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segunda-feira, 29 de outubro de 2012

OWALDO FRANÇA JUNIOR

UM ESCRITOR MEMORÁVEl. A mídia leva a esquecê-lo, mas não podemos fazê-lo é preciso revisitá-lo. Clique no título e leiam mais

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Francisco Brennand marcou para o dia 5 de dezembro o vernissage da mostra Pinturas, em domínios próprios, no Espaço Brennand, galeria administrada pela filha do artista plástico, Neném Brennand, em Boa Viagem. A mostra reunirá quadros inéditos do artista, com curadoria de Pedro Frederico.

domingo, 21 de outubro de 2012

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Carla Guagliardi – Os cantos do canto’

A artista expõe oito trabalhos recentes e inéditos, incluindo uma nova versão de uma grande instalação aérea apresentada na Alemanha, “O lugar do ar”. Na gávea Rio até amanhã

VITRINES DO MASP NO METRO SP

Anne Cartault d´Olive Transitar em Suspensão Letícia Rita SUBORDINADO.K.K.K.K.K.K.K.K.K.K.K.K.K. CLIQUE NO TÍTULO E VÁ ATÉ A PÁGINA ORIGINAL

MASP EXPOSIÇÕES

CARAVAGGIO E SEUS SEGUIDORES traz 20 obras do mestre barroco e de artistas por ele influenciados. Até 30/9, no MASP. MICHELANGELO MERISI, dito CARAVAGGIO CARAVAGGIO E SEUS SEGUIDORES Período: 02 de agosto a 30 de setembro de 2012 Passando por diversas fases da vida do gênio, a mostra pode ser divida em três grandes blocos: trabalhos consagrados e conhecidos; novas descobertas; e obras “problema”, que ainda são objeto de estudo. Com curadoria de Fábio Magalhães no Brasil e Giorgio Leone na Itália, a exposição foi idealizada por Rossella Vodret, uma das principais autoridades em Caravaggio na Itália e chefe da Superintendência Especial para o Patrimônio Histórico, Artístico e Etnoantropológico e para o Pólo Museológico da Cidade de Roma. Pela primeira vez fora da Itália, a famosa Medusa Murtola (recentemente identificada como a “Medusa original”) e oRetrato do Cardeal poderão ser vistos de 02 de agosto a 30 de setembro de 2012 no 1º andar do MASP. Para o curador italiano Giorgio Leone essa será oportunidade única para o público brasileiro: “Das obras produzidas por Caravaggio em seus 38 anos de vida, apenas 62 chegaram aos nossos dias”, diz. Caravaggio usava sua técnica para impressionar o espectador: temática do cotidiano italiano de sua época; formato “ao natural” das figuras, à semelhança do espectador; a cena toda retratada em primeiro plano, para envolver emocionalmente quem a olha; fundo neutro ou escuro, destacando o tema representado, contrastando com o forte feixe de luz que iluminava o objeto principal da obra, evidenciando sua técnica do claro-escuro, que tornava tudo mais “real”, mais vivo. No MASP também poderão ser vistos 14 artistas que foram influenciados por Caravaggio. Conhecidos como caravaggescos, cada um deles, utilizava o chiaroscuro de uma maneira particular, de acordo com sua própria cultura. “Dos caravaggescos sempre digo que era uma grande desventura para os artistas da época viver no mesmo período de um gênio. Eram grandes pintores, mas quando se tem o gênio, tudo fica obscurecido. Foi isso o que aconteceu. E é importante contextualizar para que o público compreenda a relação dos artistas da época com Caravaggio”, explica Vodret. Caravaggio tinha um temperamento explosivo. Encrenqueiro, envolveu-se em uma série de brigas e processos jurídicos ao longo de sua vida, tendo que fugir de diversas cidades, inclusive Roma, onde sua cabeça tinha sido posta a prêmio. A despeito de sua vida conturbada, sua técnica ímpar e a maestria com que retratava as cenas e os personagens de suas obras preservam até hoje o encantamento e emoção que causavam no século XVII. Serviço Educativo Como para as demais exposições temporárias e mostras de obras do acervo realizadas pelo MASP, Caravaggio e seus seguidores tem um programa educativo elaborado especialmente para atender aos visitantes, professores e alunos de escolas públicas e privadas. As visitas orientadas são realizadas por uma equipe de profissionais especializados. Informações: agendamento.caravaggio@masp.art.br Informações Gerais CARAVAGGIO E SEUS SEGUIDORES Mostra com 20 obras-primas do mestre barroco e artistas por ele influenciados, os caravaggescos. De 02 de agosto de 2012, quarta-feira, a 30 de setembro de 2012, domingo, no MASP. Av. Paulista, 1578. Acesso a deficientes. Horários: De 3ªs a domingos e feriados, das 10h às 18h. Às 5ªs: das 10h às 20h. A bilheteria fecha meia hora antes. Ingresso: R$ 15,00. Estudante: R$ 7,00. Até 10 anos e acima de 60 anos. Às 3ªs feiras: acesso gratuito. Informações ao público: www.masp.art.br www.twitter.com/maspmuseu www.facebook.com/maspmuseu Tel.: (11) 3251.5644 Informações à imprensa: InterComunique Assessoria de Comunicação Renata Assumpção (masp@comunique.srv.br) Fone: (11) 3812.2780 / 8469.0176

