quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Quatro escritores portugueses e seis brasileiros disputaram, na fase final, o conceituado Prémio PT. Nuno Ramos convenceu o júri com o livro 'Ó'

http://dn.sapo.pt/inicio/artes/interior.aspx?content_id=1416779&seccao=Livros

Nervosismo. Este foi o sentimento dominante entre os finalistas na 7.ª edição do Prémio Portugal Telecom (PT) de Literatura, um dos mais importantes prémios para a escrita atribuídos no Brasil. Entre os nervosos estavam quatro escritores portugueses e seis brasileiros num processo que envolveu centenas de obras e que, em várias etapas e igual número de júris, foi pondo de lado os livros a concurso até serem apenas 50 as obras em análise e, na derradeira fase, apenas dez os seleccionados.

A cerimónia de entrega do prémio decorreu em São Paulo e galardoou o escritor brasileiro Nuno Ramos, com o livro 'Ó', que ainda não está publicado em Portugal. Os nomes foram retirados de dentro de um envelope e mantiveram-se até ao último momento em segredo, sendo só do conhecimento da empresa que auditou a votação.

Mais uma vez, o debate ocorrido ontem pela manhã entre os membros do júri foi bastante aceso devido à defesa até ao fim das posições de cada um dos dez membros nas suas apostas literárias.

Com a presença naquela cidade brasileira da maior parte dos autores - marcaram ausência António Lobo Antunes e João Gilberto Noll - num almoço com a presença do presidente da PT, Zeinal Bava, o dia começou cedo e acabou tarde. O escritor José Luís Peixoto, que já tem três livros editados no Brasil, assumiu ao DN que estava nervoso e aguardava com grande expectativa o anúncio. A razão, explica, deve-se ao empurrão que o prémio da PT promove na carreira do autor que o ganha e no aumento de vendas do livro em escrutínio, o que, no seu caso, "é sempre importante". Considera que tem tido mais êxito junto da crítica que do público e este poderá ser o momento para alterar tal realidade. Por seu lado, Gonçalo M. Tavares estava mais distendido e garante que não gasta a sua energia numa situação destas, apesar de não descurar os efeitos do galardão: "Os prémios são sempre importantes mas o correcto é manter o percurso e agradecer o que aparece de bom." Também Inês Pedrosa aguardava calmamente o anúncio, após ter vindo com os dois portugueses do festival literário de Porto Galinhas.

As obras dos autores portugueses eram romances, enquanto os brasileiros distribuíam-se por três géneros literários: conto, por Nuno Ramos; poesia, por Eucanãa Ferraz; e romances de Lourenço Mutarelli, João Gilberto Noll, Silviano Santiago e Maria Esther Maciel.

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