sábado, 24 de abril de 2010

Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía - Pensamiento y debate



Gran parte de los esfuerzos de la crítica institucional de la pasada década han ido encaminados a examinar críticamente el inconsciente de la institución museística: el espacio de exposición o el llamado cubo blanco. Las consecuencias de este espacio ortodoxo, en su aparente neutralidad, significaban la exclusión de cualquier alusión a las condiciones reales de existencia, la relación únicamente visual entre público y objeto artístico y el establecimiento de una historia sin documentos a partir de la sucesión espacial de obras aisladas de cualquier contexto.

Esta critica exhaustiva se ha agotado sin embargo en la identificación de la institución artística con el cubo blanco, siendo incapaz de percibir el museo más allá de las salas de exposición. Esta conversación-entrevista plantea una revisión a otro espacio de exposición, el del catálogo o el del libro de arte, en el que las políticas de exposición se entrecruzan con los modos de lectura, las formas de narración y la sumisión o resistencia al mercado editorial y a lógica del objeto de consumo.

Ana Torfs 2
Ana Torfs - Beethoven's Nephew
Editor: Yves Gevaert, Bruselas, 1999
Tapa dura, 168 pp (inglés/neerlandés/francés/alemán)


A través de una entrevista a Filiep Tacq conducida por Aitor Méndez se analizará el doble rol del libro en el museo. Por un lado, en su relación con el régimen visual de la expositivo y de la imagen, si se trata de un documento o de un proyecto paralelo en otro medio y lenguaje, y, por otro lado, cómo se enfrenta a la demanda, cada vez mayor, de saturación y ostentación visual de un mundo sobre-diseñado o retorna elementos de reflexión histórica, capaces de analizar el propio medio y sus fines.



















Wim Ciuvers
Wim Cuyvers / Marc Deblieck
Editor: Yves Gevaert, Bruselas, 2002
Tapa blanda, 208 pp (inglés/neerlandés)


Filiep Tacq (http://www.filieptacq.com/) es diseñador gráfico independiente y ha sido profesor de esta disciplina en la Jan Van Eyck Academie de Maastricht (http://www.janvaneyck.nl/). Especializado en el diseño de libros de artista y de catálogos, trabajando junto al artista en proyectos de largo recorrido, ha producido más de 50 libros para instituciones como la DIA Art Foundation, Casino de Luxemburgo, MACBA, IMMA de Dublín, colaborando con artistas como Rodney Graham, Francis Alys, James Coleman o Tacita Dean, entre otros. Es el responsable del diseño de la reciente colección de libros del Monasterio de Silos del Museo Reina Sofía. Su método de trabajo consiste en el conocimiento de la historia de la producción del libro y sus paradigmas, determinados en la relación entre el libro y el lector, por un lado, y la tradición o costumbre que generan determinados códigos más o menos universales. A partir de este canon, Tacq introduce leves modificaciones que, al tiempo que están al servicio de la narrativa, dialogan con este metalenguaje.




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Ana Torfs 1
Ana Torfs - Beethoven's Nephew
Editor: Yves Gevaert, Bruselas, 1999
Tapa dura, 168 pp (inglés/neerlandés/francés/alemán)


Aitor Méndez (http://www.e451.net/) es diseñador gráfico independiente desde su estudio e451. Ha compatibilizado el diseño gráfico con el análisis crítico de la situación estructural del diseño en relación a la producción de mercancía y la espectacularización del objeto diseñado en su circulación. Al mismo tiempo, desarrolla su trabajo en entornos participativos y conversacionales, examinando los límites de la práctica del diseño gráfico. Ha diseñado la Revista del Museo Reina Sofía."

quarta-feira, 21 de abril de 2010

O escritor norte-americano Samuel Longhorne Clemens, mais conhecido por seu pseudônimo Mark Twain (1835-1910)

O escritor norte-americano Samuel Longhorne Clemens, mais conhecido por seu pseudônimo Mark Twain (1835-1910)BY UOL

"Foi um profundo filósofo com a visão de um profeta", afirmava o jornal "San Francisco Call" após saber da morte do escritor e jornalista Samuel Langhorne Clemens no dia 21 de abril de 1910 - ou Mark Twain, como ficaria conhecido na posteridade.

Seu legado prolífico, com títulos como "As aventuras de Tom Sawyer", "Huckleberry Finn" e "Príncipe e Mendigo", o tornou merecedor do título de "pai da literatura americana", como definiu o escritor William Faulkner em 1955.

Já em seu obituário se considerava que Mark Twain evoluiu de cômico brincalhão a "uma das grandes figuras literárias de seu tempo", embora o reconhecimento de seus contemporâneos não adoçasse seu final, marcado pelas tragédias familiares e a perda de seus entes queridos.
SAIBA MAIS
CAPÍTULO INÉDITO DE MARK TWAIN SERÁ LEILOADO NOS ESTADOS UNIDOS

As origens de Twain dizem muito sobre sua obra posterior: nasceu no dia 30 de novembro de 1835 na cidade de Flórida (Missouri, EUA), mas foi o porto de Hannibal, para onde se transferiu com sua família aos quatro anos, o cenário à beira do Mississipi no qual se inspiram as correrias de Tom e de Huckleberry, em que o autor colocou muitas de suas vivências.