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Vilma Arêas e seus espaços, ventos e terra

Fluminense, estreou na ficção com Partidas (contos, Francisco Alves, 1976). Posteriormente, Aos trancos e relâmpagos (literatura infantil, Scipione, 1988) e A terceira perna (contos, Brasiliense, 1992) mereceram o prêmio Jabuti. Em 2002, Trouxa frouxa (contos) recebeu o prêmio Alejandro José Cabassa (44º aniversário da União Brasileira de Escritores) e, em 2005, Clarice Lispector com a ponta dos dedos (ensaio) recebeu o prêmio APCA, na categoria literatura. Professora titular de literatura brasileira na Unicamp, Vilma Arêas vive há muitos anos em São Paulo . Não sou crítico literário, nem tenho intenções; escrevo sobre o que gosto. Crítico sou de mim e do mundo que me rodeia, mas não da Literatura. Esta, mesmo sendo vida, é um tricô mais complicado. Enfim, vamos ao que nos interessa aqui, o caso de Vilma Arêas, ainda pouco conhecida pelo grande público, o que é uma pena. A professora Vilma Arêas me impressionou com seu livro de contos Vento Sul - Cia das Letras, 2011 - como que trazendo uma nova onda de boa literatura: madura, firme e densa. Esse livro me chega às mãos pelo amigo Fábio Silvestre Cardoso que, junto com Rogério Pereira, fez uma entrevista sobre ela, na revista Rascunho - Curitiba-PR (http://bit.ly/zdvPAJ), por sinal excelente revista de Literatura, senão a melhor que temos. Antes de ler o autor indicado, especulo, cavo, mexo, remexo, busco informações, vou ao “o senhor é meu pastor nada me faltará”, nome dado pelos alunos ao Google, enfim, cato e, daí, me chegam informações importantes como: a autora organizou poemas de uma diva minha, Sophia de Mello B. Andresen, escreveu sobre Clarice Lispector e gosta de Graciliano Ramos! Em seguida, flagro, no Suplemento do Diário Oficial de Pernambuco, uma matéria sobre ela, assinada por Ronaldo Bressane (http://bit.ly/KjE63j), na qual a autora despeja o verbo sobre a literatura como um todo e também sobre si. Muito bem, leio, então, o livro, numa tacada só, num dia de semana à noite. Impressiona-me. Chama-me a atenção seu imaginário, a poesia embutida em sua escrita e seu jeito urbano-rural, coisas, aliás, afastadas dos temas da prosa (refiro-me ao meio rural). Há um não sei quê que me junta a ela, faz-me celebrar com ela suas estórias, chego mesmo a sentir cheiros e texturas em sua escrita. Às vezes, penso que estou lendo uma nordestina das boas, mas qual o quê! Ela é fluminense, de Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro, e há um cheiro de interior brasileiro em sua escrita... Aí, sim, tudo fica mais claro para mim, e quero vê-la, ouvi-la. Apelo para o YouTube e encontro um pequeno trecho de uma entrevista com Cadão Volpato – Metrópolis, TV Cultura – na qual o entrevistador titubeia alarmantemente frente à simplicidade de Vilma, mas diante do que ouço e do que vejo, apaixono-me por ela. Sou assim... há que me passar o fascínio, como assim também foi com Clarice, Nélida Piñon, Maria do Carmo Barreto Campelo, Sergio Santana, João Gilberto Noll, João Cabral, Guillermo Arriaga, o saudoso Carlos Fuentes e tantos outros. Parto, então, para a leitura de outras obras suas, contos como A Trouxa (2005) e A terceira Perna (1998), em que encontro uma mesma tessitura textual, mas com maturidade diferente. De todo modo, desliza, em sua escritura, a poesia que ela tece opacamente, e em que risca o bordado de sua escrita de ponta a ponta. Em A terceira perna, seu olhar lispectoriano é comprovado já nas citações iniciais, “uma nova terceira perna que em mim renasce fácil como capim” (Clarice Lispector), mas Vilma vai além e convulsiona em destreza nos contos Dó de peito e Seda Pura. No todo dela, admiro seu jeito de falar e suas opiniões face aos grandes da Literatura, que ela traça de modo inteligente, direto e reto, mas densamente, passando por Clarice Lispector - sobre a qual tem uma obra - e fazendo críticas pertinentes a B. Moser, indo a P. Roth, Coetzee etc. Suas