Yorker" com iPhone

Para quem não acredita nas potencialidades do iPhone esta é a prova do que se pode fazer com um telefone. Para além das habituais chamadas, sms, vídeos, pode-se também criar verdadeira obras de arte.

A última capa do jornal "The New Yorker" foi desenhada com pinceladas virtuais num iPhone. O artista é um português de nome Jorge Colombo.

O artista plástico está há 25 anos nos Estados Unidos da América e trabalha no "The New Yorker" desde 1994. Quando em Fevereiro comprou o iPhone resolveu instalar a ferramenta "Brushes Viewer", para, segundo ele, se divertir. O resultado é o que se pode ver neste vídeo de 53 segundos.

BY JORNAL DE NOTÍCIAS PT -LEIA MIAS LÁ-

domingo, 28 de março de 2010

Gal Costa quer revisitar repertório e prepara show "para matar a saudade"


Gal Costa quer revisitar repertório e prepara show "para matar a saudade"
ENVIO COLABORADOR -PROF.RANULFO CARDOSO





MARCUS PRETO
da Folha de S.Paulo, em Salvador (BA)

Desde o final dos anos 1990, o fã-clube de Gal Costa se dividiu.

Há os que a amam de maneira incondicional: para esse time, a pureza da voz está acima de qualquer questionamento, não importa o que ela grave ou como se comporte no palco.

E há os que se ressentem pelas mudanças que o tempo trouxe à cantora. Esses reclamam do fim daquele ímpeto explosivo que a moveu em outros tempos, sobretudo nos anos 1970. E esperam que ela siga descobrindo canções inéditas e revelando compositores, como fazia no passado.

"As pessoas costumam me cobrar atitude, postura, irreverência", diz. "Essas coisas aconteceram quando tinham que acontecer, especialmente no tropicalismo e na década de 70. Era um contexto mundial e eu estava inserida nele."

Gal expõe a questão sem se exaltar, como quem já se habituou a lidar com ela. "Que barreira eu vou romper agora? O que ainda posso fazer de irreverente? Gritar?", questiona.

E responde: "Não. Gritei quando isso era uma expressão válida, quando representava arma contra o regime e contra tudo o que estava acontecendo a mim e aos meus amigos exilados. Agora, o grito não faz mais nenhum sentido".
Márcio Lima/Folha Imagem
Gal Costa, cantora bahiana
A cantora Gal Costa, que pretende revisitar seu repertório no show que está preparando para a "volta" ao Brasil

Gal divide bem as duas principais facetas que a colocaram entre as maiores artistas da história da nossa música. Diz que "se adequou" ao tropicalismo "muito mais com o coração e a alma do que com a cabeça".

Mais do que uma artista experimental, ela diz, sua vocação é para o canto, em sua essência mais pura. "Não me cobre atitude, cobre música."

Com o passar do tempo, e especialmente nessa última década, os shows de Gal pelo país tenham ficado cada vez mais raros. Atualmente, sua carreira está mais baseada em turnês internacionais, sobretudo nos Estados Unidos e na Europa.

Ainda assim, ela não considera o afastamento anormal. Conta que passou por períodos de reclusão no passado. "Estava conversando disso com [Gilberto] Gil: hoje, principalmente por causa da internet, tudo é tão rápido que, se você não estiver presente todo o tempo, parece que você acabou", diz.

Mas Gal quer reverter essa impressão de ausência ainda neste ano. Está providenciando um apartamento em São Paulo, já que "quando se quer meter a cara no trabalho, tem que ser nas grandes capitais". E prepara show novo, "para matar a saudade das pessoas aqui no Brasil", em que vai revisitar o próprio repertório.
"Sou uma mulher que já passou dos 60 anos e meu grande trunfo é minha voz", diz. "Ela continua inteira, cristalina, jovem. Acompanha minha alma, meu coração e meu espírito. Canto com o mesmo tesão. Quando eu estrear, você vai dizer se assina embaixo do que estou dizendo."

sábado, 27 de março de 2010

Milhões de pessoas apagarão as luzes na Hora do Planeta

Milhões de pessoas apagarão as luzes na Hora do Planeta
26 de março de 2010 • 10h25 • atualizado às 11h45


Centenas de locais mundialmente famosos, como a Torre Eiffel ou a o la Cidade Proibida, ficarão às escuras neste sábado durante a Hora do Planeta, uma ação destinada a promover a luta contra o aquecimento climático durante o qual se prevê a participação de milhões de pessoas. Esta quarta edição, que acontece três meses depois do fracasso da cúpula do clima de Copenhague, promete ser a mais seguida, com 125 países participantes ante os 88 do ano anterior, anunciaram os organizadores.
"A acolhida dada à Hora do Planeta foi imensa. A taxa de respota é muito superior ao ano passado", afirmou com satisfação o fundador do movimento, Andy Ridley. "Supõe-se que a operação Hora do Planeta vai ultrapassar as fronteiras geográficas e econômicas", acrescentou.
O movimento nasceu em Sydney em 2007, quando 2,2 milhões de pessoas permaneceram às escuras durante 60 minutos para sensibilizar a opinião pública sobre o consumo excessivo de eletricidade e a poluição por dióxido de carbono. Organizada pelo Fundo Mundial para a Natureza (WWF), a operação adquiriu uma dimensão mundial em 2008 e no sábado, às 20h30 locais (9h30 GMT), mais de 1,2 mil edifícios apagarão suas luzes.
Muitas multinacionais como o Google, Coca-Cola, Hilton, McDonalds, Canon, HSBC ou Ikea aceitaram participar no apagão pelo bem do planeta. Sydney será, pela diferança horária, a primeira a mergulhar na escuridão, com o apagar das luzes da Ópera. Depois as luzes serão apagadas nas Pirâmides do Egito, a Fontana de Trevi e a Torre de Pisa, na Itália, ou a Torre Eiffel de Paris.
Em Pequim, a Cidade Proibida e o emblemático Ninho do Pássaro, estádio dos Jogos Olímpicos de 2008, também ficarão às escuras. Estes apagões adquirem um significado especial neste país, símbolo de um crescimento econômico fulgurante acompanhado de uma contaminação que ostenta o título de maior poluente do mundo. No Japão, o Memorial da Paz de Hiroshima participará na operação enquanto que os grupos Sony, Sharp e Asahi apagarão suas luzes em Tóquio. Em Dubai, a Burj Khalifa, a maior torre do mundo, sumirá na escuridão.
Em dezembro, a Conferência de Copenhague, sob patrocínio da ONU, desembocou em um acordo de mínimos entre 30 países, dos 192 participantes. acordo fixa como objetivo limitar a dois graus a elevação média da temperatura do planeta, mas é impreciso sobre como se conseguirá ao não cifrar objetivos a curto prazo (2020) nem a médio (2050).
Os grandes países em desenvolvimento, como a China e a Índia, se negam a aceitar obrigações vinculantes e consideram que os objetivos dos países industrializados estão muito longe de sua responsabilidade na poluição do planeta.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Chileno Rivera Leteliercom Prémio Alfaguara


LITERATURA
Chileno Rivera Leteliercom Prémio Alfaguara



Escritor ganhou um dos mais importantes galardões para a língua espanhola com o romance 'El Arte de la Resurrección'.

O escritor chileno Hernán Rivera Letelier venceu ontem, com a obra El Arte de la Resurrección, o Prémio Alfaguara de Romance, considerado um dos mais prestigiados galardões de língua espanhola. O anúncio do vencedor do prémio, no valor de 175 mil dólares (cerca de 129 mil euros), foi feito pelo presidente do júri, o romancista Manuel Vicent, na sede do grupo editorial Santillana, em Madrid.
O romance distinguido desenrola-se no deserto chileno, nas primeiras décadas do século XX, e narra as andanças de um iluminado, o "Cristo de Elqui". O júri elogiou o "alento e a força narrativa" que o romance contém, bem como "a criação de uma geografia pessoal através do humor, do surrealismo e da tragédia".
Poeta, contista e, sobretudo, romancista, Rivera Letelier (nascido em Talca, em 1950) é um dos escritores de maior êxito do seu país. Distinguido por duas vezes com o Prémio do Conselho Nacional do Livro, Rivera Letelier foi mineiro nas salinas do deserto chileno de Atacama, "o mais cabrão do mundo", como ele costuma dizer, e nesse cenário situou vários dos seus romances. Publicou, entre outros, os romances La Reina Isabel Cantaba Rancheras, Himno del Ángel Parado en una Pata, Fatamorgana de Amor con Banda de Música, El Fantasista, Mi Nombre es Malarrosa e La Contadora de Películas.
O romance El Arte de la Resurrección será publicado simultaneamente em Espanha e na América Latina.
Tags: Artes, Livros

terça-feira, 23 de março de 2010

Diversidade do Festival Nação Cultural une Nando Reis e caboclinhos em Goiana-PE






Do JC Online
Nando Reis é atração na Terra dos Caboclinhos neste sábado
Nando Reis é atração na Terra dos Caboclinhos neste sábado

Foi anunciada, nesta segunda-feira (22), a programação do Festival Pernambuco Nação Cultural da Mata Norte, que tem na cidade de Goiana o start para um evento que contemplará 11 municípios da Mata, Agreste e Sertão do Estado. Segundo a Fundarpe (Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco), o circuito valoriza não só as manifestações típicas de cada local, mas também o desenvolvimento sustentável e a economia.