Entre elas, sua relação com a escravidão, que viveu de perto em Mississipi, um estado que a permitia, e em sua própria casa, já que seu pai teve um escravo e um de seus tios teve vários com os quais o jovem Sam passava longas horas escutando contos e cânticos espirituais.

O escritor começou escrevendo artigos jornalísticos, profissão à qual chegou após uma viagem complicada com quase 18 anos que o levou a Nova York, onde colaborou em distintas publicações.

Em 1857 retornou ao Mississipi e após se dedicar a pilotar navios pelo rio, a explosão da guerra civil (1861-1865) o obrigou a abandonar este trabalho e o conduziu rumo a Nevada, onde pretendia dedicar-se a busca de ouro.

Origem do pseudônimo
Voltou em breve ao jornalismo no "Territorial Enterprise", na Virgínia, onde usou pela primeira vez o pseudônimo com o qual passaria à posteridade.

O primeiro ponto de inflexão em sua carreira como escritor chegou em 1865, com a publicação de um conto em diversos periódicos.

Twain conseguiu um êxito notável com este conto, mas ainda mais com seus artigos de viagens, compilados depois em um livro, "Guia para viajantes inocentes" (1869).

Enquanto continuava sua carreira como jornalista e começava a de escritor, Twain se mudou para várias cidades, se casou com Olivia Langdon e teve sua primeira filha, Susy, que morreu aos dois anos de difteria.

Um drama que o levou a se voltar para crítica social antes de se concentrar na ficção pura que, no entanto, sempre teve um forte cenário de realidade que demonstrava a clara vocação antropológica do escritor.




Capa de uma das edições da obra mais famosa de Twain: escritor aliou análise social e delicadeza

Em 1876 chegaram "As aventuras de Tom Sawyer", que ia muito além da literatura infantil e juvenil na qual se enquadrou em um primeiro momento e que apontava a vertente social que o escritor sempre daria a seus livros.

"Príncipe e mendigo" (1881), "Vida no Mississipi" (1883), "Um ianque na corte do rei Artur"" (1889) e aquela que é sem dúvida sua obra mais famosa, "As aventuras de Huckleberry Finn" (1884), na qual satiriza a escravidão predominante nos estados sulinos.

Um questão-chave e polêmica em suas obras, é que se por um lado contêm críticas duras à escravidão, também mantém posturas que alguns críticos consideram ambíguas por seu conteúdo racista.

Entre 1890 e 1900 Twain e sua família se dedicaram a viajar por todo o mundo e o escritor foi testemunha das diferenças sociais, que imortalizou em suas obras e desde 1901 até sua morte foi o presidente da Liga Anti-imperialista.

Uma experiência vital que o fez ter um profundo conhecimento da realidade na qual viveu e que colocou em suas novelas. "Supor está bem, mas descobrir é melhor", afirmou Twain, que sempre quis ser uma testemunha direta.

E esse realismo de seus relatos, com uma linguagem simples e divertida, fez dele um dos escritores mais influentes da literatura americana.

Obra "popular"
Foi o primeiro grande escritor americano que não procedia da costa leste; o primeiro a utilizar uma linguagem que se parecia a que o povo falava na realidade e, sem dúvida, um dos primeiros escritores nos quais a análise social se aliou com a delicadeza.

"Toda a literatura americana começa com ele. Não havia nada antes. Não há nada depois", assinalou Ernest Hemingway.

sábado, 17 de abril de 2010

Ficção brasileira contemporânea

SINPRO

Por Francisco Bicudo

O contato que os estudantes travam durante o ensino médio com a literatura brasileira e seus mais representativos autores em geral esgota-se com a análise sobre o movimento modernista. Por conta dos mais variados motivos – tempo restrito, estrutura das grades curriculares, excesso de conteúdos, bibliografia mais limitada e escassa, referências e parâmetros estabelecidos pelos exames vestibulares –, o mais comum é que esse percurso não ultrapasse a primeira metade do século XX. Cria-se dessa forma um vácuo, como se a produção literária nacional tivesse parado no tempo, sem consagrar outros estilos e experiências em décadas mais recentes.

O livro Ficção brasileira contemporânea (editora Civilização Brasileira), de Karl Erik Schollhammer, professor-associado do departamento de Letras da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), ajuda a preencher parcela dessa lacuna e se propõe a oferecer “um apanhado de nossa produção ficcional das últimas três décadas, até chegar à produção recente, que tem sido chamada de geração 00”, como destaca a própria apresentação da obra. Ainda na Introdução, o autor escreve que “o livro levanta questões centrais para uma melhor compreensão das transformações que vêm ocorrendo na literatura, dando preferência às obras mais recentes e que ainda não acumularam fortuna crítica”.

O SINPRO-SP trocou algumas ideias por e-mail com Schollhammer (atualmente, o pesquisador está na Dinamarca, onde desenvolve pesquisas financiadas pela Coordenadoria de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – CAPES). Por isso mesmo, a conversa está muito longe de esgotar o assunto, mas certamente representa um estímulo e uma porta de entrada para o fascinante mundo da ficção nacional contemporânea, que reúne autores tão distintos como Milton Hatoum, Bernardo Carvalho, Marcelino Freire e Cristovão Tezza, apenas para citar alguns dos autores analisados pelo professor da PUC-RJ.

