segunda-feira, 21 de junho de 2010

A ARTE DE SANTIAGO CALATRAVA






Santiago Calatrava Arquiteto espanhol 1951, Benimámet, Valência

Santiago Calatrava
Arquiteto espanhol
1951, Benimámet, Valência

Em 1974, licenciou-se em arquitetura na cidade de Valência, onde também freqüentou o curso de urbanismo e de Belas Artes. Mudou-se para Zurique para estudar engenharia civil, licenciando-se em 1979 e doutorando-se em 1981. Nesse mesmo ano, abriu seu estúdio profissional em Zurique, que atualmente conta com sedes em Paris e Valência. É difícil estabelecer um perfil da arquitetura de Calatrava devido a sua complexidade e heterodoxia irredutíveis a fórmulas. Talvez por isso, e por sua própria formação integral (estudos de artes e ofícios, arquitetura e engenharia), é um dos protagonistas mais originais e completos da arquitetura contemporânea. Sua assinatura encontra-se em mais de 200 trabalhos: estudos, opiniões, concursos e projetos de várias dimensões, desde os interiores a grandes infra-estruturas. Também é o autor de muitas realizações de grande porte, como pontes (Ponte do Alamillo, Sevilha, 1987-1992), estações, aeroportos, espaços para eventos e trabalhos de ordenação urbanística. A arquitetura de Calatrava é muito estrutural e presta muita atenção ao pormenor material. Predomina também o valor cinético-dinâmico em contraponto ao tradicional imobilismo das massas arquitetônicas. É uma arquitetura tecnológica – mas não técnica –- e figurativa, sem ser formal, baseada no movimento, na transformação, na adaptabilidade. Calatrava gosta de evidenciar o movimento das forças que animam as construções. Introduz soluções móveis e configurações dinâmicas, freqüentemente assimétricas. Talvez por isso seja classificado como um dos mais ativos "estruturistas" contemporâneos. Também gosta de dotar suas realizações de conotações organicistas e surrealistas. Inspira-se primordialmente nos seres da natureza (antropomórficos, harmonias e equilíbrios dos esqueletos ou das formas naturais, articulações-rótulas, tendões-cabos); assume muitos riscos na busca de um estilo próprio que se baseia na natureza. Em sua curta trajetória, já tem obras suficientemente importantes para ser reconhecido ("Torre de Montjuïc, Barcelona, 1982-1992). Dotado de um grande talento para o desenho, também se ocupou de pesquisas paralelas à sua arquitetura, tanto no campo do desenho de objetos como no da escultura.

Um comentário:

  1. Fantástico! Calatrava abusa e ousa em suas estruturas. Verdadeiros esqueletos gigantes cheios de leveza e dinamismo. A assimetria é muito bem explorada nas formas e estas ficam equilibradas harmonicamente. As formas orgânicas refletem bem a ideia do natural. Lindíssimo o trabalho dele!

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