A partir desta quarta-feira, a chamada Terra dos Caboclinhos abre as portas para sete dias de diversidade cultural: do tradicional Encontro de Caboclinhos a show pop com o cantor Nando Reis, a agenda contempla cortejos pelas ruas do centro, oficinas, Fórum Regional de Cultura e muitos shows em palcos pela cidade. Tudo com entrada franca.

Durante o festival, a cidade reinaugura seu Cine-teatro Polytheama, que passou dois anos fechado e abre as portas com programação de artes cênicas e de cinema. Foram R$ 2 milhões investidos nas obras do espaço, que passa a oferecer 220 lugares para o público, a partir do dia 26.


CONFIRA A PROGRAMAÇÃO:

»Quarta, 24

FÓRUM REGIONAL DE CULTURA DA MATA NORTE
A partir das 9h
Local: Sesi

»Quinta, 25

OFICINAS
Local: Faculdade Autarquia Municipal de Ensino Superior de Goiana

Oficinas Institucionais

- Gestão e Prestação de Contas – Pontos de Cultura
25 de março
9h às 12h e 14h às 17h

OFICINAS DE FORMAÇÃO CIDADÃ

- Cultura, Direito e Diversidade
25 de março
9h às 12h e 14h às 18h

OFICINAS DE LINGUAGEM

- Pífano
25, 26 e 29 de março
14h às 17h

-Mamulengo
25 a 30 de março
14h às 18h

- Papel Machê
25 a 30 de março
14h às 18h

PALCO PERNAMBUCO NAÇÃO CULTURAL

A partir das 20h

Local: Avenida Nunes Machado
Observa e Toca – Seletiva Mata Norte

»Sexta, 26

OFICINAS

Local: Faculdade Autarquia Municipal de Ensino Superior de Goiana

Oficinas Institucionais
- Birô Pontos de Cultura
9h às 12h e 14h às 17h

Oficina de Formação Cidadã
- Maracatus e Caboclinhos: estratégias de resistência e afirmação do povo negro em Pernambuco
19h às 21h

ENCONTRO REGIONAL DE COMUNICAÇÃO
14h30
Local: Sesi

PALCO PERNAMBUCO NAÇÃO CULTURAL

A partir das 20h
Local: Avenida Nunes Machado
Observa e Toca – Seletiva Mata Norte
Encerramento com show de Josildo Sá

TEATRO
20h
A Chegada da Prostituta no Céu

»Sábado, 27

CORTEJOS

A partir das 7h
Local: Concentração na entrada da cidade
Clube Carnavalesco Misto Lenhadores de Goiana
Filarmônica 28 de Junho
Orquestra de Frevo Revoltosa
Orquestra Popular da Mata Norte

A partir das 16h
Orquestra Euterpina Juvenil Nazareno (CapaBode)
Bloco Caravana Andaluza
Maracatu Carnavalesco Misto Leão Coroado
Maracatu Burras Vencedoras
Pretinhas do Congo de Goiana
Orquestra 22 de Novembro
Associação Musical Euterpina de Timbaúba

Programação do Cine-teatro Polytheama

CINEMA

18h (Classificação: livre)
Curtas-metragens:
- A Cambinda do Cumbe, de Luiz Hélio Barreto
- O Homem da Mata, de Antônio Carrilho
- Fuloresta do Samba, de Marcelo Pinheiro
- CINENAZA - Mais Cultura em Nazaré da Mata, de Cléber Amorim e Waston Ferreira
- O Rei do Coco, de João Marcelo Ferraz

19h30 (Classificação: 18 anos)
- Baixio das Bestas, de Claudio Assis

PALCO PERNAMBUCO NAÇÃO CULTURAL

A partir das 20h
Local: Avenida Nunes Machado
Banda Musical Saboeira
Família Salustiano e a Rabeca Encantada
Ticuqueiros
Nando Reis

»Domingo, 28

CORTEJOS

A partir das 16h
Local: Concentração na entrada da cidade
Maracatu Estrela Brilhante de Recife
Maracatu Leão Dourado
Maracatu Estrela da Tarde
Boi Jardim
Maracatu Leão Vencedor de Chã de Alegria
Maracatu Coração Nazareno
Cavalo Marinho Estrela Brilhante de Condado

PALCO PERNAMBUCO NAÇÃO CULTURAL

A partir das 17h
Local: Avenida Nunes Machado
Palavra Cantada
Sociedade Musical Curica
Sérgio Cassiano
Fim de Feira

TEATRO
17h
Guerreiros da Bagunça

CINEMA

17h (Classificação: livre)
Curtas:
- A Quase Tragédia de Mané, ou O Bode que ia Dando Bode
- A Revolta do Boêmio, de Elthon Taurino
- Coco de Yá, de Charles Wolf
- Maracatu Maracatus, de Marcelo Gomes
- Olé Laurinda, o canto das raspadeiras de mandioca, Everaldo Costa Santana

20h (Classificação: 18 anos)
- Amigos de Risco, de Daniel Bandeira

»Segunda, 29

OFICINAS

Local: Faculdade Autarquia Municipal de Ensino Superior de Goiana

Oficinas Institucionais

- Educação Patrimonial
29 de março
9h às 12h e 14h às 18h

- Elaboração de Projetos
29 e 30 de março
9h às 12h e 14h às 18h

Oficina Formação Cidadã
- Quilombolas Catucá
14h às 17h

PROGRAMAÇÃO DO CINE-TEATRO POLYTHEAMA
Oficina
- Indústrias Criativas
19h às 21h

PALCO PERNAMBUCO NAÇÃO CULTURAL

A partir das 20h
Local: Avenida Nunes Machado
Desafio de Cantadores

»Terça, 30

Oficinas Institucionais

- Elaboração de Projetos
29 e 30 de março
9h às 12h e 14h às 18h

- Funcultura
30 de março
14h às 18h

A partir das 17h
Local: Concentração na entrada da cidade
Encontro de Caboclinhos

Oficinas de formação cidadã
- Heroínas de Tejucupapo
30 de março
19h às 21h

- A Dinâmica da Interculturalidade Popular
30 de março
19h às 21h
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domingo, 21 de março de 2010

Por la economía, el arte contemporáneo en la Argentina aún es frágil"




ENTREVISTA ROBERT STORR DECANO DE ARTES DE LA UNIVERSIDAD DE YAL
by REVIST A`N EL CLARIN AR
"








Según el experto estadounidense, el mundo del arte ahora le presta atención a Latinoamérica.
Por: Mercedes Pérez Bergliaffa
ESPECIAL PARA CLARIN
STORR. "El arte hace dos cosas: cristaliza pensamientos y también crea algo nuevo en el mundo."
De ojos claros y mirada oculta, dueño de una enorme estatura, el prestigioso curador Robert Storr engaña: en persona, parece cualquier cosa menos poderoso. Y esto, en el mundo del arte, es señal de inteligencia. Nadie imaginaría, al verlo pasar, que este señor de unos cincuenta y pico de años, de hablar tranquilo y humor calmo, fue el primer norteamericano en dirigir la Bienal de Arte de Venecia, la más prestigiosa del mundo. Y que estuvo situado en el "ránking" del arte (sí, en el arte contemporáneo también hay "top 5") como una de las diez personas más influyentes del mundo.