Para o especialista, uma das características que aproxima esses escritores é “um contínuo interesse pelo realismo, o regionalismo, o intimismo existencial e psicológico, o experimentalismo linguístico e a meta-literatura”; no entanto, Schollhammer reconhece também as diferenças e ressalta que se trata de “um grupo heterogêneo” e que “não pretendeu criar uma homogeneidade falsa, quando há diferenças óbvias”.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Encontrada fotografia inédita de Rimbaud

São muito raras as imagens de Rimbaud durante o período em que viveu em África ()Encontrada fotografia inédita de Rimbaud
15.04.2010 - 13:15 Por PÚBLICO

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Uma fotografia inédita de Arthur Rimbaud, que mostra o poeta sentado numa varanda do Hotel de l’Univers, em Aden, na Abissínia, foi encontrada por acaso por dois livreiros numa feira de rua de antiguidades. A imagem, a única que existe de boa qualidade mostrando Rimbaud adulto, não está datada, mas os dois livreiros, Jacques Desse e Alban Caussé, acreditam que pode ter sido captada no início de 1880.

São muito raras as imagens de Rimbaud durante o período em que viveu em África ()

A descoberta, que aconteceu há cerca de dois anos, foi um puro acaso. A fotografia, que mostra um grupo de seis homens e uma mulher, fazia parte de um conjunto de imagens de Aden e chamou a atenção de Desse e Caussé por ter escrito na parte de trás Hotel de l’Univers – um dos dois estabelecimentos hoteleiros administrados por franceses na colónia, e precisamente aquele em que Rimbaud estivera instalado em Aden, onde viveu os últimos anos da sua vida, antes de morrer em França, aos 37 anos.

São muito raras as imagens de Rimbaud durante o período em que viveu em África, e em nenhuma é possível distinguir claramente os traços do seu rosto. Na que agora os dois livreiros divulgaram o rosto vê-se nitidamente, os olhos tristes, um pequeno bigode.

Para confirmarem as suspeitas de que poderia tratar-se do poeta, os dois homens pediram a ajuda de Jean-Jacques Lefrère, biógrafo de Rimbaud, que, ao fim de uma investigação, e de comparações com as imagens de adolescência do poeta, confirmou que se trata efectivamente dele.

terça-feira, 13 de abril de 2010

GALERIA DE ARTE UOL - CLIQUE AQUI E VÁ DIRETO- NO SITE

Em ''Marilyn'' (1962), do norte-americano Andy Warhol, encontramos as principais características da Arte Pop: por meio dos motivos e conceitos da publicidade, usando cores fortes e brilhantes, o artista faz uma crítica direta e irônica à sociedade consumista e à popularização da tevê

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Projetar e tecer, tecer e projetar