imagens, esculpidas nas palavras, no meu imaginário, passam uma serenidade de gente que tem bom faro, que se esfrega ao solo para retirar o fermento de sua escrita e existência. Ela confessa isso nas entrevistas, em sua história, em seu caminhar como pessoa de bom tato e olho fino. Seus contos têm um ar de terra, vindo desses ventos que se espalham em nossas vidas e de que não nos damos conta, o seu tal Vento Sul. Vilma corre manso e largo na sua escrita, sem rococós maiores, mas com estupefaciente exatidão do léxico, do ambiente no qual pinta e põe seus personagens e enredo. A estrutura do seu conto é breve como gosto e, no entanto, ao final, pensamos que lemos um romance, ela dá látex para isso na sua textualidade avantajada. As vozes polifônicas perfilam-se em amontoados de um brilho memorável. Seus contos têm um quê do conto tradicional, na estrutura temporal, mas sem grandes delongas; na verdade, seu conto é uma pintura com bordas de arte abstrata, o que me lembra Sophia de M. Breyner Andresen, que ela tão bem conhece. O livro Vento Sul encontra-se divido em quatro partes que, aliás, não compreendo o porquê, mas, enfim, percebo que nele se misturam contos e quase ensaios, ou poemas de um ar lispectoriano, já que nossa memória é associativa. Confesso que não gosto de tais comparativos, mas, enfim, saiu, está aí! De cara, deparo-me com dois contos seus, Thereza e República Velha, contos que me deixam “embeiçado” pelo estilo, propriedades léxicas e concisão. Há uma poética do rompante que me eletriza na descrição do feminino, do lugar da mulher historicamente neste país, do ideal de amor e companheirismo; mesmo em passagens alucinantes, a autora tece filigranas poéticas com uma malha estética muito poderosa e de fauna inusitada, por sóis, ventos, bichos, gritos. Se, em Thereza, tais fatos exalam as relações maritais, em República Velha, ela retorna para mais poetar: ela enverga o macho e torce-lhe, pelo amor e companhia. A puta não é uma qualquer, é aquela mulher eleita, que tantos querem como a verdadeira puta da vivência, do chamego, do objeto do desejo, da mulher, do homem puto que necessita de outro de sua laia e que, por vezes, não enxergamos, não queremos, ou não podemos. Sei lá o quê: Vilma insinua-me essas questões para o que convier, entre companheiros, é necessário nada e tudo. O macho atende a si e, depois que desmascara a mulher com outro, passado algum tempo, conclui: “[...] Dentro do silêncio que se fez, só quebrado por uns latidos de cachorro ao longe, completou já de pé: -- Puta por puta, fico com ela que já estou acostumado”. Não posso deixar de ler o silêncio cortado por latidos de cachorros, sim, cachorros que a autora nos oferece - leiam como quiserem - e a decisão do outro. Em Habitar, outro conto, a autora é bachelardiana. Lembrei-me da Poética do Espaço, de Gaston Bachelard (1977): “[...] este é o ponto frágil da fantasia, que funda o absurdo, porque no íntimo ele sabe que a vida não vive. Negando a verdade cristalina, fingindo que não vê, parece que respira por um gargalo”. Mas não está só aqui, neste conto. Perfila-se em todos os contos da obra, como antes já anunciei, e isso faz uma trilha com outros contos como: Encontro, Canto noturno de peixes, Zeca e Dedeco e, por fim, um grande conto-poema, O vivo o morto: anotações de uma etnógrafa: ‘[...] A seta está cravada no vazio.... neste ponto se esboça o gesto, abrindo espaço à poesia...” Vilma é uma poeta e tanto e, lembrando minha saudosa Sophia de M. B. Adresen, “Perfeito é não quebrar A imaginária linha Exacta é a recusa E puro é o nojo” (Mar Novo, 1958). Paulo A C Vasconcelos- PauloVas

SOCIEDADE INTERAMERICANA DE IMPRENSA

O que faz a senhora e atriz Regina Duarte,bem como a senhora MARINA LIMA SILVA nesta reunião? Junto a isto tem EL CLARIN, E LÁ NACION de Buenos Aires,será que vieram fazer propaganda da lei dos meios audiovisuais da Argetina e que não querem engolir, e o Estadão está dando força? E Dona Regina ,representa Serra? Será? Será?