Luego de pasar una semana en la Argentina invitado por la sede local de la Universidad de Yale (institución donde enseña) y a sólo horas de volver a sus pagos, Storr se entrevistó con Clarín al final de un día ajetreado en el que dictó, al hilo, dos largas conferencias, una en el MALBA y otra en el Museo Nacional de Bellas Artes.

¿Qué es lo que tiene el arte que lo hace tan interesante para usted?

Creo que el arte hace dos cosas: en primer término, cristaliza pensamientos. Es un lugar en el que los pensamientos comienzan a tener forma. Y también crea algo nuevo en el mundo, algo que nunca jamás ha sido visto antes, que nunca jamás antes existió.

¿Dónde encuentra, en el mundo del arte, los mayores prejuicios?

La mayoría, en el mundo académico, más que en la producción de un trabajo curatorial y de exhibición. Pero tanto en un mundo como en el otro hay prejuicios. Y también hay mentiras. Esto pasa porque el arte está conectado con el poder y con el dinero. Y por supuesto que hay gente que miente para poder acceder a algo de eso.

Es la tercera vez que nos visita. ¿Por qué viajó anteriormente?

Vine a principios de los 90 con una beca de la Fundación Antorchas, a conocer el país y su panorama artístico. Y en 2006, a propósito de la Bienal de Venecia que me tocó dirigir (la de 2007). Ese año estuve dos semanas en Argentina, hablando con Guillermo Kuitca (quien fue "el" artista argentino invitado oficialmente a participar de la Bienal). También vi muchos trabajos de artistas que me gustaron, pero no tenía suficiente espacio en Venecia para exhibirlos. Ahora estoy recordando lo que vi y conocí y guardándolo para una futura exhibición.

Ahora estuvo visitando Rosario. ¿Por qué eligió ir a esa ciudad?

Fui para que la artista Graciela Carnevale me hablara sobre "Tucumán arde".

¿Cómo ve el arte contemporáneo local?

Creo que, en algunas áreas, el arte contemporáneo aquí es todavía una estructura frágil, debido a la economía del país y todo lo que se relaciona con ella. Aunque también hay instituciones que hacen acciones fuertes y que están establecidas hace mucho tiempo. Por ejemplo, el Museo Nacional de Bellas Artes. El MALBA también es fantástico. Y los proyectos que se hicieron con las becas Kuitca fueron fuertes en su momento, porque ayudaron al nuevo arte y a los artistas que estaban por venir al sistema. Sé que la comunidad internacional, desde hace un par de décadas, sigue de cerca lo que pasa en Latinoamérica respecto del arte, específicamente en Argentina, Brasil, Venezuela, Uruguay y Chile. Estos son países-claves y hay mucha atención puesta en el arte que se produce. Por eso, cualquier cosa que ocurra aquí de ahora en más no va a ocurrir en una aislamiento tan grande. En síntesis, creo que Argentina es un lugar donde poner el ojo y considerar. Hay mucha historia y muchas cosas buenas, pero creo que en el arte, las piezas todavía no se ensamblaron, no se juntaron. Ahora es el momento, el punto donde podrían y deberían hacerlo. Pero, ya sabe, quizás yo esté equivocado, dado que soy extranjero.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Imagens da loucura

enviada por Marcelo Luiz Galli -Especiais
Imagens da loucura
16/3/2010

Por Fábio Reynol

Agência FAPESP – A professora de artes Tatiana Fecchio da Cunha
Gonçalves reuniu cerca de 800 imagens de doentes mentais em hospitais
psiquiátricos, entre elas algumas registradas por quatro fotógrafos ao
longo da segunda metade do século 20 em instituições brasileiras.

O trabalho foi feito para o doutorado no Instituto de Artes da
Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), para o qual contou com
Bolsa da FAPESP. Intitulada “A representação do louco e da loucura nas
imagens de quatro fotógrafos brasileiros do século 20: Alice Brill,
Leonid Streliaev, Cláudio Edinger, Cláudia Martins”, a tese foi
defendida e aprovada no fim de janeiro.

“Há um conjunto de construções e elementos formais que tomam o ‘louco’
por diverso, de outra ordem, patológico, a distância”, disse à Agência
FAPESP. A inspiração para o estudo surgiu durante o mestrado, quando
Tatiana deparou com retratos de doentes mentais registrados por Alice
Brill e pelo artista plástico Lasar Segall. “Achei intrigante o
interesse deles pelo tema”, disse.

Por meio de um levantamento histórico detalhado, Tatiana recuperou
imagens e conceitos produzidos a partir do século 17, quando surgiram
os primeiros espaços de internação para doentes mentais.

Segundo ela, a loucura tem sido compreendida de diferentes maneiras ao
longo do tempo. No entanto, as suas representações mantiveram alguns
aspectos que chegaram até os dias atuais. “É o caso do louco visto
como o diferente, o outro, o que deve ser isolado”, disse Tatiana.

Esse distanciamento entre o fotógrafo e o doente chega a ser
delimitado em algumas fotos por meio da presença de grades nas cenas
com o enfermo atrás delas.

Também são mantidos nas representações mais recentes, segundo a
pesquisa, alguns elementos antigos de tipificação da loucura, como o
louco melancólico das obras do pintor alemão Albrecht Dürer, no início
do século 16, e o louco introspectivo segurando a cabeça, presente na
Iconologia do escritor italiano Cesare Ripa no século 17.

Outras representações ainda ressaltam a bestialidade e a
agressividade, passando, segundo Tatiana, a ideia de ameaça, como se o
louco possuísse uma força imensurável.

Para a autora, muitas dessas imagens, realizadas há séculos,
naturalizaram uma forma de compreender o louco como diverso, em sua
“carga de alteridade”, segundo ela refere, constituindo ainda no
século 20 “a ideia de que o louco deve ser afastado da sociedade”,
afirmou.

Tatiana não se deteve na representação artística, tendo investigado
também as ilustrações que a medicina produziu para registrar a
loucura. Os estudos fisionômicos e as medições de índices corporais,
segundo conta, eram utilizados como elementos para diagnósticos e para
traçar teorias a respeito da insanidade mental.

“Por esse motivo, a fotografia assumiu uma grande importância para a
psiquiatria e para teorias que associavam fisionomias a determinados
comportamentos”, disse.

Um desses estudos mais famosos é o do italiano Cesare Lombroso, que
associou características e defeitos faciais a comportamentos
criminosos. Nesse aspecto, Tatiana ressalta que a fotografia assumiu,
pela suposta objetividade do aparato técnico, um reconhecimento
importante como instrumento científico.

Reforma psiquiátrica

Na segunda parte da tese, a autora analisa a produção dos quatro
fotógrafos que compõem o cerne de seu trabalho: Alice Brill, fotógrafa
e artista plástica alemã que retrata o Hospital do Juquery (SP), no
ano de 1950; Leonid Streliaev, repórter fotográfico que fez imagens do
Hospital São Pedro (RS) em 1971; Cláudio Edinger, que também
fotografou o Juquery em 1989 e 1990; e Cláudia Martins, que produziu
imagens da Colônia Juliano Moreira, no Rio de Janeiro, enquanto era
estudante de jornalismo, de 1997 a 1999.

O período desses ensaios corresponde às mudanças provocadas pela
reforma psiquiátrica iniciada na década de 1960. Tatiana contou que o
fim da Segunda Guerra Mundial trouxe questionamentos à sociedade em
relação aos padrões de “normatização”, os quais eram impostos
especialmente em instituições como as escolas, as prisões e os
manicômios.

“Com a reforma foram questionados os tratamentos da época e a doença
mental passou a ser compreendida menos como uma doença dos corpos e
mais como um reflexo de dinâmicas sociais”, revelou a pesquisadora.

Paradoxalmente, a autora ainda encontrou na segunda metade do século
20 resquícios da caracterização da loucura de tempos anteriores, o que
mostra, segundo ela, que a ruptura com os antigos estigmas não foi tão
grande. Outra hipótese é a de que a crítica proposta pela reforma
psiquiátrica ainda está em processo, o que ainda deve provocar
alterações na forma visual de representação da loucura.

“O fotógrafo [do século 20] ainda não partilha o espaço do
fotografado, ele não está no mesmo lugar do outro”, disse. Dentre os
fotógrafos estudados há uma tentativa mais explícita de rompimento com
essa postura somente no trabalho de Cláudia Martins, segundo a
pesquisadora.

“Ela procurou fazer com que os pacientes participassem da construção
da imagem, eram eles que escolhiam o pano de fundo do cenário, a pose
que fariam na foto e se estariam ou não acompanhados por outros
internos”, apontou.

