segunda-feira, 2 de novembro de 2009

"Incentivo à arte". É assim que os jovens que participaram no sábado passado no primeiro concurso de grafiti de Almada



Retirado do DN PT http://www.prensaescrita.com/diarios.php?codigo=POR&pagina=http://www.jn.pt

"Incentivo à arte". É assim que os jovens que participaram no sábado passado no primeiro concurso de grafiti de Almada qualificam a decisão do município de legalizar espaços para que possam trabalhar.

Para Ricardo Pereira, "Skran", 27 anos, a pintar há seis, "ao legalizar espaços para a prática de grafiti, a Câmara incentiva os jovens a fazerem boa arte. A trabalharem sobre um projecto bem definido, bem pensado".

"Também este concurso", considerou, "faz parte do tipo de eventos que obrigam os jovens a fazer melhores desenhos", afirmou à Lusa, frente ao muro da Escola Secundária Francisco Simões, no Laranjeiro, onde os artistas desenharam os grafiti a concurso na prova final. "Ao estares a pintar, estás a partilhar esse teu mundo interior e a pô-lo cá para fora", considerou. "É uma arma contra a automatização crescente do dia-a-dia".

Diogo Talaia, 19 anos, "Cria", pinta desde os 12. A concurso, trouxe "um mural alusivo à limpeza das ruas e à recolha do lixo": "O grafiti é uma forma de me expressar e melhorar a estética da cidade", defende. Para ele, "quanto mais sítios forem legalizados para a prática de grafiti, melhor".

O vereador da Cultura da Câmara, António Matos, explicou que o concurso foi concebido a partir de alguns pressupostos. "Pensámos em realizar uma acção criativa que pudesse disponibilizar à cidade, em local de grande visibilidade, a expressão do grafiti. Queremos projectar esta arte". Para o vereador, é importante que "nesta relação com os grafiters se faça alguma coisa para que este fenómeno criativo enriqueça a cidade e não a empobreça, centrando-se nos espaços onde pode ser feito (cerca de 20 locais no concelho) e nunca danificando património público e privado". O concurso tem assim, de acordo com o autarca, "uma preocupação cultural, educativa e de cidadania".

O júri atribuiu o primeiro prémio, no valor de 600 euros, a Davi Campos. "O grafiti faz parte da cidade, nasceu com ela. Quanto mais grafiti, mais cidade ela parece", disse o jovem, à agência Lusa.

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