Alberto Giacometti: Colección de la Fundación Alberto y Annette Giacometti, París". Inauguración: sábado 13 de octubre, 17 hs. ALBERTO GIACOMETTICOLECCIÓN DE LA FUNDACIÓN ALBERTO Y ANNETTE GIACOMETTI, PARÍS

Próxima exhibición: " Curadora: Véronique Wiesinger Inauguración: sábado 13 de octubre de 2012, 17 hs. Fundación Proa presenta la primera gran retrospectiva en la Argentina consagrada a la obra de Alberto Giacometti (Borgonovo, Suiza, 1901-1966). La exhibición, curada por Véronique Wiesinger, reúne 146 obras realizadas entre 1910 y 1960, provenientes en su mayoría de la Colección de la Fundación Alberto y Annette Giacometti, tres piezas pertenecientes a colecciones privadas de la Argentina y una pieza del Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Organizada por la Fundación Alberto y Annette Giacometti, Base7 Projetos Culturais y Fundación Proa, la exhibición cuenta con el auspicio de Tenaris – Organización Techint. - Alberto Giacometti: Colección de la Fundación Alberto y Annette Giacometti, París constituye una oportunidad excepcional para reunir por primera vez en Sudamérica 146 obras entre esculturas, pinturas, dibujos, grabados y artes decorativas. En todos los aspectos de la producción de Giacometti, la exhibición aborda los principales temas de su reflexión creativa: la formación con Cézanne, la influencia del cubismo, el descubrimiento del arte africano en los años 20, la marca perdurable del pensamiento mágico y del surrealismo, la invención de una nueva representación del ser humano. La búsqueda intelectual de Giacometti lo acercó a los grandes pensadores de su época: André Breton, Jean-Paul Sartre, Simone de Beauvoir, Jean Genet son evocados en la exhibición a través de retratos y de textos. La exhibición también es una ocasión para revisar los encuentros del artista con coleccionistas y mecenas sudamericanos que viajaron a Francia en los años 30 atraídos por la vibrante escena cultural parisina. La primera coleccionista que compró una obra de Giacometti, Tête qui regarde (Cabeza que mira), en 1929, fue una argentina: Elvira de Alvear. Una copia de esta obra se presenta en la exhibición. Giacometti nunca pisó Sudamérica, pese a que el decorador Jean-Michel Frank, con quien trabajó desde 1930, lo invitó a viajar con él a la Argentina. Frank estuvo refugiado en Buenos Aires por un breve período durante la guerra, donde desarrolló una importante actividad de importación de mobiliario y objetos de arte decorativo producidos en París. La exhibición incluye tres de estas piezas que actualmente pertenecen a colecciones privadas de la Argentina. El conjunto de 146 pinturas, esculturas, dibujos, grabados y objetos de arte decorativo, sumado a una rica documentación fotográfica, permite comprender los múltiples aspectos de la obra de Giacometti. La curadora de la exhibición, Véronique Wiesinger, es directora de la Fundación Alberto y Annette Giacometti y autora de la retrospectiva realizada en el Centre Georges Pompidou de París en 2007. El catálogo de la exhibición –un proyecto de Véronique Wiesinger–, es la mayor publicación sobre el artista que se haya editado en la Argentina. Reproducciones de obras de la exhibición, un destacado capítulo de escritos del artista, textos de la curadora y una investigación inédita de Cecilia Braschi acerca de los vínculos entre Giacometti y Sudamérica lo convierten en un material de referencia fundamental en castellano. Fruto de un trabajo de tres años y una estrecha colaboración entre la Fundación Giacometti, la Pinacoteca do Estado de São Paulo, el Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro y Fundación Proa, esta ambiciosa exhibición fue producida por Base7 Projetos Culturais y cuenta con el apoyo de la Embajada de Francia en la Argentina y el auspicio de Tenaris – Organización Techint. En Brasil, la itinerancia en el MAM de Río de Janeiro contó con el patrocinio de TenarisConfab.