O estudo também traçou as mudanças nas relações da sociedade com os
doentes mentais ao longo do tempo. Em 1950, por exemplo, Alice Brill
foi aconselhada por amigos a não entrar no Juquery porque estava
grávida, sob a justificativa de que os loucos poderiam “influenciar” o
bebê. Já as imagens de Edinger, no fim dos anos 1980, trazem um tema
inédito em trabalhos desse gênero: a homossexualidade.

Uma das conclusões da autora é a desconstrução do mito da objetividade
da fotografia e do fotógrafo, afirmação recorrente no advento dessa
técnica. Diante da pintura, a fotografia era tida como descrição exata
da realidade a ponto de garantir registros objetivos à medicina, de
acordo com a pesquisa.

“Essa objetividade é aparente, a fotografia é composta de escolhas do
fotógrafo: onde os objetos serão colocados, quais lentes serão usadas,
qual será o cenário, entre outros”, disse. Em todo o material
fotográfico analisado está presente a tensão anormalidade/diverso e
normalidade/identidade ligados à representação do “louco”.

Esse aspecto foi relembrado por ela e associado às ideias do filósofo
francês Michel Foucault, para quem a loucura seria o campo de exclusão
social do diverso. A exclusão estaria associada ao advento das
cidades, segundo Tatiana. “As cidades exigiram indivíduos muito bem
comportados e isolaram quem não se enquadrava em seus padrões, como
leprosos, prostitutas e loucos”, disse.

No entanto, ao contrário de outros estigmas, a loucura poderia ser
aplicada a qualquer um. Por isso, foi muito usada como instrumento de
poder. “Com diagnósticos subjetivos, qualquer comportamento fora dos
padrões vigentes poderia ser diagnosticado como loucura”, disse
Tatiana. Como exemplo, cita uma mulher internada como louca no
Hospital Pedro II, no início do século passado, porque resolveu
dissolver o casamento logo após a noite de núpcias.

De acordo com a orientadora de Tatiana, a professora Cláudia Valladão
de Mattos, do Departamento de Artes Plásticas da Unicamp, um sinal da
qualidade do trabalho foi a sua grande receptividade em instituições
internacionais.

“Em países como França e Alemanha, com forte tradição artística, a
pesquisa de Tatiana teve uma ótima receptividade”, disse a professora,
explicando que o trabalho foi aceito em todos os eventos europeus em
que se inscreveu.

“Eles têm muito interesse em conhecer dados sobre o Brasil. O material
reunido por Tatiana é considerado raro e importante para a comparação
com estudos similares feitos em instituições de tratamento europeias”,
disse.

O interesse estrangeiro pelo trabalho ficou evidente durante os dez
meses da pesquisa que Tatiana passou na Inglaterra na Wellcome Trust
for the History of Medicine da University College London, período no
qual contou com bolsa de doutorado com estágio no exterior da
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Cláudia também destaca o aspecto interdisciplinar da tese que envolveu
arte, história e a medicina psiquiátrica. “A tese também é importante
para a história da arte, e abre um campo enorme a ser investigado”,
disse.

Tatiana pretende continuar a pesquisa por meio de um pós-doutorado.
Dessa vez, quer analisar imagens de vídeo de doentes mentais. “Durante
a pesquisa entrei em contato com um material muito grande que pretendo
aproveitar agora estudando as imagens em movimento”, disse.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Adaptação Criador de Lost levará livro sobre o 11 de Setembro ao cinema

BY JC RECIFE -PE

O diretor e roteirista J.J. Abrams, criador da série "Lost", levará ao cinema o aclamado livro "Let the Great Word Spi", do irlandês Colum McCann, que ganhou o prêmio nacional de literatura dos Estados Unidos em 2009.
McCann confirmou em entrevista à Agência Efe em Nova Iorque que atualmente trabalha 'mano a mano' com Abrams em um roteiro para adaptar o livro para o cinema. "Estou escrevendo o roteiro com Abrams e realmente acho que vai ser um bom filme, porque o livro é muito cinematográfico", explicou.

O escritor disse que não pode dar mais detalhes, embora esteja "tranquilo por estar nas boas mãos de um mestre do cinema".

McCann, que também é autor dos livros "Zoli", "Dancer" e "The Slide of Brightness", reconheceu que sua obra é influenciada pela linguagem do cinema, mas assegurou que, apesar de um ou outro flerte com a sétima arte, pretende "ser fiel" a seus livros para "sempre".

"Let the Great Word Spi" é um retrato da Nova Iorque dos anos 70. Ele cruza a história de vários personagens que observaram na época o artista francês Philippe Petit passar de uma Torre Gêmea a outra em um corda bamba.
Além do Prêmio Nacional de Literatura, o autor ganhou o respaldo de grande parte da crítica, que considerava o romance um dos melhores livros sobre Nova Iorque.

Embora a obra transcorra em 1974, o texto nasceu do "desejo específico" de McCann de escrever sobre os atentados de 11 de Setembro de 2001 contra o World Trade Center e de fazê-lo "de uma maneira nova".
"Não queria escrever diretamente sobre o 11 de Setembro, mas em um nível mais poético, portanto criei uma alegoria entre a cidade dos anos 70 e a de agora. Tentei pensar na arte da criação, exemplificando na façanha de Petit, em contraposição à arte da destruição que significou os ataques terroristas", explicou.

Ao falar da queda dos personagens Corrigan e Jazzlyn, McCann espera construir "uma ponte alegórica entre as duas épocas marcadas por guerras, como a do Vietnã e a do Iraque, e outros assuntos que continuam no centro das atenções até hoje".

Para o autor, o livro questiona "se uma nação, como um ser humano, é capaz de se recuperar de uma catástrofe dessa magnitude".

Ele fala com carinho dos personagens que povoam o romance: um sacerdote irlandês que vive entre prostitutas no Bronx e um grupo de mães se reúnem para chorar os filhos mortos no Vietnã.

Os livros de McCann já foram traduzidos para 30 línguas e o romance "Let the Great Word Spi" deve ser publicado no Brasil em setembro pela editora Record com o nome "Deixe o grande mundo girar".

"Espero que os leitores encontrem em meu livro a decência que quero transmitir e a noção que todos somos, em muitos sentidos, como é o artista na corda bamba".

McCann era muito amigo de outro irlandês estabelecido em Nova Iorque, Frank McCourt (1930-2009), autor de "As cinzas de Ângela" com que é comparado com frequência. Ele assegura que, "apesar de suas diferenças literárias", via o escritor como "um irmão" cuja morte ainda sente.

Fonte: EFE

domingo, 14 de março de 2010

Periódico Cadernos de Cultura, que mostrará cultura da PB, é lançado em Brasília


by CLIKPB

Em meio às discussões que estão ocorrendo na II Conferência Nacional de Cultura, em Brasília, artistas, produtores culturais, investidores e gestores da cultura vão poder conhecer um pouco da cultura da Paraíba. É que dentro desta programação o Subsecretário de Cultura da Paraíba, David Fernandes, fará o lançamento do mais novo periódico na área cultural do Estado: o Cadernos de Cultura nº 01, publicação de responsabilidade da Subsecretaria Executiva da Cultura que pretende, neste número e nos que ocorrerão a cada dois meses, divulgar opiniões e idéias dos diferentes campos da cultura, produzidas por autores locais ou convidados, além de prestar contas das ações da Subsecretaria da Cultura.

A Subsecretaria Executiva da Cultura do Estado da Paraíba resolveu, propor um periódico totalmente dedicado à difusão e ao debate sobre a nossa produção cultural, com o nome de Cadernos de Cultura – numa justa homenagem a José Simeão Leal, um dos mais destacados divulgadores da cultura brasileira.

O periódico será distribuído entre artistas, professores e instituições culturais e de ensino do Estado. Nesta edição, como homenagem póstuma, será publicada a obra fotográfica de Marcos Veloso, nosso saudoso Paviva.

O Professor David Fernandes afirma que a revista também estará aberta a todos aqueles que no desejo de colaborar com suas idéias, possam contribuir para a manutenção da publicação, dentro dos propósitos de ser um veículo difusor do pensamento cultural e artístico.