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Projetar e tecer, tecer e projetar
Como superar as dificuldades que presenciamos no ensino de Música nas escolas? Quais características deve ter um projeto de formação contínua de educadores que atuam com ensino de Música na Educação Infantil e nas séries iniciais do Ensino Fundamental? Como envolver professores de classe? Como prepará-los para atuar com novos paradigmas em suas prá- ticas docentes? Quais possibilidades e limites destas ações?
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>> A procura de respostas para estas questões orientou minha pesquisa de doutorado, que resultou na tese “Música na escola: desafios e perspectivas na educa- ção contínua de educadores da rede pública”, uma pro- cura de respostas, uma busca de conhecimento.
O homem foi procurar o sábio e lhe entregou o tapete, conforme ele havia lhe pedido. O sábio sorriu e, olhando bem dentro de seus olhos, ofereceu-lhe uma xícara de chá, enquanto dizia pausadamente:
- Você só conseguiu esse tapete, porque a partir de um certo momento de sua busca, deixou de pensar em você mesmo e passou a trabalhar apenas por ele. Então agora poderá obter o conhecimento que veio bus- car, quando falou comigo pela primeira vez. (MACHADO, 2004, p. 202)
Trabalhar pelo tapete... projetar e tecer, tecer e projetar uma pesquisa sobre formação contínua de educadores da Educação Infantil e do Ensino Fundamental I no Projeto Tocando, cantando,...fazendo música com crianças - Secretaria Municipal de Educação de Mogi das Cruzes, SP. Pesquisa que foi se constituindo processualmente, em uma seqüência que compreendeu três momentos.
O primeiro deles realizado ao longo dos anos 2002 e 2003, compreendeu cinco módulos de cursos solicita- dos pela Secretaria Municipal de Educação de Mogi das Cruzes. Embora referenciados nas questões de ensino das escolas, elas nem sempre eram o lócus de sua ocorrência. Nesta etapa todos os cursos foram minis- trados por mim, assim como indicações e orientações a esta Secretaria Municipal de Educação para aquisição de instrumentos musicais próprios para musicalização, reuniões nas escolas, organização e preparação de saí- das para assistir apresentações musicais.
O segundo momento teve início em meados de 2003
dando origem ao projeto Pedro e o Lobo, inspirado na obra de Prokofiev, por iniciativa da EM Dom Paulo Rolim Loureiro, uma pequena escola rural de Educação Infantil. As realizações das professoras e da diretora desta escola e o grande interesse que apresentavam levaram à criação e desenvolvimento de um projeto de formação contínua para o ensino de Música, realizado no espaço da escola e envolvendo toda a equipe peda- gógica. O êxito desse projeto propiciou em 2004 a sua expansão para mais outras sete escolas que também passaram a solicitar o mesmo desenho de projeto: ter assessoria de Música, realizar-se no lócus da escola, abranger toda equipe escolar, ser interdisciplinar e integrar-se ao Projeto Político Pedagógico da escola. O terceiro momento teve início em 2005, com a intro- dução de monitores. No começo com quatro professo- res de música da cidade, tendo-se ampliado no 2o semestre deste mesmo ano para mais três professores de música da cidade, junto a nove alunos meus da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho / Instituto de Artes de São Paulo, do curso Licenciatura em Educação Musical.
O trabalho teve sua continuidade a partir de setembro de 2007 - não mais fazendo parte desta pesquisa de doutorado - em um novo Projeto de Formação Contínua de Educadores, que manteve o mesmo nome do anterior, numa parceria da Secretaria Municipal de Educação de Mogi das Cruzes, com o Instituto de Artes - Unesp e Fundunesp, continuando até hoje. Com a chegada dos monitores de música, estes passaram a ter suporte da assessoria de Música, que também fazia a coordenação do projeto, em parceria com o Departamento Pedagógico desta SME.
Um olhar analítico ao longo do desenrolar desses três momentos do projeto Tocando, cantando,...fazendo música com crianças, evidencia o fato de ter começado com um projeto da SME de Mogi das Cruzes que solici- tou cursos de educação musical para professores e que >>
>> se consubstanciou em projetos das escolas, abarcando a equipe pedagógica da escola. Os cursos disponibili- zados no primeiro momento despertaram os participan- tes para o exercício de sua autonomia profissional que se revela no segundo momento com a construção do projeto com a equipe da escola, no lócus da escola. Autonomia que é levada adiante e se aprofunda nas escolas participantes, cada uma delas enveredando por temas e Projetos Político Pedagógicos diversos.
Foram importantes “despertadores” da iniciativa para a autonomia profissional docente, para a edificação do saber música e do saber ser educador que atua com música, a articulação de vários componentes: cursos; assessoria no lócus da escola; avaliações diagnóstica, processual e final; workshops; apreciação estética e práticas de ampliação da cultura musical docente; par- ticipação em apresentações musicais; apresentação de comunicações em eventos educacionais; publicação de produções textuais. Esses componentes foram surgin- do e se desdobrando a cada ano, fruto do processo desenvolvido e das avaliações diagnóstica, processual e final que indicava caminhos, retomadas, mudança de curso, avanços.
É preciso compreender que os modos de ser não são fortuitos; todos eles têm razões his- tóricas, tanto os velhos, já instalados, quan- to os novos, desejados. Quanto mais sereno for esse encontro, mais paciente será o pro- fissional consigo próprio e com o seu pro- cesso de mudança, posto que, como quais- quer dos processos humanos, este também não é linear e está sujeito a paradas, retro- cessos, avanços, pequenos e grandes. (PEN- TEADO, 2001, p.17)
O que a passagem de um para outro momento nos revela sobre o sentido do percurso dessa pesquisa- intervenção? Do primeiro para o segundo momento caminhamos da incorporação progressiva de novos conhecimentos, procedimentos, atitudes, valores do primeiro momento, para a assunção da autonomia pro- fissional no segundo momento; deste para o terceiro, para a socialização da experiência e dos registros dos conhecimentos produzidos, ampliando a cultura musi- cal docente, fortalecendo a profissionalidade.
Desta pesquisa pode-se extrair princípios norteadores de Projetos de Formação Contínua de Educadores que trabalham com música na Educação Infantil e no Ensino Fundamental I, que:
• sejam construídos a partir dos docentes, de suas experiências profissionais, de seus conhecimentos e desconhecimentos de música e do ensino de música e que, sobretudo, sejam construídos com os próprios educadores da Secretaria Municipal de Educação: pro- fessores, ADIs (Auxiliares de Desenvolvimento Infantil
das creches) diretores de escola, supervisores de ensi- no, equipe técnica da SME; • privilegiem o lócus da escola como local de constru- ção, inscrevendo-se em seu Projeto Político Pedagógico e que sejam de realização interdisciplinar, envolvendo toda a instituição;
• sejam realizados no modo de “pesquisa-interven- ção”, procedimento este capaz de cobrir pontos funda- mentais em projetos de Formação Contínua de Educadores que trabalham com Música, quais sejam: 1. produzir relatório de pesquisa que apresente avalia- ção da vivência realizada;
2. articular o trabalho de ensino investigativo da rede pública com a Universidade, enriquecendo a produção de conhecimento de ambas as instituições e rompen- do com a produção verticalizada e a fragmentação entre a teoria e a prática, pela produção conjunta/cola- borativa/comunicacional de conhecimento;
3. dar conta de importantes funções de um ensino pro- dutivo de música: 3.1. aprendizagem de música como linguagem e forma de expressão artística, introduzindo música erudita, popular e de tradição, passando por diferentes moda- lidades;
3.2. que resulte na produção de conhecimento pelo docente sobre o ensino de música, no registro desse conhecimento produzido e em sua socialização através de publicação de artigos, da participação em encontros / congressos;
3.3. que se realize de forma contextualizada, envolven- do profissionais de música e amadores da comunida- de onde a escola se situa, sensibilizando essa mesma comunidade com apresentações de cultura musical. Inicialmente concebida ou para suprir lacunas da for- mação inicial, ou como atualização de conhecimentos específicos e pedagógicos, a formação contínua de educadores passa a ser concebida como importante fonte de produção de conhecimento, no caso sobre o ensino de Música. A realização de Projetos de Formação Contínua de Educadores tendo por meta a qualificação da profissionalidade docente sob a forma de “pesquisa intervenção”, esclarece uma concepção de Projeto distanciada de uma compreensão de “dono da verdade”, de “receita pronta e acabada” e a admis- são de que o processo de ensino-aprendizagem é sem- pre um acontecimento único, singular, no lócus de seu acontecimento e por essa razão, sempre um celeiro de produção de novos conhecimentos. <<
Iveta Maria Borges Ávila Fernandes - Doutora em Educação pela Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (FEUSP), Mestre em Artes pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECAUSP) e Professora do Instituto de Artes da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP).
A tese na íntegra está disponível em: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/48/48134/tde-08122009-152940/

