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sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Reynaldo Fonseca


http://bit.ly/24KvBP

Mulher com Pássaro e Garoto
Técnica: Óleo sobre tela
Medida: 60 x 80 cm
Data: 2005
Menina com Chapéu
Técnica: pincel seco sobre cartão
Medida: 70 x 50 cm
Data: 1986


Nascido no Recife (PE). Em 1944, vivendo no Rio de Janeiro, tornou-se aluno de Cândido Portinari (1903-1962). De volta de uma viagem à Europa, em 1949, e novamente residindo no Rio, aprendeu por três anos com Henrique Oswald, no Liceu de Artes e Ofícios (Rio de Janeiro), a técnica da gravura.

Em 1952 retornou ao Recife, matriculando-se nas aulas de modelo vivo da Escola de Belas Artes e cursando por algum tempo o Ateliê Coletivo, fundado naquele ano por Abelardo da Hora. Muito depois, evocaria essa experiência do Ateliê Coletivo:

«O espírito desta nova sociedade não me agradava. Pintar num ambiente coletivo era para mim completamente impossível. Mas como a pintura sempre foi tudo para mim, precisava da companhia de outros artistas para falar sobre o assunto constantemente: aderi ao grupo. Durante o dia pintava em casa e à noite ia encontrar o pessoal e transmitia aos mais inexperientes o que sabia.»

Em 1958 realizou sua primeira individual, no Recife, e mais ou menos pela mesma época passou a lecionar desenho na Escola de Belas Artes. Após bem sucedida individual na Galeria Bonino, do Rio de Janeiro, em 1969, Reynaldo mais uma vez fixou-se nessa cidade, dividindo desde então sua atividade entre o Rio e Recife.

Influenciado, conforme ele mesmo afirmou numa entrevista, pelos primitivos flamengos e italianos, pelos primitivos americanos dos Séculos 18 e 19, por Balthus e pelos surrealistas em geral, Reynaldo Fonseca mantém-se deliberadamente apartado das correntes que buscam renovar a arte brasileira, ou contribuir com qualquer inovação estilística para o seu desenvolvimento.

Dotado de boa técnica, fazendo uso de sólido desenho e de colorido suave e sensível, consegue por vezes incutir em seus personagens e objetos alguma coisa de inefável, certa nostálgica carga de poesia e silêncio, que em seus mais frágeis momentos roça o piegas, mas nos melhores adquire conotação transcendental.

Na mesma entrevista acima referida, explicou ele ao critico Walmir Ayala o relacionamento profundo que existe entre seu trabalho e o passado:

«Para conseguir a atmosfera de mistério e nostalgia que pretendo dar aos meus quadros, uso com freqüência, como assunto, velhas fotografias e gravuras. Tecnicamente parto do antigo (por encontrar nele os elementos necessários ao que quero expressar), tratando de dar uma construção pessoal, portanto atual.»

Fonte: CD-Rom: 500 Anos da Pintura Brasileira

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