A edição geral da revista é de Dyógenes Chaves e o jornalista responsável é Elinaldo Rodrigues, Gerente Executivo de Apoio à Cultura da Subsecretaria Executiva de Cultura.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Projeto do Maior São João do Mundo 2010 será lançado no próximo dia 16


















A Prefeitura Municipal de Campina Grande apresenta na próxima terça-feira (16) o projeto da edição 2010 do Maior São João do Mundo, durante uma festa de lançamento que acontecerá às 20h no Garden Hotel.

Autoridades, profissionais da imprensa, representantes de setores ligados ao turismo, ativistas culturais, artista de forró, da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), da Associação Comercial e da Federação das Indústrias do Estado da Paraíba (FIEP) são esperadas para o evento. Os convidados serão recepcionados por casais juninos ao som de trios de forró, além de poderem degustar comidas típicas da região.

Na ocasião, o prefeito Veneziano Vital do Rêgo e o secretário de Desenvolvimento Econômico, Alex Azevedo irão apresentar as novidades do São João de Campina deste ano.

Uma das novidades do lançamento será uma apresentação de cavaleiros que chegarão ao local do evento em cavalgada conduzindo as bandeiras da Paraíba, de Campina Grande e o estandarte de São João Batista. Haverá uma média de 30 a 40 cavalheiros nessa cavalgada e que normalmente participam de atividades diversas nos Distritos da cidade e arredores.

O Melhor do Mundo – Os festejos juninos de 2010 têm início no dia 04 de junho, estendendo-se até 04 de julho. Serão trinta dias de muito forró e animação. Inovações que deram certo em 2009 se repetirão em 2010, a exemplo da instalação de câmeras de segurança e da Internet grátis no Parque do Povo.

Uma das novidades este ano, é a extensão da festa para o Parque Evaldo Cruz (Açude Novo), onde acontecerão manifestações culturais no local. O secretário Alex Azevedo garantiu que a Prefeitura de Campina apresentará mais inovações para o São João 2010.

quinta-feira, 11 de março de 2010

I Concurso de Poesia Amigos do Livro / Flipoços - 2010



O Portal Amigos do Livro e a GSC Eventos Especiais estão organizando o I Concurso de Poesias Amigos do Livro / Flipoços - 2010, para autores brasileiros, maiores de 16 anos, residentes no Brasil.

O tema é livre e a inscrição é grátis.

O Concurso tem por objetivo descobrir novos talentos e promover a literatura brasileira.

Inscrições: até 31 de março de 2010, somente pela Internet, através do Portal Concursos e Prêmios Literários.

Ao fazer a inscrição, o Autor estará concordando com as regras do concurso, inclusive autorizando a publicação da obra em antologia pela Scortecci Editora e responderá por plágio, cópia indevida e demais crimes previstos na Lei do Direito Autoral.

GSC Eventos Especiais, empresa responsável pelo FLIPOÇOS - Festival Literário de Poços de Caldas, escolherá uma Comissão Julgadora composta de 3 (três) membros de renomado prestígio literário e uma Comissão Organizadora que resolverá os casos omissos deste regulamento, se houver.

REGULAMENTO

O Autor poderá participar com 1 (uma) POESIA, de no máximo 3 (três) páginas, digitado em Word, corpo 12, fonte Arial. Os trabalhos deverão estar em língua portuguesa, o que não impede o uso de termos estrangeiros no texto. A POESIA deverá ter obrigatoriamente um título. Não há necessidade de pseudônimo. Não há necessidade de ser inédita.

INSCRIÇÃO: Somente pela Internet utilizando-se da Ficha de Inscrição: AQUI.

PRÊMIO:

Publicação em Antologia de 40 (quarenta) trabalhos selecionados pela Comissão Julgadora do I Concurso de Poesia Amigos do Livro / Flipoços - 2010.

A título de Direito Autoral cada autor receberá gratuitamente 5 (cinco) exemplares da antologia editados pela Scortecci Editora e entregues pela GSC Eventos Especiais.

JURADOS:

Alencar Mayrink
Betty Vidigal
João Scortecci


RESPONSABILIDADES:

GSC Eventos Especiais: 1) Escolha e Indicação da Comissão Julgadora do Concurso; 2) Promoção e Divulgação do I Concurso de Poesia Amigos do Livro / Flipoços - 2010; 3) Envio e postagem dos exemplares da antologia para os 40 (quarenta) Autores Vencedores do I Concurso de Poesia Amigos do Livro / Flipoços - 2010.

Scortecci Editora: 1) Editoração e Impressão da antologia do I Concurso de Poesia Amigos do Livro / Flipoços - 2010; 2) Lançamento da obra no estande da editora durante a Bienal Internacional do Livro de São Paulo, no Anhembi, em agosto de 2010; 3) Comercialização da obra ao preço de R$ 20,00 cada através da Livraria e Loja Virtual Asabeça; 4) Inscrições e suporte pela Internet através do Portal Concursos e Prêmios Literários.

Dados Técnicos da Obra:

400 (quatrocentos) exemplares, formato 14 x 21 cm, miolo Preto e Banco, capa 4 cores em papel em supremo 250 gramas, sendo: 200 (duzentos) exemplares para os Autores Vencedores do I Concurso de Poesia Amigos do Livro / Flipoços, 50 (cinquenta) exemplares para a GSC Eventos Especiais, 50 (cinquenta) exemplares da Divulgação / Mídia e 100 (cem) exemplares para a Scortecci Editora comercializar ao preço de R$ 20,00 cada, através da Livraria e Loja Virtual Asabeça.

Autores vencedores do I Concurso de Poesia Amigos do Livro / Flipoços - 2010 poderão adquirir exemplares extras diretamente com a editora com 50% de desconto, mais despesas de remessa.

Após 1 (um) ano da data do lançamento, havendo ainda livros em estoque, os mesmos serão doados para a GSC Eventos Especiais, para divulgação e promoção da Flipoços.

CRONOGRAMA:

- Inscrições: até 31 de março de 2010.

- Resultado: De 24 de Abril a 02 de maio de 2010 durante o 4º Flipoços - Festival Literário Nacional de Poços de Caldas.

- Lançamento da Antologia do I Concurso de Poesia Amigos do Livro / Flipoços - 2010 - em agosto de 2010, no estande da Scortecci, durante a Bienal Internacional do Livro de São Paulo, no Anhembi, SP.

Informações: flipocos@concursosliterarios.com.br

domingo, 7 de março de 2010

CAETANO VELOSO"Hago solamente lo que puedo" Casi a sus 70 años, el músico brasileño vuelve a Buenos Aires con una formación roquera

POR EL CLARIN REVISTA Ñ
. En esta entrevista, sintetiza la relación entre la poesía y la música popular de su país.
Por: Jorge Fondebrider.

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De acuerdo con estadísticas recientes, Brasil tiene cerca de 193 millones de habitantes, entre los cuales se registra un nivel de analfabetismo que alcanza al 10% de la población. Por otra parte, de las personas aptas para votar, sólo el 56% tiene cumplida la escolaridad primaria. Nada de esto impidió que, cuando Caetano Veloso editó su álbum "Cinema trascendental", en 1979, muchas de esas personas escucharan por la radio "Elegia", un bolero compuesto por el músico Péricles Cavalcanti, sobre la traducción de un poema del metafísico inglés John Donne (1572-1631), realizada por el poeta concretista Augusto de Campos. Entonces, no hay otro remedio que comenzar señalando que la cultura de Brasil funciona así, mezclando lo alto con lo bajo, conformando un espacio para nada compatible con el concepto de cultura que existe en otras partes del mundo. Esa ha sido la arcilla primordial de los grandes artistas brasileños y lo que nos permite entender que, si las circunstancias lo conceden y se dejan de lado el populismo y la charlatanería, incluso lo más complejo y refinado puede abrirse paso y llegar a ser verdaderamente popular. ¿Cómo? Consultado por Clarín, a pocos días de su enésima visita a Buenos Aires, Veloso responde: "Brasil es un país salvaje, territorialmente muy grande, densamente mezclado desde el punto de vista racial, lleno de desequilibrios sociales heredados de la época de la esclavitud –de hecho, la última en abolirse en Latinoamérica– y, para colmo, hablamos portugués en un continente donde se habla fundamentalmente en español. No nos queda otra: tenemos la oportunidad de ser originales. Es probable que esa sea también una responsabilidad. Tantas desventajas históricas y geográficas sólo pueden remontarse cuando se las interpreta como una bendición. Y, para poder hacerlo, no hay otro remedio que la originalidad".