domingo, 11 de abril de 2010

A era virtual - MUSEUS ON LINE


Vá ao museu, sem sair de casa-visite ---------http://eravirtual.org/



Doze museus brasileiros de quatro estados diferentes poderão, agora, ser visitados pela internet de forma gratuita e em condições de alta performance tecnológica. É o projeto ERA Virtual – Museus, que irá reproduzir as exposições dos museus tal qual elas foram montadas.

Além de ampliar o acesso à cultura, a iniciativa abrange aspectos educativos, sociais e turísticos. O lançamento da primeira exposição acontece na segunda quinzena de março de 2010 e traz cinco museus para as telas do computador, sendo eles: o Museu de Artes e Ofícios, em Belo Horizonte/MG, o Museu Nacional do Mar, em São Francisco do Sul/SC, Casa de Cora Coralina, em Goiás Velho/GO, o Museu Victor Meirelles, em Florianópolis /SC e o Museu do Oratório, em Ouro Preto/MG

Visitações virtuais já são comuns nos principais museus do mundo como o Louvre, em Paris, ou o Museu Egípcio, no Cairo. Porém, a maior parte deles não permite uma navegabilidade contínua, além de apresentar um sistema pesado, que demora muito para carregar. Já o projeto ERA Virtual é mais completo.

Explorando os museus

O objetivo do ERA Virtual é ampliar o alcance sócio-cultural dos museus que fazem parte do projeto, visto que 92% da população brasileira nunca visitou galerias de arte ou museus, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Além de democratizar o acesso a essas informações de forma gratuita, fornecer um material de qualidade e ainda estimular o turismo cultural.

Todo o percurso pode ser acompanhado por um guia virtual que transmite ao internauta informações sobre o lugar e seu acervo. Intuitivo e de fácil utilização, o projeto ainda será veiculado em inglês, espanhol e francês. A tecnologia não demanda computadores potentes ou com muita memória, o que torna o projeto acessível de qualquer máquina, em qualquer lugar do mundo, gratuitamente.

O projeto custará 720 mil reais e é financiado por intermédio das Leis Federal e Estadual de Incentivo a Cultura de Minas Gerais e incentivado por empresas privadas.

Os museus participantes da primeira fase do projeto ERA Virtual- Museus são:

Lançamentos na segunda quinzena de março:

Museu de Artes e Ofícios - Belo Horizonte / MG
Museu Nacional do Mar - São Francisco do Sul / SC
Casa de Cora Coralina - Goiás / GO
Museu Victor Meirelles - Florianópolis / SC
Museu do Oratório - Ouro Preto / MG


Lançamentos seguintes:

Memorial Tancredo Neves - São João del-Rei / MG
Museu de Ciências Naturais PUC Minas - Belo Horizonte / MG
Museu do Homem do Nordeste - Recife / PE (em fase final de negociação)
Museu Histórico Abílio Barreto – Belo Horizonte / MG
Museu Guimarães Rosa – Cordisburgo / MG
Museu Casa Guignard – Ouro Preto / MG
Museu do Diamante – Diamantina / MG


Fonte: Sinal de Fumaça - A comunicação original

quarta-feira, 7 de abril de 2010

¿Un nuevo museo en la Casa Rosada?

por REVISTA Ñ EL CLARIN B AIRES AR
Dentro del marco por los festejos del Bicentenario, un parte del edificio de la Casa Rosada, su Museo Histórico, planea hacer una apuesta doble: inaugurar a la vez, en el mismo momento y lugar, el famoso y controvertido mural del pintor David Alfaro Siqueiros ya restaurado, y junto a él, un nuevo "museo de arte político".
Por: Mercedes Pérez Bergliaffa
Según contó a Clarín y a Ñ el director del Museo Histórico, Juan Ganduglia, "el nuevo museo funcionará en el mismo espacio donde se va a emplazar el mural de Siqueiros, en el patio de la Aduana Taylor, en los fosos ubicados detrás de la Casa Rosada, que están siendo techados como parte de la reforma para albergar mural y museo."