Juan Doffo dialoga desde la pintura y la por Revista Ñ Ar

Un puente entre la estepa y la pampa Juan Doffo dialoga desde la pintura y la fotografía con el universo poético del cineasta ruso Andrei Tarkovski. La naturaleza da sustancia a la conexión espiritual y estética entre los dos creadores. Por: Marina Oybin Cómo condensar ejes temáticos, estructuras narrativas, climas y ritmos cinematográficos en una imagen fija? ¿Cómo lograr que esas fotos o pinturas no obturen la potencia original de las películas que les dieron impulso? Eso es lo que uno se cuestiona en Cuando Tarkovski plantó un árbol en mi casa, la deslumbrante muestra de Juan Doffo en la galería Rubbers, que reúne pinturas de gran formato y fotografías que van desde 1989 hasta hoy, todas inspiradas en filmes de Andrei Tarkovski.  En sala, una proyección nos sumerge en fragmentos de películas de Tarkovski: al recorrer la muestra es posible viajar de la gélida Infancia de Iván (1962) a la Mechita desértica. O del fuego y el agua de cristal de las performances de Doffo hasta las llamas que queman cuerpos y casas en El espejo (1975) y en la belleza trágica, conmovedora, de Nostalgia (1983) y El sacrificio (1986). ¿Quién se anima a ir más allá de ese espacio que es puro enigma y acaso belleza? Quién se atreve a quebrar esa confortable quietud, nos preguntamos en esa bacanal visual hecha a golpe de detalles que es Stalker (1979). Un submundo con poco artificio donde sólo un chico conserva la huella de su paso por ese espacio enigmático que es “La Zona”. “En el amor y en el arte –dice el artista– siempre jugás con fuego: terminás en la locura o en la maravilla”. “La Zona” de Doffo nos lleva a un cruce infinito de vías del ferrocarril en Mechita, su pueblo natal que creció a la par del tren y con el menemismo quedó detenido en el tiempo. Leia mais em REVISTA Ñ. AR.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

DANTAS SUASSUNA - artista plástico- filho de Ariano

Artista Dantas Suassuna faz exposição retrospectiva no Bairro do Recife Cerca de 300 obras são apresentadas no Centro Cultural Correios, com entrada grátis Publicação: 09/10/2012 21:00 Atualização: 09/10/2012 20:58 Trabalhos de diversas fases do artista, com várias técnicas, estão na mostra. Foto: Helder Tavares/ DP/ D.A.Press Adro significa uma área que antecede o espaço interno de uma igreja, um pátio, a antecâmara de um lugar sagrado. O termo acabou se tornando conceito, e título, da nova exposição individual do artista plástico Manuel Dantas Suassuna, em cartaz no Centro Cultural dos Correios, Bairro do Recife. A mostra reúne cerca de 300 obras do artista dispostas em três ambientes, incluindo diferentes linguagens, entre as quais estão desenho, pintura, cerâmica e esculturas em barro. É fazendo uma retrospectiva do processo criativo que Dantas Suassuna remonta, em passo a passo invertido, desde a embrionária inspiração até o resultado final da obra. Assim ele constrói sua linha de pensamento acerca das ideias que desenvolve, e de outras que não levou adiante. Apesar de serem registros tão individuais, Dantas garante não ter problema em abri-los ao público, que vai poder manipular as páginas de cadernos. É o rudimentar lapidado para se transformar em suas mais variadas expressões, como cabeças em barro, painéis, quadros imensos com paisagens, desenhos, entre os quais está um feito a partir da técnica de escarificação na tinta fresca, surgindo assim a figura em traços talhados como cicratiz. Em outro ambiente foram colocadas na parede cem cruzes confeccionadas em barro, fazendo referência ao chamado cruzeiro dos acontecidos, nome dado àquelas cruzes fincadas nas margens das estradas, para lembrar mortos em acidentes. “Nesta mostra o público vai conseguir interagir com meu processo de desenhar, pintar e outras linguagens. Decidi deixar as salas em silêncio, sem trilha sonora, para resguardar esse recolhimento nos momentos de criação”, afirmou. Serviço Exposição Adro, de Dantas Suassuna Centro Cultural Correios (Av. Marquês de Olinda, 262, Bairro do Recife) Até 25 de novembro, de terça a sexta, das 9h às 18h; e aos sábados e domingos, das 12h às 18h Entrada grátis Informações: 3224-5739