- En ese contexto, ¿usted, que musicaliza a Oswald de Andrade, que hace hablar en una canción a Lévi-Strauss y que es capaz de reunir a los Beatles con Michael Jackson, se considera intelectual?

- Alguna vez, dije que era uno de los cantantes populares brasileños con más imagen intelectual, pero al hacerlo me estaba tomando el pelo a mí mismo. No significa esto que no tenga mis puntos de vista políticos o estéticos como todo el mundo. De hecho, es de dominio público que los tengo. Pero sólo los aplico a la hora de juzgar la creación ajena. Son circunstancias íntimas que, de tanto en tanto, se hacen públicas, pero que no están presentes como juicios conscientes a la hora de componer o a la de considerar aquello que compongo y grabo, aunque sí cuando estructuro lo que luego se transforma en un show.

- ¿En qué sentido?

- Veo mis shows como películas llenas de ecos internos referidos a imágenes e ideas. Yo sé que un show se arma a base de canciones, pero también me gusta pensar que hay allí algo más. En cierto sentido, un show también se "compone".

- Ya que hablamos de composición, ¿qué viene primero: letra o música? ¿A partir de qué empieza a componer una canción?

- No hay un método. Pero es frecuente que me venga una idea con pocas palabras y algo de música. De ese fragmento, desarrollo una melodía que, a su vez, pide más palabras. Me veo muy a menudo llenando de palabras una melodía larga que nació de una frase con palabras cantadas.

- En "Cê" y en "Zii e Zie" usted cambió una vez más de dirección, dejando atrás una larga colaboración con Jacques Morelenbaum. ¿Qué lo determinó a dar este nuevo giro en su carrera? ¿Sentía que había agotado una etapa?

- No sentí que hubiese agotado una etapa. Creo que haré cosas con Morelenbaum y con los percusionistas de Bahía en el futuro. Con Pedro Sá –con quien había trabajado anteriormente– teníamos el deseo de hacer algo cercano al indie rock. Él me sugirió el bajo de Ricardo Dias Gomes y la batería de Marcelo Callado, y ambos fueron perfectos. Primero, pensamos en hacer un disco bajo un heterónimo, donde mi voz estaría cambiada electrónicamente. Después decidimos hacerlo con voz reconocible y mi nombre en la portada. Era un proyecto paralelo que se convirtió en trabajo central. Para mí, tiene gran significación, dadas las relaciones ricas y oblicuas que he tenido con el rock desde los tiempos del tropicalismo.

- Por la formación empleada en estos discos, uno se siente tentado a pensar que usted parece decidido a servirse de un esquema rockero, pero sin hacer rock. ¿Es esto posible?

- Sí. Pero también se puede decir que es rock lo que se hace ahí, sólo que quien lo hace es alguien de Brasil que, además de ser un conocedor apasionado de la tradición popular brasileña, ha pensado y dialogado con el rock a partir de mediados de los años 60.

- Da la impresión de que el fenómeno del rock, al menos en Brasil, fue menos derivativo que en otras partes de Latinoamérica. Finalmente, la banda que acompañaba a Elis Regina en los años 70, tenía un espíritu más roquero que las pálidas copias del rock británico que tenían lugar por esos mismos años en la Argentina. ¿Dónde está la diferencia?

- Me acuerdo de grabaciones de Elis (algunas canciones de Belchior, una de Roberto Carlos) que tenían algo del rock. Pero las bandas que la acompañaban eran siempre más del tipo "música sofisticada", con excelentes músicos que suenan como grandes profesionales de estudio. Sin embargo, es verdad que la intensidad natural de una cantante tan grande como Elis es más rock que la mayoría de las cosas que hacen muchos roqueros anglosajones oficiales. Imitaciones brasileñas o argentinas, francesas o suecas, estarán siempre lejos de cosas así de fuertes. Pero igual se puede decir que Nelson Cavaquinho es más rock que Paralamas o incluso que Coldplay. ¿O sería más preciso decir que hay más samba en Pixies que en mi "Zii e Zie"?

- Cuando se revisa su discografía, uno ve que usted ha pasado por la mayoría de los géneros musicales de Occidente. Sin embargo, llama la atención la ausencia del jazz. ¿A qué se debe?

- En muchos sitios catalogan mis discos bajo la palabra "jazz". Lo que suena a bossa nova cae en ese nicho. Pero es verdad que no tengo talento para", nunca me entregué a una improvisación rica sobre una base armónica. Sin embargo, grabé "Sophisticated Lady" en "A foreign sound", y "Smoke gets in your eyes" con una orquesta compuesta sólo de saxofones. Mis versiones de canciones de los Beatles y de Michael Jackson están más cerca del cool jazz que del rock. Empecé oyendo a Thelonious Monk, a Miles Davis y, gracias a João Gilberto, a Chet Baker. Y la estética es para mí más entrañable que el rock. El rock no me interesaba para nada hasta mediados de los años 60.

- Disco a disco usted nos ha acostumbrado a pasar de la mayor experimentación a la tradición más absoluta con una naturalidad que sorprende. ¿Cómo lo hace?

- Cuando escuché a João Gilberto por primera vez, vi que lo imposible era posible. No hago otra cosa que experimentación, aun cuando el tema no suene "experimental". Y la tradición no es algo que busqué en los archivos: es mi madre cantando en la casa. Así que todo, aunque no me salga siempre bien, me sale natural.

– Visto desde la Argentina, resulta curiosa la manera en que se desarrolla la cultura en Brasil. Un ejemplo de esto es la asimilación de la poesía concreta brasileña por parte de la canción popular. En muchas de sus canciones se verifica esa relación. ¿Podría explicarnos cómo se dio ese proceso?

- Los poetas de San Pablo esos, de la poesía concreta, han sido los primeros en encontrar interés superior en lo que hacíamos nosotros, los tropicalistas. En realidad, fue Augusto de Campos quien escribió páginas definitivas sobre lo que pasaba con la música popular brasileña en los años sesenta. El redimensionó a Roberto y a Erasmo Carlos antes que lo hiciéramos nosotros. Cuando lo hicimos, él ya había notado, en una letra mía ("Boa palabra") y en una entrevista que di a un periódico de Río, una actitud crítica que le parecía semejante a la suya. Así conocí su trabajo. El me buscó, por intermedio del músico erudito Julio Medaglia (que había hecho el arreglo para "Tropicália") y conversamos. Somos amigos hasta hoy. Fue fantástico leer las traducciones de Joyce que ellos habían hecho después de haber escrito "Acrilírico". Fue impresionante que a ellos también les pareciera que el nuevo folclore urbano, representado por la juventud internacional vía el pop-rock, era entonces algo más vital que las luchas nacionalistas por las tradiciones bien guardadas. Sus poemas visuales (y como ellos los decían en las versiones recitadas) eran una novedad con la que nos identificábamos. Más que todo, ellos nos enseñaron a Oswald de Andrade: era como si todo lo que decíamos tuviese un precursor, un profeta.

- Su música es realmente omnívora. En este sentido, usted puede cantar un poema de John Donne, traducido al portugués, convirtiendo la poesía metafísica inglesa en música popular brasileña. ¿Es un propósito deliberado?

- El caso del poema de Donne fue totalmente inesperado. Me encantaba la traducción que hizo Augusto de Campos, pero nunca pensé en ponerle música. Mi amigo Péricles Cavalcanti hizo con el poema así traducido un bolerito sencillo, que dejaba las palabras claras. El poema es genial. La canción parece totalmente carente de pretensiones y –por la forma en que la grabamos– casi vulgar. El resultado es sorprendente: no suena vulgar, aunque se parezca a otras canciones vulgares, exhibe toda la compleja belleza del texto y el alma de Péricles, el músico, surge como la de un ángel a la vez ingenuo e iluminado. Muchas cosas pasan así. Hago solamente lo que puedo y lo que llega hacia mí.

Zapatero premia a Joan Baez por su defensa de la libertad

Joan Baez no se va con las manos vacías de su gira por España. Ayer el Consejo de Ministros le concedió la Orden de las Artes y las Letras de España en reconocimiento a "una trayectoria regida por el compromiso artístico y personal en favor de los derechos individuales y las libertades civiles y políticas". La ministra de Cultura, Ángeles González-Sinde, propuso la condecoración porque Joan Baez "ha supuesto un referente que trasciende el ámbito musical para toda una generación de españoles defensores de la libertad política y la convivencia pacífica".