El nuevo museo dependería del Museo de la Casa Rosada. Sería una suerte de ala artística dentro de un contexto fundamentalmente histórico y político. El patrimonio del museo va a estar formado por obras que diferentes artistas -Carlos Gorriarena, Luis Felipe Noé y Ricardo Carpani, entre otros- regalaron y donaron a la Rosada a lo largo de los años, y que ahora están allí sin un destino claro.

"El museo tendrá un área de exhibición permanente y otra con exhibiciones temporales, en las que se invitarán a artistas a exponer y a que presten sus obras," aclara Ganduglio. Aunque todavía no está definido quién va a ser el curador, sí se sabe cómo se va a llamar. "Decidimos llamarlo 'Ricardo Carpani'", comenta Ganduglia, "en homenaje a ese gran artista argentino."

¿Pero es realmente un nuevo museo o funcionará como un ala del Museo Histórico de la Casa Rosada? "La idea es que no sea otro museo sino que va a depender del Museo Histórico de la Casa Rosada", contesta su director. Todavía no hay fecha establecida para la inauguración, aunque sí se sabe que se planea hacerlo durante el Año del Bicentenario.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

A literatura brasileira no século 21

A literatura brasileira no século 21
Jornal do Brasil -LEIA MAS LÁ,PRESTIGIE O JORNAL DO BRASIL

RIO - Por volta de fins dos anos 70 do século 20, com a transformação das estruturas da geopolítica mundial, a literatura também passa por mudanças e arranjos que vão afastá-la dos pilares erigidos pelo movimento estruturalista via universidade e crítica literária. Com efeito, o processo de globalização e o consequente desejo de enfraquecimento das linhas demarcatórias entre os países, trazendo a reboque a debilitação do conceito de identidade, e a aplaudida (por muitos) vitória do sujeito, acabam por se manifestar no processo narrativo. Aspectos que evidenciam essa mudança no campo das letras são, entre outros, o esmaecimento das linhas fronteiriças entre os gêneros literários e o surgimento do conceito de economia do livro, com capas chamativas e a super-exposição do autor como parceiro fundamental para a venda da obra-objeto.

Essa ficção passou a ganhar notoriedade a partir dos anos 90, ao usufruir das diversas ferramentas de publicação e de divulgação na web. As categorias literárias e os critérios canônicos foram perdendo nitidez. Clarice Lispector, prenunciando com genialidade o pós-modernismo na literatura brasileira, já refletia, em Água viva, sobre essa questão do definhamento das fronteiras entre os gêneros: “Tentei classificar o livro: notas? Pensamentos? Fragmentos autobiográficos? Cheguei à conclusão que é tudo isso junto” – reflexões de Clarice que, diga-se, vão prefaciar dezenas de romances brasileiros dos anos 80. Essa dessacralização da literatura, às vezes algo cabotina, também teve o apoio de Ana Cristina César, uma das poetas mais emblemáticas dos anos 70/80: “A literatura ficou associada a uma coisa que te dá prestígio, a um artifício para você conquistar pessoas(...) acho isso ridículo”.

A cena literária, sobretudo a partir da década de 90, passa a se caracterizar por uma massificação de escritores, pela democratização criativa usada e abusada por todos, pela consolidação do individualismo, pelo umbiguismo autobiográfico e pelo descaso, às vezes absoluto, com a tradição – “não preciso ler poetas do passado para ser poeta”, ouvia-se pelos corredores das universidades. A classe média, a urbe e os fragmentos comunitários da cidade devoradora são escolhidos como temas e as ansiedades individuais trazidas à frente da cena. O roteiro cinematográfico sai fortalecido. É claro que a narrativa virá vazada em linguagem crua e direta. A violência e a competição desenfreada são moedas correntes. Mas houve uma abertura sadia para mais segmentos sociais e para novos experimentos de linguagem e de estilo. A aproximação com a oralidade não é, porém, a mesma da época dos modernistas em busca de uma identidade nacional: ela agora é a busca do reconhecimento e da fixação do sujeito social.

Alguns acontecimentos relativamente recentes, entretanto, parecem confluir para uma mudança radical do ponto de vista do homem em relação a si mesmo e ao mundo. O iminente colapso ecológico e a crise econômica, a exigir uma reformulação do sistema do capital, incitam dois polos reativos: o do ser agonizante ou melancólico diante das ruínas de um modelo malogrado, e daquele capaz de abandonar a longa fase individualista e buscar uma forma de se reconciliar com o outro e de se harmonizar com o planeta. Se observarmos o panorama literário do fim do primeiro decênio do século 21, podemos constatar que germina, entre muitos de nossos escritores, uma estética que remete para valores estritamente literários, com romances visitando a poética de João Cabral, de Drummond, de Graciliano e até de autores do movimento pré-modernista brasileiro. É uma jovem e dispersa tendência – que talvez se firme ou não. Cabe ao pesquisador arguto primeiro mapeá-la com isenção e, depois, acompanhar seu desenrolar. O que ela seria? Um mero desdobramento da pós-modernidade? Ou estaríamos diante de uma tendência que, agregando tônus, pode vir a superar o pós-moderno?