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

BIENAL DO DESIGN 2012

EDIÇÃO 2012 A IV Bienal Brasileira de Design, que acontece de 19 de setembro a 31 de outubro, em Belo Horizonte, no Palácio das Artes, tendo como mostra principal “Da Mão à Máquina”, coloca a capital mineira como a cidade-sede do design. O evento deste ano tem a temática “Diversidade Brasileira”, sob curadoria geral de Maria Helena Estrada. A Bienal pretende delinear as referências e tendências nacionais e internacionais, com a participação de várias instituições, profissionais, pesquisadores, empresas, entre outros, que interagem com o design, e potencializar a utilização nos meios produtivos como ferramenta estratégica para a competitividade e melhoria da imagem do produto nacional no mundo – Marca Brasil. Para não se perder em tamanha diversidade serão priorizadas as vertentes étnicas; megadiversidade dos recursos naturais, somadas ao olhar econômico/produtivo. A ideia de diversidade está ligada a conceitos de pluralidade, multiplicidade, diferentes ângulos de visão ou abordagem, heterogeneidade e variedade. Muitas vezes, pode ser encontrada na comunhão de contrários, na intersecção de diferenças ou ainda na tolerância mútua. O evento estará ancorado em um pilar principal de Mostras e de Ações Educativas, de Conhecimento, Acadêmicas, Negócios e Ações de Eventos Integrantes. A programação – em suas diversas atividades e ações – espelha a transversalidade do design não só no setor produtivo, como na cultura e na sociedade como um todo. Nesta edição, a proposta básica e lógica é a de adotar uma perspectiva que deixe clara, quanto à vertente estética do design, que ocorreu uma inversão fundamental. Máximas tidas como verdades – por exemplo “a forma segue a função” – caem por terra com a inversão de conceitos arraigados e muitas vezes não questionados. Hoje é o material utilizado e suas potencialidades que irão determinar a forma de um objeto, e não apenas o desejo de seu criador. Esse personagem, é claro, deverá obedecer a todos os novos parâmetros ambientais, mesmo que custe sacrificar seu projeto original. Nesse novo mundo do Design, criador e criatura não mais sobrevivem sozinhos. Os muros de proteção foram derrubados. Todos precisam buscar conhecimento e aprimorar seus processos. Cumprindo um de seus propósitos que é a difusão do conhecimento e compartilhamento das melhores práticas, a IVBBD 2012 explorará as várias ferramentas de design nos seus aspectos tangíveis (tecnologia, processos, materiais) e intangíveis (cultural, social, emocional). Os organizadores esperam receber, além de designers e profissionais de áreas afins, a comunidade em geral para que assim possa tomar conhecimento da importância do design. Toda a estrutura do evento está preparada para os diversos cidadãos (crianças, idosos, portadores de necessidades especiais), a partir da presença de monitores treinados. Coordenador Geral Local Recebi do Governo de Minas a honrosa missão de Coordenar a Bienal Brasileira de Design cuja edição 2012 ocorre em Belo Horizonte. Muitos são os fatores que justificam a realização de uma Bienal, sendo o mais relevante deles o impacto positivo que um evento dessa proporção arrasta consigo mesmo. Oportunidade em que empresários e empreendedores atestam, através da diferenciação pelo design, os efeitos que um produto com conteúdos inovadores pode trazer para uma empresa, região ou país. Desde o inicio, era nossa intenção que os efeitos da Bienal em Minas fossem fator de impulso para a cadeia produtiva local. Que trouxesse como resultado um fator de linkage comercial, isto é: que os efeitos das suas ações, através de mostras, cursos, seminários, palestras, workshops e demais atividades, nos servisse como húmus rico e fértil para a expansão e consolidação da prática de design nas nossas empresas. O design, por ser uma atividade transversal, apresenta essa capacidade de integrar diversas áreas do conhecimento, açambarcando em si mesmo ciências aplicadas, tecnologia produtiva, economia de mercado, conhecimento e cultura, além de diversas outras disciplinas das áreas humanas e sociais. Uma tarefa complexa, como a realização de uma Bienal de Design, oportuniza uma rica interação com os diferentes parceiros que a compõem. Destaco, nesse papel, a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior – SECTES –, a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico – SEDE – e a Secretaria de Cultura – SEC – juntamente com a Federação das Indústrias de Estado de Minas Gerais – FIEMG –, a Universidade do Estado de Minas Gerais – UEMG – e o Centro Minas Design – CMD –, que não mediram esforços para levar adiante o desafio do nobre propósito do Governo de Minas em realizar a IV Bienal Brasileira de Design em território mineiro. Dijon De Moraes, Ph.D em Design. Reitor da Uemg Curadora Geral O design, por algumas décadas, apenas sinônimo de beleza, começou aos poucos a ganhar novas atribuições e exigências, como utilidade, funcionalidade, serviço, capacidade de salvaguardar o meio ambiente e também grande aliado da tecnologia. Hoje ele é ferramenta de vida, que abrange todas as áreas do fazer e do pensar. Diante do grande crescimento e fortalecimento do design no país, eis que surge a importante marca de se criar um grandioso evento: a Bienal Brasileira de Design, que neste ano, a ser realizada a partir de 19 de setembro de 2012, em Belo Horizonte, apresenta as mais significativas produções nacionais na área e revela o Brasil para o mundo. A Bienal tem como tema desta edição a “Diversidade Brasileira” e como destaque a mostra DA MÃO À MÁQUINA, um percurso contemporâneo de nossa cultura material, do artesanato à produção industrial.Já é uma realidade: não é possível, para um país, se tornar global, sem antes ser local. Esta é a linha mestra que norteia a principal mostra da Bienal. Nela estarão representadas expressões da cultura popular, da linguagem contemporânea do artesanato brasileiro, dos estágios de nossa produção semi-industrial e industrial, até exemplos de tecnologias de ponta. No âmbito acadêmico teremos um vasto programa internacional, que vai constar de fórum e seminário para discussão das questões mais urgentes do ensino do design no Brasil. Os seminários, que se desenvolverão ao longo de todo o período da Bienal, pretendem expor e discutir os diversos aspectos do design contemporâneo e estarão em sintonia com as mostras apresentadas. Não falamos em inovação, porque esta palavra é a própria definição do design. Mas é fundamental que o Brasil se alinhe com o pensamento internacional e com os rumos que hoje orientam esse novo design: útil e necessário, menos poluente com o uso de novos materiais, avançado em suas formas de produção e ambicionado pelo mundo. Maria Helena Estrada Editora da revista Arc Design e na empresa Quadrifoglio Editora Parceiros