Joan Baez (Nueva York, 1941) cuenta, en su medio siglo de trayectoria musical, con seis álbumes de oro, un Grammy honorífico a toda su carrera y dos doctorados honoris causa, entre otros reconocimientos artísticos, sociales y políticos.

Diversidade musical marca primeiro dia do Festival de Verão do Recife

Vanessa Beltrão
Do JC Online

Ivete Sangalo sacudiu a primeira noite do festival com músicas novas e antigos sucessos
Foto: Silvia Morais/JC Online
A diversidade musical marcou o primeiro dia da sétima edição do Festival de Verão do Recife. O público que foi na noite dessa sexta-feira (5) ao Chevrolet Hall, em Olinda, curtiu axé, forró, rock, música eletrônica e, até mesmo, depois do Carnaval, muito frevo.

A animação começou por volta das 20h50, quando a banda Jamil e Uma Noites subiu ao palco. Nessa hora, muitos praieiros e guerreiros ainda estavam se encaminhando para o local do show. As músicas de conteúdo jovem da banda que falam de verão, namoro e praia colocaram todo mundo para cantar e pular. “Essa é minha galera, Recife”, disse o vocalista Tuca Fernandes, a plenos pulmões se dirigindo ao público.

sexta-feira, 5 de março de 2010

“Devemos buscar uma revolução midiática”


Visite e colabore economicamente com uma revista séria NOVA.E...http://www.novae.inf.br




Para o jornalista espanhol Pascual Serrano, fundador da página Rebelión, a esquerda mundial deve criar seus próprios meios para trazer à tona os fatos “silenciados” pela imprensa comercial

Cristiano Navarro, Igor Ojeda, Nilton Viana e Tatiana Merlino*, de Guararema (São Paulo). www.brasildefato.com.br

O silêncio é, paradoxalmente, um dos principais mecanismos adotados pelos meios de comunicação para manipular os fatos. Se uma notícia não interessa aos donos da imprensa – e, consequentemente, aos donos do mundo –, ela simplesmente não é veiculada. Tal denúncia é feita pelo jornalista espanhol Pascual Serrano, um dos fundadores da página alternativa Rebelión e autor do livro “Desinformación. Cómo los medios ocultan el mundo”, lançado em meados do ano passado.

“Se contarem muitas mentiras, perderão sua credibilidade, perderiam sua eficácia como mecanismo de formação de opinião”, diz, em conversa na Escola Nacional Florestan Fernandes, em Guararema (SP). Portanto, segundo ele, os meios, além de ignorarem seletivamente determinados fatos, lançam mão de outros expedientes, como a descontextualização e a linguagem enviesada. Para Serrano, só há um modo da esquerda se defender de tamanha manipulação. Criar seus próprios meios, em vez de ficar esperando por pequenos espaços na grande mídia.

Brasil de Fato – Você tem um livro chamado “Desinformação. Como os meios ocultam o mundo”. Quais são os principais mecanismos que os meios utilizam para ocultar o mundo?

Pascual Serrano – Eu dividiria em dois mecanismos. Por um lado, os estruturais: ou seja, os mecanismos cotidianos de funcionamento da imprensa que, por seu modelo de trabalho, são incompatíveis com a explicação do mundo. Fundamentalmente, seria a falta de antecedentes sobre um contexto para se compreender uma situação complexa, a dinâmica da televisão – que, com seu ritmo trepidante, impede a compreensão, sobretudo, de assuntos complicados – e o culto ao sensacionalismo da imagem – que ocorre muito na televisão. Isso impede aprofundar as questões e enviar uma mensagem complexa. Por exemplo, quando você quer dar um sentido simples – que o Irã tem bomba atômica ou que o Chávez é um ditador –, isso pode ser dito em poucas palavras.

Mas se você quer explicar que a política dos EUA está provocando um genocídio no Afeganistão, isso exige uma explicação mais complexa. Uma outra situação é quando há um consenso e um plano premeditado por parte dos grandes meios para enviar uma mensagem concreta. Isso contempla estigmatizar ou criminalizar líderes políticos que não são do gosto do establishment mundial, até criminalizar movimentos sociais, ou determinados coletivos ou causas. Atentem para o fato de que o mecanismo não é somente a mentira, que essa existe, mas não é a mais habitual. Porque eles sabem que sua principal carta é a credibilidade. Se contarem muitas mentiras, perderão sua credibilidade, perderiam sua eficácia como mecanismo de formação de opinião. Ou seja, o plano é mais refinado: utilizam-se de silenciamentos de notícias que eles não gostam. Por exemplo: a missão Milagre, realizada em uma parceria entre Venezuela e Cuba, que fez com que um milhão de pessoas de origem humilde na América Latina e Caribe conseguissem recuperar a visão, é notícia, parece evidentemente relevante , mas isso está silenciado. Além disso, eles também jogam com o enquadro, o enfoque da notícia, buscando elementos dentro de um contexto que levem para uma tese e não para outra. E o que fica claro no livro é que o modelo muda de uma região para outra, de um tema para outro. Por exemplo: no conflito Palestina-Israel, o problema é a falta de contexto. Ninguém, neste momento, parece saber dizer a origem deste conflito, apesar dele estar presente todos os dias no noticiário. Utilizam a linguagem como método de manipulação, de maneira que sistematicamente chamam de terrorista os palestinos. Chamam de sequestrados os soldados israelenses capturados.

Chamam de detidos os civis palestinos que são sequestrados pelo exército israelense. Na África, por exemplo, aplica-se o silenciamento, ou apresenta-se os conflitos como questões tribais, em vez de mostrarem os interesses de empresas e poderes coloniais como França e EUA. E, na América Latina, utilizam a estigmatização e criminalização constante dos líderes, como Hugo Chávez, Evo Morales ou Fidel Castro. No caso da Venezuela, é curioso, porque apresentam como escândalos notícias que se apresentam como normais em outros países. Reivindicam como escândalos a não renovação de uma concessão de TV cujo prazo acabou e a mudança de um fuso horário. Há outra pauta habitual em relação à América Latina, através da qual o presidente ou o líder político são apresentados sempre em meio a uma imagem de crise, desestabilizações e caos. Isso faz com que, na Europa, todo mundo conheça os nomes dos presidentes da Bolívia e da Venezuela, mas não conheçam o nome do presidente do Peru ou do México. Inclusive, se você pergunta quem teria sido outro presidente da Bolívia ou da Venezuela, não sabem dizer. E dos últimos anos, Evo Morales e Hugo Chávez, todo mundo sabe quem é.

Quais foram os métodos utilizados para fazer o livro, como foi a pesquisa?

O livro nasceu um pouco da minha experiência como diretor da Telesur, onde observei que tudo que chega das agências de notícia e, inclusive, os hábitos dos jovens jornalistas, impedem explicar em profundidade o está acontecendo no mundo. Então, refleti sobre como explicar o mundo com suficiente complexidade na televisão. Tudo que eu quis fazer na Telesur muitas vezes não é possível fazer em uma televisão por imperativos técnicos, econômicos, logísticos ou de imagem.

Assim, comecei a entrevistar especialistas e jornalistas que considero autores de confiança e que conhecem em profundidade diferentes regiões – por exemplo, sobre Afeganistão, Congo, Cuba, China. Enfim, perguntei a estes especialistas sobre a zona que conheciam. Perguntei se o que passa na imprensa se ajusta ao que acontece. Eles, evidentemente, opinaram e mostraram como determinadas situações não estão ajustadas ao que está sendo contado nos meios de comunicação. Falei com as organizações de direitos humanos que estão nos locais. Busquei analistas que trabalham com meios de comunicação, observatórios de meios de comunicação, especialistas nos seguimentos de notícia em âmbito acadêmico. Conversei com meios alternativos que não estão tão influenciados por interesses publicitários ou de grupos econômicos empresariais.



Você acredita que existe uma espécie de plano estabelecido entre os diversos meios para desinformar ou as coisas acontecem de forma mais natural e automática, como sendo uma espécie de ação de imprensa que vai se estabelecendo?

Não é um plano desenhado, mas parte da evolução espontânea do mecanismo de funcionamento dos meios de comunicação. Seguindo a ideia: meios de comunicação são propriedades de grandes grupos empresariais. Interesses econômicos de grandes empresas multinacionais pedem grandes investimentos em publicidade. Políticos liberais que não gostam de políticas progressistas reagem em conjunto com estes atores.