Qualquer que seja a resposta, o certo é que essa jovem e dispersa tendência, que poderíamos chamar de pós-pós, volta-se para a exposição de relações humanas mais delicadas e consentâneas da necessidade de uma sociedade menos bestializada – sociedade que o pós-moderno, por excesso de individualismo de uma economia liberal vencedora, acabou por priorizar. Do ponto de vista das categorias literárias sente-se o retorno do emprego metafórico e simbólico da linguagem e da poética. A língua portuguesa aparece mais caprichada e são abandonadas a indigência lexical e a oralidade propositalmente vulgarizada. Constata-se o uso mais frequente de técnicas gráficas como o velho travessão, por exemplo, diante da fala dos personagens, refletindo a presença mais assídua do narrador onisciente, além da diminuição drástica do emprego do palavrão e da violência gratuita. A fragmentação do texto e do sujeito, tão tipicamente pós-moderna, parece perder força. As narrativas são mais descritivas, volta insidiosamente o enredo. O regionalismo entra em foco e, então, o conflito campo versus cidade passa a reviver a província como o lugar do homem mais puro, sem o choque da violência e da efemeridade nociva da urbe. O amor – visto, em geral, no pós-moderno como algo piegas – entra devagarzinho em cena no lugar do sexo e da cocaína insaciáveis. As descrições das cenas de extrema violência parecem estancar antes do jorro cinematográfico do sangue.

A brutalidade das narrativas da intitulada Geração 90 vai desaparecer? A classe média, não só os especialistas em letras, vão voltar a ler romances?

Pela relativa diminuição da “fissura” dos blogs, segundo relato de alguns professores, os jovens blogueiros e twitteiros parecem estar se perguntando: “de que adianta uma escrita democratizada, para nós, jovens escritores que buscamos ingressar no mercado editorial, se não atendemos a um mercado de leitores? Só vou me sentir um verdadeiro escritor quando o meu texto no blog for publicado por uma editora” – eis um pensamento que, não raro, ouve-se por aí. Não se pode ainda esquecer do iminente impacto dos leitores de e-books no mercado editorial e as resultantes transformações em todas as esferas que englobam a ficção. Ocorrerá uma maior democratização da literatura? O recente concurso da Academia Brasileira de Letras de contos no Twitter, por exemplo, aumentará o público leitor? Quais as mudanças no fazer ficcional e na recepção das obras literárias?

A ficção brasileira do último decênio aponta novas veredas de composição literária. Cabe ao crítico atentar para os sinais de esgotamento de uma estética violenta, fragmentada e febril e para as consequentes bifurcações estilísticas de um movimento pós-pós-modernismo.

A literatura brasileira no século 21

A literatura brasileira no século 21
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RIO - Por volta de fins dos anos 70 do século 20, com a transformação das estruturas da geopolítica mundial, a literatura também passa por mudanças e arranjos que vão afastá-la dos pilares erigidos pelo movimento estruturalista via universidade e crítica literária. Com efeito, o processo de globalização e o consequente desejo de enfraquecimento das linhas demarcatórias entre os países, trazendo a reboque a debilitação do conceito de identidade, e a aplaudida (por muitos) vitória do sujeito, acabam por se manifestar no processo narrativo. Aspectos que evidenciam essa mudança no campo das letras são, entre outros, o esmaecimento das linhas fronteiriças entre os gêneros literários e o surgimento do conceito de economia do livro, com capas chamativas e a super-exposição do autor como parceiro fundamental para a venda da obra-objeto.

Essa ficção passou a ganhar notoriedade a partir dos anos 90, ao usufruir das diversas ferramentas de publicação e de divulgação na web. As categorias literárias e os critérios canônicos foram perdendo nitidez. Clarice Lispector, prenunciando com genialidade o pós-modernismo na literatura brasileira, já refletia, em Água viva, sobre essa questão do definhamento das fronteiras entre os gêneros: “Tentei classificar o livro: notas? Pensamentos? Fragmentos autobiográficos? Cheguei à conclusão que é tudo isso junto” – reflexões de Clarice que, diga-se, vão prefaciar dezenas de romances brasileiros dos anos 80. Essa dessacralização da literatura, às vezes algo cabotina, também teve o apoio de Ana Cristina César, uma das poetas mais emblemáticas dos anos 70/80: “A literatura ficou associada a uma coisa que te dá prestígio, a um artifício para você conquistar pessoas(...) acho isso ridículo”.

A cena literária, sobretudo a partir da década de 90, passa a se caracterizar por uma massificação de escritores, pela democratização criativa usada e abusada por todos, pela consolidação do individualismo, pelo umbiguismo autobiográfico e pelo descaso, às vezes absoluto, com a tradição – “não preciso ler poetas do passado para ser poeta”, ouvia-se pelos corredores das universidades. A classe média, a urbe e os fragmentos comunitários da cidade devoradora são escolhidos como temas e as ansiedades individuais trazidas à frente da cena. O roteiro cinematográfico sai fortalecido. É claro que a narrativa virá vazada em linguagem crua e direta. A violência e a competição desenfreada são moedas correntes. Mas houve uma abertura sadia para mais segmentos sociais e para novos experimentos de linguagem e de estilo. A aproximação com a oralidade não é, porém, a mesma da época dos modernistas em busca de uma identidade nacional: ela agora é a busca do reconhecimento e da fixação do sujeito social.