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Vermelho Amargo – Bartolomeu Campos de Queirós

“Durante quatro estações, em todas as manhãs, o trem deslizava em frente de nossa casa. Nascia na cidade de um avô, que escrevia nas paredes, e morria na cidade de outro avô, com seu olho de vidro. Sempre suspeitei o nascer como entrar num trem andando. Só que não sabia de onde vinha nem para onde ia. E, no meu vagão, não escolhi companheiros para a viagem. Eram todos estranhos, severos, amargos, impostos. Também entrei sem comprar o bilhete de viagem. Minha bagagem, pequena, cabia debaixo do banco – da segunda classe – sem incomodar. Contrabandeava poucos pertences: uma grande dor que doía o corpo inteiro e a vontade de encontrar um remédio capaz de remediar o incômodo. Até hoje o mundo ainda não atracou. Vou sem escolher o destino. O trem estancava na minha cidade, trocava de carga e reabastecia-se. O mundo só nos permite uma baldeação definitiva.”Pág. 37-38
Trecho de um livro recente do saudoso Bartolomeu C. de Queirós. PROSA O romance “Vermelho amargo” (Cosac Naify), de Bartolomeu Campos de Queirós, foi escolhido o melhor livro do ano na quinta edição do Prêmio São Paulo de Literatura. Morto em janeiro de 2012, aos 67 anos, por insuficiência renal, o escritor mineiro foi laureado in memoriam, representado por sua editora, Isabel Coelho. Na categoria autor estreante, Suzana Montoro foi premiada com “Os hungareses” (Ofício das Palavras), sua estreia no gênero. Os vencedores da premiação literária do governo do estado de São Paulo foram anunciados na noite desta segunda-feira, no Museu da Língua Portuguesa. - Foi o último livro publicado por ele em vida, o primeiro em nossa editora. A vitória mostra que Bartolomeu é importante para a literatura brasileira, não só para a literatura infantojuvenil - disse Isabel Coelho, informando que o prêmio em dinheiro ficará com a família do escritor. by globo Li numa noite é de uma delícia absoluta, é poema sobre poema, de um viço total.. coisa rara; vez ou outra lembrava-me nosso MANOEL DE BARROS, mas Bartolomeu erA ele com ele, ou seja, ele mesmo de uma densidade de planalto falante tendo pendurado por todos os lados o doce de sua poética.Era um alcoviteiro do sonho, dA estética do delírio da fantasmagoria humana. Sõ lendo, quero conhecer sua cidde para beber seu cheiro. PauloVas

