domingo, 22 de novembro de 2009

Telas de Luiz Áquila são roubadas a caminho de Brasília

Está tornando-se corriqueiro no Brasil, o que acontece no resto do mundo, em especial na Europa o roubo de obras de Artes ;será que há conexão desta máfia com o mundo ou é caso isolado?PVasconcelos

A pintura e o abraço da pintura: obra levada pelos ladrões durante assalto - (Arquivo Pessoal )by Correio Brasiliense leia mais

Nahima Maciel
Publicação: 20/11/2009 10:19 Atualização: 20/11/2009 10:36
Um caminhão carregado com 30 obras do pintor carioca Luiz Áquila foi roubado na madrugada de terça-feira, no bairro de Bonsucesso, na saída do Rio de Janeiro. O caminhão saía da capital fluminense em direção a Brasília com pinturas e desenhos da exposição Minhas aventuras na arte, prevista para ser inaugurada na próxima quinta-feira na Galeria Vitrine da Caixa Cultural.


A pintura e o abraço da pintura: obra levada pelos ladrões durante assalto
Do total de obras destinadas à mostra, 12 acabaram roubadas. São pinturas sobre papel, desenhos e uma tela intitulada Canteiro de obra, sobre a qual o artista interfere a cada nova exposição. As pinturas em grande formato foram deixadas para trás e serão expostas em Brasília. "É muito triste, a perda de uma obra não tem como reparar, não é como um produto industrializado que você compra outro e substitui. Felizmente, não roubam o que está dentro de mim", lamenta o artista.

Minhas aventuras na arte seria a primeira exposição em Brasília depois de 22 anos sem mostrar obras na cidade. Filho do arquiteto Alcides da Rocha Miranda, um dos fundadores da Universidade de Brasília (UnB), Áquila morou e estudou na capital nos anos 1960. Realizar a mostra na cidade era uma maneira de contar aos amigos brasilienses o que o artista produziu nas duas últimas décadas. "É uma pena porque essa exposição é muito importante para mim."

No lugar dos desenhos roubados, o artista decidiu colocar reproduções fotográficas em tamanho original e em preto e branco. Também vai retomar o conceito da pintura Canteiro de obra e começar uma nova tela. "É para não ficar com cara de velório. Não vou deixar uns bandidinhos miseráveis me abaterem. Mantenho o pincel em riste", diz. "Não vou fazer as reproduções a cores porque não quero fazer imitação e para ter uma dose de tristeza."

As obras têm seguro e estão avaliadas em R$ 600 mil. Foram roubadas de um caminhão da transportadora Pontual junto com outras cargas que incluíam material hospitalar. Áquila não acredita que o alvo tenha sido suas obras. "Foi roubo de carga", garante. Todas as galerias do Rio de Janeiro já foram avisadas e receberam fotografias das pinturas e desenhos roubados.

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