Alguns acontecimentos relativamente recentes, entretanto, parecem confluir para uma mudança radical do ponto de vista do homem em relação a si mesmo e ao mundo. O iminente colapso ecológico e a crise econômica, a exigir uma reformulação do sistema do capital, incitam dois polos reativos: o do ser agonizante ou melancólico diante das ruínas de um modelo malogrado, e daquele capaz de abandonar a longa fase individualista e buscar uma forma de se reconciliar com o outro e de se harmonizar com o planeta. Se observarmos o panorama literário do fim do primeiro decênio do século 21, podemos constatar que germina, entre muitos de nossos escritores, uma estética que remete para valores estritamente literários, com romances visitando a poética de João Cabral, de Drummond, de Graciliano e até de autores do movimento pré-modernista brasileiro. É uma jovem e dispersa tendência – que talvez se firme ou não. Cabe ao pesquisador arguto primeiro mapeá-la com isenção e, depois, acompanhar seu desenrolar. O que ela seria? Um mero desdobramento da pós-modernidade? Ou estaríamos diante de uma tendência que, agregando tônus, pode vir a superar o pós-moderno?

Qualquer que seja a resposta, o certo é que essa jovem e dispersa tendência, que poderíamos chamar de pós-pós, volta-se para a exposição de relações humanas mais delicadas e consentâneas da necessidade de uma sociedade menos bestializada – sociedade que o pós-moderno, por excesso de individualismo de uma economia liberal vencedora, acabou por priorizar. Do ponto de vista das categorias literárias sente-se o retorno do emprego metafórico e simbólico da linguagem e da poética. A língua portuguesa aparece mais caprichada e são abandonadas a indigência lexical e a oralidade propositalmente vulgarizada. Constata-se o uso mais frequente de técnicas gráficas como o velho travessão, por exemplo, diante da fala dos personagens, refletindo a presença mais assídua do narrador onisciente, além da diminuição drástica do emprego do palavrão e da violência gratuita. A fragmentação do texto e do sujeito, tão tipicamente pós-moderna, parece perder força. As narrativas são mais descritivas, volta insidiosamente o enredo. O regionalismo entra em foco e, então, o conflito campo versus cidade passa a reviver a província como o lugar do homem mais puro, sem o choque da violência e da efemeridade nociva da urbe. O amor – visto, em geral, no pós-moderno como algo piegas – entra devagarzinho em cena no lugar do sexo e da cocaína insaciáveis. As descrições das cenas de extrema violência parecem estancar antes do jorro cinematográfico do sangue.

A brutalidade das narrativas da intitulada Geração 90 vai desaparecer? A classe média, não só os especialistas em letras, vão voltar a ler romances?

Pela relativa diminuição da “fissura” dos blogs, segundo relato de alguns professores, os jovens blogueiros e twitteiros parecem estar se perguntando: “de que adianta uma escrita democratizada, para nós, jovens escritores que buscamos ingressar no mercado editorial, se não atendemos a um mercado de leitores? Só vou me sentir um verdadeiro escritor quando o meu texto no blog for publicado por uma editora” – eis um pensamento que, não raro, ouve-se por aí. Não se pode ainda esquecer do iminente impacto dos leitores de e-books no mercado editorial e as resultantes transformações em todas as esferas que englobam a ficção. Ocorrerá uma maior democratização da literatura? O recente concurso da Academia Brasileira de Letras de contos no Twitter, por exemplo, aumentará o público leitor? Quais as mudanças no fazer ficcional e na recepção das obras literárias?

A ficção brasileira do último decênio aponta novas veredas de composição literária. Cabe ao crítico atentar para os sinais de esgotamento de uma estética violenta, fragmentada e febril e para as consequentes bifurcações estilísticas de um movimento pós-pós-modernismo.

sábado, 3 de abril de 2010

Una recopilación de Octavio Paz sobre la historia de México

BY -http://cercle-de-lecture-la-javie.blogspot.com/2009_07_01_archive.html
Publicarán una recopilación de Octavio Paz sobre la historia de México
El libro se está haciendo", confirmó una portavoz de la casa editorial a propósito del proyecto en torno al poeta y ensayista que se lanza con motivo de la celebración en 2010 del centenario de la Revolución y el Bicentenario de la Independencia.

La editorial estatal mexicana Fondo de Cultura Económica (FCE) publicará este año un libro con textos sobre historia de México escritos por el Nobel de Literatura Octavio Paz (1914-1998) a lo largo de su vida, dijeron a Efe fuentes de la editorial.

La obra llevará por título La huella del peregrino, contendrá textos seleccionados por el editor Adolfo Castañón, y estará prologado por el historiador francés Jean Meyer.

El FCE ha publicado la mayor parte de las obras completas de Paz y es titular de los derechos de la mayoría de sus escritos.

El libro más vendido del intelectual mexicano es El laberinto de la soledad (1950), pero también han salido otros como Postdata, Vuelta a El laberinto de la soledad, Cartas a Tomás Segovia (1957-1985), y Octavio Paz en España, entre otros.

EFE

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