Stacey Kent fará quatro shows no Brasil em novembro

A DESLUMBRANTE E SIMPLES STANCEY KENT ESTARÁ NO BRASIL. VALE A PENA VER E CURTIR UMA CANTORA MADURA SÉRIA, ALÉM DE LINDA E DOCE-FÃ DA MPB PAULOVAS A cantora americana de jazz Stacey Kent fará quatro shows no Brasil em novembro. As informações foram divulgadas na tarde desta sexta-feira (15) pela assessoria de imprensa da produtora T4F, responsável pela turnê. Ela canta acompanhada pelo saxofonista Jim Tomlinson e pelo Trio Corrente. Stacey canta no Rio de Janeiro (27 de novembro), São Paulo (28), Curitiba (29) e Belo Horizonte (30). Stacey Kent no Brasil Rio de Janeiro Onde: Citibank Hall - Av. Ayrton Senna, 3.000 Quando: 27 de novembro Quanto: R$ 260 a R$ 350 São Paulo Onde: Teatro Abril - Av. Brigadeiro Luís Antônio, 411 Quando: 28 de novembro Quanto: R$ 100 a R$ 400 Curitiba Onde: Teatro Positivo - Rua Prof. Pedro Viriato Parigot de Souza, 5.300 Quando: 29 de novembro Quanto: R$ 180 a R$ 250 Belo Horizonte Onde: Teatro Sesc Palladium - Av. Augusto de Lima, 420 Quando: 30 de novembro Quanto: R$ 200 a R$ 300 Comunicar erroImprimir

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

DESTAQUE NA LITERATURA- MAIS UM PERNAMBUCANO NO MUNDO LITERÁRIO

Quero destacar este autor como um dos mais recentes aparecimentos de estrondo na literatura brasileira.VALE A PENA LER. PAULOVAS josé Luiz Passos nasceu em Pernambuco em 1971. Sociólogo por formação, doutorou-se em Letras. Morou em São Paulo e ensinou em Berkeley por nove anos. Atualmente é professor de literaturas brasileira e portuguesa na Universidade da Califórnia, em Los Angeles, onde também foi, de 2008 a 2011, diretor do Centro de Estudos Brasileiros. Em 1998, publicou Ruínas de linhas puras, sobre as viagens de Macunaíma e sua relação com Pero Vaz de Caminha e Ulisses, de James Joyce. Em Machado de Assis, o romance com pessoas (2007), interpretou a influência de Shakespeare na composição moral dos narradores e personagens de Machado. No campo da ficção, estreou em 2009 com Nosso grão mais fino, contando a história de dois amantes que imaginam uma relação incestuosa, enquanto assistem à ruína das suas famílias no Nordeste canavieiro. Seu romance mais recente, O sonâmbulo amador (2012), acompanha a vida madura de Jurandir, um pequeno burocrata da indústria têxtil que, às vésperas de se aposentar, é tomado pela necessidade de prestar mais atenção aos sonhos e rever suas amizades: sem jamais querer ser herói de última hora, do confronto entre o amor e a política Jurandir busca apenas encontrar melhor companhia. ELOGIOS “Nosso grão mais fino contraria positivamente a literatura do aqui e agora. Representa na literatura brasileira contemporânea um romance de efetiva modernidade.” Carina Lessa, Jornal do Brasil “O romance traz um dos suicídios mais espetaculares da literatura brasileira. A cena aparentemente implausível torna-se impecavelmente verdadeira.” Jerônimo Teixeira, VEJA “A força da narrativa consegue operar uma espécie de aproximação entre Faulkner e João Cabral de Melo Neto.” Ricardo Lísias, Correio Braziliense “Os momentos de recordação, neste sofisticado autor, pairam fora do tempo, numa construção ficcional de caprichada fatura.” Flávia Cesarino Costa, Valor Econômico “Linguagem e estilo se colocam em diálogo fértil, com metáforas preciosas, vocabulário rico. Um escritor culto e engenhoso, que tanto se abandona na prosa poética quanto bem controla as camadas de histórias.” Milena Britto, A tarde "Um romance grande, sensível, que reata sim com uma miríade de referências da nossa literatura, mas jamais o faz mediante uma tese pensada e arquitetada. Ao contrário. Quem ousa, firme e teimoso, reinventar a prosa do engenho, revisitar o açúcar que se supunha acabado? Mas, sobretudo, quem é o despudorado a escrever uma prosa poética, a inventar uma voz lírica quase como se a escrita ultrarealista das últimas décadas não tivesse existido?" Pedro Meira Monteiro, Universidade de Princeton “O estilo é fino, as personagens ficam de pé. E a narrativa, já madura para um primeiro romance, lembra ao leitor Osman Lins e Machado de Assis.” Milton Hatoum “Um livro imponente. Sua escrita evidencia o talento e o capricho de uma inteligência culta e rara.” Francisco J. C. Dantas “Um belo romance, embrenhado em memória e cheiro de açúcar.” Pepetela