Ou seja, assim se forma um consenso para satanizar o Hugo Chávez ou para satanizar ou criminalizar a Revolução Cubana. A grande imprensa não se reúne para dizer: “como vamos atacar Cuba ou Chávez?”. Os interesses destes grupos econômicos é que vão atuar em consenso, sem necessidade de se coordenarem. Um exemplo claro são os países latino-americanos que passam por reformas nas leis de comunicação. A reação dos grandes meios de comunicação na Venezuela, na Argentina e no Equador foi igual. Governos que iniciam processos de democratização dos meios de comunicação, cedendo espaço aos movimentos sociais, meios independentes e imprensa livre, encontram sistemática oposição de grupos midiáticos espanhóis, bolivianos, argentinos e equatorianos. E, se amanhã houver uma iniciativa como essa no Brasil, será igual.

Mas, se por um lado não há um plano, por outro existe uma articulação dos meios, como, por exemplo, a Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) ou a ONG Repórteres Sem fronteira.



Como é esta articulação?

Sim, eles têm mecanismos de combate comum. E é bom decifrar como operam e como não têm nenhuma legitimidade ou representatividade. Por exemplo, quando se fala da Sociedade Interamericana de Imprensa, não devemos nos cansar de explicar que se trata de uma associação patronal. Que defende as empresas e não representa nenhuma liberdade de expressão. É como se empresas que constroem estradas falassem da falta de liberdade de movimento porque estão impedidas de construírem uma estrada na Amazônia.

Não, liberdade de movimento é diferente de construir estradas. Além disso, temos que esclarecer que quando as empresas falam de liberdade de expressão, estão reivindicando o seu direito de censura. Ou seja, querem continuar com seu direito de manter o oligopólio e o controle da informação. Dizer o que pode ir ou não para a tela e chegar ao público. A Repórteres Sem Fronteiras é algo similar. Tem denunciado os jornalistas mortos no Iraque, mas muda de reação quando fala da Colômbia. Recentemente, fiz em uma entrevista com um jornalista colombiano que disse que uma vez perguntou a um representante da Repórteres Sem Fronteiras como ele considerava a liberdade de expressão na Colômbia. Ele respondeu: “Sim, é verdade que nos matam, mas na Colômbia a liberdade de expressão existe”!



Quais são os países onde a desinformação é maior? Em qual nação os meios estão mais concentrados?

Eu acredito que o país mais desinformado é os EUA, considerando a quantidade de recursos que o governo estadunidense tem para infiltrar analistas, comprar jornalistas, pressionar as linhas informativas aos seus interesses. Ademais, os lobbies das empresas, como as de armas, sobre conteúdos jornalísticos, ficou claro na guerra do Iraque. Em alguns países, as denúncias de que não haviam armas de destruição massiva ou de que era uma invasão ilegal ao país do Oriente Médio tiveram uma certa aceitação. Nos EUA, dados de analistas e informações mostraram que a desinformação publicada a respeito da invasão era totalmente a favor da intervenção. Ao ponto em que 51% dos estadunidenses acreditavam que Saddam Hussein havia participado pessoalmente nos atentados de 11 de setembro. O que demonstra claramente que foram enganados.

Mas acredito que o país onde a desinformação levou ao enlouquecimento manipulador de maneira mais violenta e radical é a Venezuela. O livro narra exemplos impressionantes. Não só como os meios de comunicação venezuelanos tratavam o Chavéz, mas como as informações chegavam a outros países. Me lembro de uma manifestação a favor de Chávez que as televisões, ao vivo, para mostrarem que haviam poucas pessoas, filmaram a dois quilômetros de onde estava acontecendo o ato. Ou mostravam e repassavam para outros países imagens de manifestação em oposição a Chávez com imagens gravadas há anos!

Como é possível se contrapor a este poder?

Neste momento, o principal mecanismo de combate que o capital e a burguesia possuem contra os governos progressistas não é sequer a ameaça de um golpe militar, são os meios de comunicação. Já conseguiram coisas que nenhuma empresa e nenhum governo conseguiram. Maior impunidade, menos controle por parte das legislações. Creio que os governos progressistas reagiram demasiadamente atrasados. Evo Morales ou o Lula passaram anos reclamando que os meios de comunicação não paravam de atacá-los e agredi-los.

Apenas reclamar me parece uma política ineficaz. Se um governo progressista é atacado, o que ele tem a fazer é desenvolver políticas públicas para evitar isso. É como em educação: se não há colégio para todas as crianças, os governos não devem vir se queixar, devem construir escolas. E estes governos devem criar políticas públicas de democratização da comunicação. Mas estes meios públicos e comunitários não podem se converter em meios de governo, presidentes e partidos. Devem ser participativos, democráticos e estar sob controle do cidadão. Esses são pontos imprescindíveis e que estão se desenvolvendo lentamente, mas com passos firmes. A Venezuela está na primeira linha de desenvolvimento de meios comunitários e públicos, à frente da Europa.



Você acredita que a esquerda, de maneira geral, já se deu conta da importância dos meios de comunicação como mecanismo de resistência à dominação das elites?

A esquerda se deu conta, ela é consciente de que tem grandes inimigos nos meios de comunicação, mas não sabe o que fazer. Durante muitos anos, a esquerda achou que deveria pactuar com os grandes meios. Organizando entrevistas coletivas, passando as informações, dando subvenção fiscais. Assim, acreditaram em um acordo com o capital, pensando que ele os poderiam deixar governar. A esquerda tradicional, seja em governos progressistas ou em partidos políticos, precisa compreender que não há pacto possível.

Os grandes meios somente hipotecam espaços, mas não deixarão que nada se mova. O que devemos buscar é uma revolução midiática. Pois o dilema da mídia é o mesmo dilema que há em outros setores. Então, não há pacto com latifundiário, porque ele nunca vai querer perder o latifúndio, nem de terra, nem de mídia. Porque são empresas de comunicação e, por trás, grupos de empresários e um modelo econômico.

Como é o panorama da imprensa de esquerda na Espanha?

É deprimente. O México tem um excelente jornal, que é o La Jornada. No Brasil, vocês têm o Brasil de Fato, que é uma experiência muito bonita de coordenação dos movimentos sociais para ter uma publicação, o que é algo muito difícil. Na Itália, ainda há o Il Manifesto e outros ligados à esquerda. Mas na Espanha não.

* Da revista Caros Amigos



Nascido em Valencia (Espanha) em 1964, Pascual Serrano fundou em 1996, juntamente com um grupo de jornalistas, a página Rebelión (www.rebelion.org). De 2006 a 2007, Serrano foi assessor editorial da Telesur. Hoje, colabora com publicações espanholas e latino-americanas e, mensalmente, com Le Monde Diplomatique. Entre seus livros sobre política e comunicação, destacam-se: “Desinformación. Cómo los medios ocultan el mundo”, de 2009; “Perlas 2. Patrañas, disparates y trapacerías en los medios de comunicación”, de 2007, e “Medios violentos. Palabras e imágenes para el odio y la guerra”.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Conto de José Saramago ganha nova vida em 'Embargo'

















Fascinado pela escrita de José Saramago, o cineasta António Ferreira transportou consigo a ideia de um filme durante 15 anos, que acabou por concretizar em Embargo, a exibir amanhã na selecção oficial do Fantasporto.

Ainda o projecto de estudar cinema "era uma ideia longínqua nessa época", mas já Saramago o fascinava, pela ironia e capacidade de gerar imagens nos leitores, quando leu "Embargo", inspirado na crise petrolífera, inserido na colectânea de contos Objecto quase.
Quando entrou na Escola de Cinema, em 1994, começou a "filmar de forma muito inocente" aquele conto. O projecto ficou de lado, e ressurgiu em meados de 2008, com a greve dos camionistas. As longas filas para abastecer as viaturas, a ruptura de stocks nos supermercados. Tudo isso era muito próximo de "Embargo". "Fez-me pensar como é frágil aquilo em que assenta a nossa organização social. Lembrei-me novamente dessa história e pensei que continuava a ser muito pertinente", explica António Ferreira. Tiago Sousa reescreveu o argumento, já a pensar no protagonista, Filipe Costa. A reescrita implicou "criar uma história nova usando os pressupostos do conto". "Foi a forma de transmitir a ideia original do Saramago, um pouco da nossa dependência das máquinas. Até que ponto somos livres, e até que ponto a tecnologia nos liberta? O filme é um pouco um exercício para tentar perceber o que são as nossas prioridades. O que é mais importante na nossa vida", explica.